
Se uma mãe não pode, ou não se sente com forças para criar e fazer feliz o seu filho, e existem tantos casais e mulheres que choram por adoptar uma criança, ama-la e fazê-la feliz…
Muitos casais lamentam não poder ter filhos e desejam adoptar um.
Será que, muitas mulheres renunciariam ao aborto se estivessem mais bem informadas das possibilidades de deixar o seu filho, logo à nascença, a uma família que o reconheceria e amaria como seu?
Ou de forma nenhuma, esta situação não deveria ser incentivada, para não fomentar a irresponsabilidade?
Gostaria de propor este tema para debate, a todos os participantes deste Blog.
PauloS
Publicado por PauloS em novembro 4, 2003 12:00 AMPromover essa situação, parece-me fomentar a irresponsabilidade (aliás, como dizes). Vou tentar explicar o que me vai no coração, se conseguir...
Qual é a dor maior? abortar?... ou parir e deixar ao abandono o filho que carregámos meses no ventre? Como mulher, tenho de equacionar a questão desta maneira...
Todos sabemos que há crianças abandonadas, e estas serão as nossas, que adoptaremos; porém, sabemos que uma grande percentagem de crianças que existem no sistema de adopção são as que NÃO foram abandonadas!, simplesmente as famílias são desajustadas, desestruturadas a ponto de não reunirem condições para as criar. Gosto de pensar que a qualquer mãe custará permitir que o seu filho seja criado por outra família que não a sua...
E volto a insistir: a incompetência e irresponsabilidade do Estado e consequente inoperância das SS promove estas situações. Se as crianças,provindas das tais famílias incapazes por qualquer razão de as criar, CEDO e DEPRESSA fossem encaminhadas para famílias que as querem acolher, não estaríamos aqui a discutir isto...
Deixem-me acrescentar que o sistema judicial também não ajuda em muito casos; há que estabelecer regras e sobretudo limites de espera (da família biológica), pensando sempre em FAVOR da criança. Todos sabemos de casos em que o Tribunal permite que crianças esperem (muitas em vão)pela organização das suas famílias biológicas, de modo a nelas serem novamente acolhidas... Quantas vezes estas famílias não se organizam? E entretanto passam anos... e as crianças crescem... sem a sua família, nem biológica nem adoptiva. É isto que tem de ser repensado.
Os interesses da criança TÊM de estar acima de quaisquer outros; acima da mãe que o pariu, acima da outra mãe que o deseja ter em casa depressa; e tem de haver prazos a cumprir porque uma criança não pediu para nascer, mas já que nasceu, que tenha direito à maior dignidade de todas: COLO!( colo = aquelas coisas todas que todos sabemos)
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Confesso-me não a favor do aborto, mas a favor da sua despenalização; no entanto, prefiro pensar que é melhor uma mulher abortar que, conscientemente levar avante uma gravidez, sabendo 'a priori' que terá de oferecer o seu bebé...
Desculpem, mas é uma ideia para mim terrível!
Concordo em pleno com a Benedita!
Não se pode promover essa situação!
Muitas das gravidezes que acontecem são "acidentes de percurso", não são desejadas! Gravidezes que não podem ser descobertas pelas familias, pois ou são muito jovens ou as familias não sabem dos seus relacionamentos, "n" situações podem acontecer!
E como diz a Benedita "Qual é a dor maior? abortar? ...ou parir e deixar ao abandono...?
Sou mãe biológica e acho que por mais que uma mulher esteja decidida a dar o seu filho para adopção, qd chega à fase da gravidez em que o seu bébé começa a mexer, a dizer que está ali, o mais provável é a mulher acabar por desistir pois a relação que começa a ter com o seu filho é muito unida, é muito especial e só uma mulher que seja insensivel não sente isso!
Isto à conclusão que, uma mulher levar avante a sua gravidez para dar o seu bébé por vezes não tem esse desfecho e acabam por ficar com ele e não ter condições para o criar e quem sofre é a criança, por isso acho que o mais "correcto" nestas situações é interromper a gravidez!
Não sou a favor do aborto, mas em certas situações, muito especificas, acho que devia ser despenalizado! Porque no fim de todo quem acaba a sofrer são as Crianças, de uma maneira ou de outra!
Afixado por: Cristina em novembro 4, 2003 09:30 AMÉ uma ideia interessante, embora talvez fosse melhor pensar primeiro no apoio às famílias e às mães solteiras, como em Inglaterra. Mas vinha aqui para te dizer que a tua entrevista está no ar e talvez tenha treslido.
Um abraço
A problemática do aborto (interrupção voluntária da gravidez) é demasiado complexa para ser abordada nestes termos.
A questão aqui colocada, “se uma mãe não pode, ou não se sente com forças para criar e fazer feliz o seu filho, e existem tantos casais e mulheres que choram por adoptar uma criança, amá-la e fazê-la feliz ... “, é um exemplo mal escolhido para lançar esta discussão.
Uma mãe nessas condições deveria ser ajudada por uma estrutura de apoio social. Toda a mãe tem o direito de criar o seu filho e toda a criança tem o direito de ser criada pela sua mãe biológica. O “não poder” e o “não sentir forças para”, remete-nos para um desejo de querer mas não poder e, essa, não pode nem deve ser a razão que leva uma criança para uma situação de adopção.
As razões que levam uma mulher (ou adolescente) a recorrer à interrupção voluntária da gravidez são muito diversas: falta de informação, condições de vida degradadas, dificuldades económicas ou psicológicas, acidentes de percurso, consequência de violação ou de relações incestuosas, etc.
Em muitas destas situações, como é fácil de entender, seria muito complicado para uma mulher prosseguir com uma gravidez para depois dar a criança para adopção. Um exemplo: suponha que tem dois filhos, vive num T1, que tem um emprego temporário, que o rendimento familiar é reduzido e que teve um percalço: “seria fácil para si levar uma gravidez até ao fim e dar a criança para adopção?
Cara GIN, tal como escrevi no seu blog,
não quero com o que vou escrever tirar-lhe razão (pelo contrário, pois concordo na generalidade com o que escreveu), no entanto não me posso esquecer das inúmeras vezes em que fui confrontado com as noticias de recém-nascidos que aparecem mortos nas bermas das estradas em que a sua mãe não tendo tido coragem para abortar, teria levado a gravidez até ao fim. Estas crianças ao nascerem, mas pelo facto das mães não saberem o que fazer com elas, acabaram por falecer.
Não considerando aborto, mas crime este tipo de atitude, neste caso, (e provavelmente só neste caso), já faria sentido o tema do debate.
Em relação às adopções as questões levantadas parece-me pertinentes. Em relação ao aborto penso que deva ser uma posição pessoal e indiscutivel. O casal antes de tomar a decisão deveria ter um acompanhamento por um psicólogo e um médico e ventualmente uma assitente social para melhor informação sobre as consequências do acto. Mas todos deveriam ser livres de decidir, sem pressões religiosas, políticas ou outras. Penso que a educação, a liberdade e a democracia deveriam ser suportes suficientemente fortes para que cada um pudesse exprimir a sua vontade, sem receios de represálias pela sociedade que a rodeia.
Afixado por: vmar em novembro 4, 2003 06:11 PMPauloS
Senti alguma mágoa na tua resposta e não foi essa a minha intenção. Sei que por vezes pareço ser muito dura e directa, mas a minha própria profissão me faz, por vezes, ficar exausta de ver coisas que não gosto de ver.
Habituei-me, pela experiência, a não fazer juízos de valor sobre as pessoas (às vezes faço, claro) mas nestes casos concretos que estamos a falar, tento perceber o que está por trás dos comportamentos chocantes que relatas.
A experiência de vida dessas pessoas é muito dura, por isso, a atribuição de valor que fazem a esse acto é diferente daquele que nós atribuimos ... sempre viveram em ambientes de violência física e psicológica, sem grandes alternativas.
Por aqui é complicado tentar explicar as minhas ideias, de forma mais ordenada, sobre esta questão do olhar que debruçamos sobre essas notícias que aparecem nos jornais de forma sensionalista. Os jornalistas não fazem jornalismo quando apresentam estes casos, fazem condenação pública de pessoas para venderem jornais. Esquecem que todos os nossos comportamentos assentam na nossa experiência de vida. É fácil condenar as pessoas porque isso desculpabiliza o Estado/poder político. Já pensei fazer isso no meu blog, mas não tenho tido muito tempo. Gostaria muito de conseguir ir colocando no blog "um olhar diferente sobre estas situações de miséria e as suas principais causas" ...
Abraço
GIN
Afixado por: GIN em novembro 4, 2003 06:39 PMDevo dizer que concordo com muito do que aqui se comentou, mas acho que tudo se resume á importância que se deve dar á própria vida humana que é o bem superior que tem que ser protegido.
E atendendo a esse facto, devo dizer que sou absolutamente contra o aborto, até porque considero que já existe uma vida num simples embrião e poucas razões justificam que se interrompa assim uma vida que mal começou.Parece-me que a lei já prevê perfeitamente os motivos em que o aborto é admissivel.Quanto á questão de ser a adopção uma alternativa ao aborto, porque não? Pelo menos protege-se uma vida, que de outro modo não seria protegida.
Cara GIN,
a finalidade deste Blog, é criar motivos de debate, para que o tema da adopção, deixe de ser tabu, com todas as diferenças de opinião que isso possa gerar.
Longe de mim criticar as causas que motivam os abandonos como aliás refiro no post “ABANDONADA (S)” que escrevi no inicio deste blog, mas que (infelizmente) por vezes originam a morte de crianças.
Se existe algo sobre o qual, não teço qualquer juízo de valores, é sobre os motivos que poderão levar alguém, a ter de ficar privado de um filho(a) e consequentemente a ter de doa-lo para adopção, pois foi graças a um desses motivos que a nossa filha, neste momento faz parte da nossa família.
Fico no entanto muito chocado quando oiço dizer (como aconteceu nos Açores), que uma criança recém-nascida, apareceu morta num contentor do lixo.
Não está nos meus objectivos que neste debate de ideias, se encontrem soluções milagrosas, mas como “as palavras são como as cerejas, e o mal é começar….”
Vou tentar periodicamente trazer alguns temas para debate (relacionados com a adopção), e gostaria de contar contigo, para propores alguns que consideres úteis.
Não fiquei nada magoado, e tenho considerado os teus comentários úteis e muito objectivos.
Faço minhas as tuas palavras:
Nas minhas visitas, quase diárias, pelos blog, rio-me com gosto, irrito-me, zango-me, comovo-me, concordo, discordo .... mas acima de tudo, confronto as minhas ideias e a minha maneira de estar na vida com uma variedade de ideias e posturas diferentes.
E isso é bom, é disso que gosto mesmo ...
Tudo isso só demonstra a forma apaixonada como vives a vida e a convicção com que defendes os teus pontos de vista.
Não mudes nada, e obrigado pela participação.
Bem hajas.
Esqueci-me de dizer que se podia tentar resolver o problema do aborto de forma a nem ser preciso colocar esta questão e a solução passaria, como já foi dito, pelo apoio a mães solteiras,pela educação sexual dos jovens (e não só ),por um Governo que apoie de forma eficaz os mais carenciados etc,etc.....
Afixado por: Isabel M. em novembro 4, 2003 07:38 PMPor muito mal que isto pareça, um aborto faz-se ou tem-se espontãneamente e passa sem deixar grandes marcas. Ter um filho nosso e dá-lo é contra-natura, é impensável.
Afixado por: mariazinha em novembro 4, 2003 09:49 PMMariazinha, este comentário é só para dizer que fiquei extremamante "chocada" pelo que afirmou quanto ao aborto,quando refere que passa sem deixar grandes marcas.Devo dizer-lhe que eu já abortei( espontãneamente )e quem me dera que não tivesse deixado grandes marcas, mas deixou marcas que vão ficar para toda a vida.Se calhar interpretei mal o que quis dizer.........
E, contra-natura,é ter um filho nosso e abandoná-lo,assassiná-lo....e não dá-lo a alguém que o ame, eduque e lhe dê uma vida como deve ser ( como todo o ser humano merece,principalmente uma criança indefesa ).
Mariazinha, este comentário é apenas para reforçar o comentário da Isabel M., ou nós percebemos mal o seu ponto de vista, ou então nunca passou por uma situação destas, pois se tivesse passado de certeza que não pensava, não sentia e não falava dessa forma, não afirmava que um aborto passa sem deixar grandes marcas.
Pode não deixar grandes marcas fisicas mas psicológicas deixa de certeza e não são faceis de superar!
Será que os seus principios a levam a pensar assim?!
Quer dizer que é "contra-natura" dar um filho para alguém o amar e proteger, e não é "contra-natura" abortar, mesmo tendo uma vida normal, sem problemas financeiros, psicológicos ou outros!? Não é "contra-natura" "matar" um ser vivo que se está a começar a gerar? Que é um ser humano?! Uma vida?!
Hiii, tanto julgamento que para aí vai...
Afixado por: Dunya em novembro 12, 2003 02:55 AMaxo k mais vale abortar do que deixar uma criança abandonada ou criada sem amor nem cuidados... quem somos nós para julgar quem quer abortar? qum dos que já comentou o aborto negativamente era adolescente quando engravidou? ou queria ter uma carreira e não ser mãe? será que valia a pena dar à luz num ambiente imaturo ou despreparado? ou contra-vontade em que não ia ser amado nem cuidado? e para adopção? kuantas crianças atingem a maioridade sem terem ninguém interessado em adoptá-las? acho uma estupidez comentar sem estar numa situação desesperante em que a unica coisa em que se pensa é o aborto. nunca engravidei e, lógico, nunca fiz o aborto. acredito nunca pôr a hipótese de o fazer pois considero a maternidade demasiado nobre para ser desperdiçada mas não sou hipócrita a ponto de julgar quem prefere. ao menos são mais responsáveis do que os que os abandonam ou n cuidam por desprezo. já que não souberam evitar a gravidez que evitem o sofrimento de um novo ser humano. os que são contra o aborto experimentem ir a um lar de crianças abandonadas pelas mães e ouvirem as suas ambições e só depois pensem o que acham preferivel. é que eu já ouvi os relatos de muitas criaças que só perguntam o que fizeram de mal para que ninguém as cuide e que não tenham tido nunca um natal nem ninguém para chamarem pai e mãe.
pensem no sofrimento de crianças de 6 anos com consciência e naquilo que consideram "assassinato" e repensem o que preferem.
quanto a entregar um filho para adopção quem não pode ou não quer ter e não pode ou não quer fazer o aborto acho que sim... que entreguem... sempre dão uma segunda hipótese de felicidade e, quem sabe? o nosso sistema de adopção, bem como o resto do país, pode evoluir e as esperas passarem de anos a meses e aí haveria mais "pais" interessados.
que não julgue quem não esteve na situação...
eskeci-me so de dizer que a adopção não iria apoiar a irresponsabilidade mas sim dar uma hipótese a mães frustradas e menos boas de serem livres em os seus filhos amados mas para isso, lá está é preciso alterar o sistema português... uma questão leva à outra e sem o governo mudar de atitudes e burocracias é impossivel...
Afixado por: cutzy em dezembro 2, 2003 10:26 PMNa minha opiniao nao sei dizer o que é pior se dar a luz um ser maravilhoso e abandonar por falta de condiçoes ( pobreza )se abortar e não dar a possibilidade de este ser ter uma familia que vai cuidar e ama-la para sempre.
eu sou contra o aborto mas tambem não concordo com o abandono das crianças. eu sou uma das experiencias vividas do que é ser abandonada e ser adoptada por uma familia maravilhosa, e tambem sei a revolta que vai ca dentro de ter sido abandonada mas sei que foi por falta de condiçoes para me manterem acho que foi melhor assim. agora sou muito feliz tenho uma familia que me ama e pessoas que estam comigo para o que der e vier. AGORA PENSEM ANTES DE FAZEREM COMENTARIOS
Boa noite,
Quanto a esta questão, não sendo jurista,
parece-me que isto faz todo o sentido:
A jornalista Fátima Campos Ferreira entrevistou, julgo que no decorrer do ano 2003, uma investigadora da área da genética, na circunstancia sobre a clonagem, dado que na altura se divulgou que um grupo clonou um bebé humano.
Quando questionada sobre o assunto, a sra. investigadora disse que a
generalidade da classe cientifica considera que sensivelmente a partir do 8 DIA de gestação estamos perante um novo SER HUMANO.
Ora, a Constituição da República Portuguesa diz no seu artigo 24º alínea 2 "A vida humana é inviolável", donde qualquer lei que despenalize ou legalize o aborto parece-me inconstitucional.
A discussão sobre o aborto está demasiado centralizada no ponto errado: O sofrimento da mulher que faz aborto e a vergonha de ter de ir a tribunal.
Em primeiro lugar, se não fizer aborto, não lhe acontece nem uma coisa nem outra;
Depois, mais que o sofrimento ou a vergonha de ter de ir a tribunal, é a perda daquele novo ser humano, que perde tudo: A vida.
É ridícluo que, num país onde se garante que qualquer criminoso, condenado pelos tribunais pelos piores crimes possíveis, em caso nenhum será condenado à morte, nem tãopouco pode legalmente ser alvo de castigo cruel ou desumano, mas quanto àqueles que são absolutamente inocentes, a estes diz-se "matem-nos"!
Afixado por: Ricardo em janeiro 19, 2004 11:23 PMAborto. Sim ou não?
Ontem, 19-01-2004,no programa Prós e Contras do Canal 1, a Exma sra dra eng. arquitecta paisagística Ana Benavente fez repetidas vezes uma afirmação extraordinariamente brilhante: "A comissão europeia já fez a distinção entre VIDA HUMANA e PESSOA HUMANA", sendo a última aquela que já nasceu.
Art. 24º al. 2) da Constituição da República Portuguesa: "A VIDA HUMANA É IMVIOLÁVEL".
Qual é a parte que não percebe?
Quanto às acusações de intolerância que a deputada comunista fez aos que são contra o aborto, só tenho isto a dizer: Não se trata de intolerância. Trata-se sim de duas coisas distintas.
Por um lado, o zelo pela lei fundamental deste país. Não se pode fechar os olhos, porque se começamos a fechar os olhos, às tantas isto torna-se uma selvajaria onde se pode fazer tudo, desde burlar até tirar olhos.
Por outro lado, não posso ser a favor, e nem sequer posso me abster nesta questão, porque nesse caso tornar-me-ia cúmplice dos crimes e do sangue inocente derramado. Por isso, tenho que me opor e fazer tudo ao meu alcance para que tal lei não venha a vigorar neste país.
Estou a organizar uma petição a favor da vida!quem quiser recolher assinaturas na rua Augusta esta semana, que diga qualquer coisa.
o meu mail é pjorgeoliveira@hotmail.com
"Em primeiro lugar, se não fizer aborto, não lhe acontece nem uma coisa nem outra" - sustentas-o tu?! se keres mudar o mundo dás uma mensalidade a cada mae p assim ela ñ optar por abortar.
No meu ver se o estado é contra o aborto, entao deveria de dar condições p cada mulher poder ter o seu filho sem passar pelo trauma de abortar.
Num arigo de Mary Anne Warren:
"Ao contrário dos fetos, as mulheres já são pessoas. Elas não devem ser tratadas como algo menos simplesmente porque estão grávidas. É por isso que o aborto não deve ser proibido, e é também por isso que o nascimento, e não qualquer outro ponto anterior, marca o começo do estatuto moral pleno."
A minha opinioão pessoal é que a vida é mais importante do que tudo o resto e que há soluções que neste caso hipotético poderiam passar pela adopção.
Muita coisa ja foi debatida e só gostaria de acrescentar uma coisa: está na altura da nossa sociedade deixar de penalizar o acto de entregar uma criança para adopção. Já pensaram que isso pode ser um sinal de amor muito grande daqueles que se calhar muitos de nós não teriamos coragem. Muitas vezes apelidamos de abandono com uma terrível carga negativa quando aquilo que muitas mães biológicas fazem é desejar e dar aos seus filhos o melhor abdicando de os ver crescer e de receber todas as recompensas normais de mães normais. Se isso não mudar, as mães vão continuar a abandonar as crianças na rua e a tratá-las mal porque entregar para adopção é mal visto... e difícil! Há juízes que insistem mandando inclusivé mandatos de captura às mães que "deixaram os seus filhos" para que estas resolvam as suas vidas e fiquem com as crianças. E quantas assistentes sociais nos hospitais insistem e telefonam à tia e à prima e a toda a família da mãe que decidiu dar a criança para adopção para a convencerem a ficar com uma criança que ela não quer ou não pode ter? Esta criança não será amada na maioria dos casos e acaba por ser mais tarde ou maltratada ou entregue a uma instituição com uma idade em que dificilmente será adoptada com vários anos de traumas e uma vida marcada. Infelizmente não falo de cor. Conheço muitos destes casos porque lido com eles profissionalmente.
Não podia concordar mais consigo! A progenitora do meu filho entregou-o para a adopção e felizmente para todos não havia parentes, que pudessem ter ficado com ele. Hoje ele faz parte de uma familia feliz que o ama acima de tudo!
Afixado por: AlexandraP em julho 15, 2004 09:51 PMEu já comentei anteriormente este assunto, mas agora o meu comentário é ainda mais fundamentado. A minha experiência pessoal diz-me que a adopção é uma alternativa ao aborto e digo isto porque o meu caso é idêntico ao da Alexandra e a felicidade que eu sinto de ver uma criança maravilhosa crescer amada e feliz, fazendo-nos também as pessoas mais felizes do mundo, faz-me agradecer profundamente à sua mãe biológica ter dado uma oportunidade a esta criança, não abortando.
Quantas pessoas maravilhosas se perdem ao abortar , quando tantos estão dispostos a dar-lhes a vida que merecem?
Não querendo entrar em nenhuma polémica outro dia mandaram-me este texto que acho que dá para pensar...
Diário de um bebé por nascer...
5 DE OUTUBRO:
Hoje começou minha vida. Meus pais ainda não sabem disso, mas já existo. E vou ser menina. Terei cabelos louros e olhos azuis. Quase tudo já está fixado, até mesmo que irei gostar muito de flores.
19 DE OUTUBRO:
Alguns afirmam que não sou ainda uma pessoa real que apenas minha mãe existe. Mas sou uma pessoa real assim como uma migalhinha de pão ainda é realmente pão. Minha mãe é. E eu também sou.
23 DE OUTUBRO:
Minha boca está começando agora a se abrir. Imagine só dentro de cerca de um ano estarei sorrindo e, depois, falando. Sei qual será minha primeira palavra: MAMÃ.
25 DE OUTUBRO:
Meu coração começou hoje a bater por si mesmo. De agora em diante, baterá suavemente pelo resto de minha vida, sem jamais parar para descansar! E, depois de muitos anos, ele se cansará. Parará, e então morrerei.
2 DE NOVEMBRO:
Estou crescendo um pouco cada dia. Meus braços e minhas pernas começam a tomar forma. Mas tenho de esperar ainda bastante tempo antes de estas perninhas me erguerem até os braços da mamãe, antes que estes bracinhos possam colher flores e abraçar o papai.
12 DE NOVEMBRO:
Pequeninos dedos começam a formar-se em minhas mãos. É engraçado como são pequenininhos! Poderei tocar com eles nos cabelos de mamãe.
20 DE NOVEMBRO:
Foi somente hoje que o médico contou à mamãe que estou vivendo aqui, sob o coração dela. Oh, quão feliz ela deve estar! Sente-se feliz, mamãe?
25 DE NOVEMBRO:
Mamãe e papai devem estar provavelmente pensando num nome para mim. Mas eles nem sequer sabem que sou uma menininha. Desejo que me chamem de Mariazinha. Já estou ficando tão grandinha!
10 DE DEZEMBRO:
Meus cabelos estão crescendo. São macios, claros e brilhantes. Fico imaginando que tipo de cabelos mamãe tem.
13 DE DEZEMBRO:
Estou quase prestes a poder ver. Tudo é escuro em volta de mim. Quando mamãe me trouxer ao mundo, ele será cheio de sol e de flores. Mas o que mais desejo é ver minha mamãe. Qual é sua aparência, mãezinha?
24 DE DEZEMBRO:
Fico imaginando se mamãe ouve o sussurro do meu coração. Algumas crianças chegam ao mundo um pouco doentes. Mas meu coração é forte e saudável. Ele bate tão ritmicamente: toc-toc, toc-toc. A senhora terá uma filhinha saudável, mãezinha!
28 DE DEZEMBRO:
Hoje, minha mãe... me matou!!!
- De Autoria Anônima.
fiquei arrepiada ao ler esta "história" mas infelizmente isso acontece e continuará a acontecer enquanto o pais, os governantes, os serviços públicos de saúde, etc. não encetarei práticas eficazes e alargadas de planeamento familiar. há anos que se fala na necessidade de planeamento familiar...que oferta de serviços realmente existe no pais de planeamento familiar? qual a sua disseminação pelo pais? que resultados? que necessidades de reorientação deste tipo de serviço?
a educação sexual nas escolas está como está. ninguém tem coragem para fazer nada sério neste pais à beira mar plantado. fala-se, fala-se,...temos das legislações mais avançadas da europa...para que isso serve?fala-se, fala-se, produzem-se estudos relatórios e mais estudos e relatórios, passar à acção já é mais complicado...somos um pais de falsos moralistas...sabemos que estas e outras coisas acontecem...mas continuamos a fingir, a fingir, ...é mais fácil...muito mais fácil...
concordo consigo paula quanto diz que a adopção deve ser vista de outra maneira, de forma não penalizadora para quem dá um filho para adopção...é preciso fazer alguma coisa nesse sentido, mas também é preciso fazer alguma a montante...evitar que as mulheres tenham filhos não desejados...adopção é uma solução a montante...os problemas devem ser visto a jusante. é claro que eu contra mim falo, porque estou inscrita para a adopção. se não houvesse mães que abandonassem os seus filhos, então nós não teríamos crianças para adoptar...se não houvesse crianças abandonadas muitas das instituições existentes no pais teriam que recentrar a sua intervenção para outros domínios...se a adopção não fosse tão demorada, se não tivessemos uma política de manutenção das crianças nas instituições - "maternidade institucionalizada" estas teriam que recentrar a sua intervenção...o dr. vilas boas já falou largamente sobre este assunto...
eu tive imensa sorte!!!!a progenitora do meu filho decidiu que não o queria criar,então resolveu o problema da MELHOR maneira possivel: comunicou à SS a sua intensão,e começou a ser acompanhada pela equipa.Depois de ter a criança não DESAPARECEU,como muitas fazem,e passados os 45 dias legais tornou a assinar os documentos de renuncia....HEI-DE AGRADECER-LHE TODOS OS DIAS,O FACTO DE SER UMA PESSOA RESPONSAVEL,que permitiu ao ser que gerou, O MEU FILHO,ter uns pais que o adoram,e uma vida feliz.
neste mesmo caso bastava que a progenitota(MUITAS VEZES POR SIMPLES DESCONHECIMENTO DA LEI,e não por maldade) desaparesse-se antes de assinar os papeis, para que esta criança perdesse meses de amor e carinho,abandonada numa instituição,e nós os seus pais,perderiamos por certo,as 1ªs cólicas,o prazer de a ver gatinhar ,o 1º dente.....etc....coisas que são tão boas de recordar.
POR ISTO TUDO , ACHO QUE A GRANDE LUTA, NÃO É SO EM RELAÇÃO AO ABORTO, MAS SIM Á INFORMAÇÃO QUE AS PESSOAS EM GERAL TEM DA LEI....E QUE AS PODIA DEMOVER DE ABORTAR,SE SOUBESSEM QUE AQUELA CRIANÇA,TINHA Á SUA ESPERA UMA FAMILIA DE VERDADE,E QUE ISSO EM NADA AS DESVALORIZAVA,PELO CONTRÁRIO SERIAM BEM VISTAS PELA SOCIEDADE.
afinal é um acto de amor dar o melhor aos nossos filhos,nem que tenhamos de renunciar a viver com eles,se a vida nos obrigar(é melhor que os matarmos,ou ainda na barriga,ou mais tarde em puros maus tratos e negligencia)....
...uma das perguntas que a psicóloga nos fez, durante o processo de adopção do nosso filho foi o que pensávamos nós sobre as mães que davam os filhos para adopção.
A nossa resposta foi simples: ainda bem que essas senhoras (na maior parte dos casos meninas) tomam essa decisão, que acredito não deve ser nada fácil.
Tive a sorte da progenitora do meu filho ter tratado de tudo com a SS antes de sair da maternidade, mas também sei que isso é muito raro...
Não sei se a adopção é alternativa ao aborto, mas pelo menos quero acreditar que quando uma mulher aborta está totalmente desesperada e não consegue encontrar nenhuma outra solução.
graciete
Afixado por: graciete em julho 16, 2004 11:36 PMNuma frase curta a Dunya disse tudo!!!!!! Quem somos nós, para julgar quem quer que seja?????? Quem somos nós para sabermos o que está por detrás de uma decisão de abortar????????? Talvez uma minoria aborte sem qualquer problema, mas não acredito que a mioria o faça dessa forma.Mas quem é que é favor do aborto? NINGUÉM. Uma coisa é ser a favor do aborto, outra coisa é ser a favor da sua despenalização. Abortos vai haver sempre, como tudo na vida. Vai haver sempre quem se drogue, quem se prostitua, quem roube. A questão é que quem tem dinheiro vai continuar abortar com condições, sem risco de vida e se calhar são essas pessoas que mais possibilidades tinham de criar mais um filho. Quem não tem esse poder económico vai continuar a abortar nas piores condições correndo os maiores riscos de vida e sofrendo uma dor infinita para o resto da vida. A despenalização não significa um incentivo ao aborto. Ela não existe e sabemos bem o que as estatísticas nos dizem do número de abortos que são feitos por ano em Portugal.
Vivemos num país muito preconceituoso, em que a adopção é vista de lado, é comentada e por vezes até criticada.Quantos de nós já não passaram pela situação de nos estarem sempre a perguntar quando vem o bebé? Ou de nos dizerem "...estás a ficar velha, despachem-se...". E estes que tanta vez disseram isto não imaginavam o sofrimento que sentiamos em cada palavra, porque nós tentamos, mas o bebeé não vem. A natureza não permite que ele chegue.Ninguém tem o direito de julgar ninguém se um dia abortou, como ninguém tem o direito de julgar quem adopta. Sim, porque esse julgamento existe. São os coitadinhs que não podem ter filhos!!!!!Não, temos filhos, da mesma forma, mas chegámos lá por outro caminho.
Ninguém tem o direito de julgar quem mergulhado num sofrimento incalculável por nós que estamos de fora, decide abortar. E as pessoas que decidem tentar as técnicas de reprodução assistida? Acho que a ciência está ai para nos ajudar. Mas a taxa de sucesso é ainda muito reduzida. Os tratamentos são caros, o desgaste psicológico e emocional são grandes para no fim muitas vezes a gravidez não ir avante. Fazer a fecundação no laboratório, introduzir o embrião no útero, sabendo que a taxa de sucesso é baixa, não é estar voluntariamente a contibuir para um possível aborto?Qual a diferença entre uma pessoa que decide abortar e uma que não pondendo gerar naturalmente recorre ao laboratório sabendo que poderá abortar? Dir-me-ão: mas essa pessoa não tem culpa, não quis o aborto, e não é um aborto provocado é espontâneo. Pois é, a pessoa não quis que o aborto se desse e nem o provocou,mas sabia perfeitamente que ele poderia ocorrer, mas tenta uma, duas, três, as vezes que aguentar ou que o médico diga que é possível.
Acho que quem quiser tentar, faz muito bem. A ciência está ai para nos ajudar. Agora, não julguemos quem está à nossa volta.
Nunca abortei, até porque não posso engravidar. Não tentei a reprodução medicamente assistida por opção e tenho 3 lindos filhos. 2 meninas e 1 menino. O menino é o do meio. MEUS FILHOS.
Para que a adopção seja uma alternativa ao aborto as pessoas têm de escolher em liberdade. Julgo que muitas vezes as pessoas abortam por circunstância imediatas que envolvem aquele momento. Talvez exista quem consegue levar uma gravidez adiante com o intutito de dar a crinaça para adopção. Mas acho que é uma minoria. Depois de ultrapassada a decisão de não abortar, não entregam a crianaça para adopção.Era preciso muita, muita coisa mudar neste país. Se existissem centros onde as pessoas se deslocassem, fossem acompanhadas por técnicos verdadeiramente formados a nível técnico e ético e lhes fosse possível dar esse apoio. Acompanhá-las, e ajudá-las a decidir. Se não optassem por continuar com a agravidez terem o direito de serem assistidas com dignidade. Se decidissem levar avante a gravidez, seriam igualmente acompanhadas, até ao momento de realmente dar o consentimento para adopção.
Perguntar-me-ão se não agradeço às mães biológicas dos meus filhos não terem abortado? Claro!!!!Elas geraram-nos e transportaram-nos durante 9 meses. Eu os transportarei durante toda a vida para onde quer que vá.
Natacha
Afixado por: Natacha em julho 18, 2004 03:16 PMNatacha, li o seu comentário com muito gosto e concordo consigo em praticamente quase tudo. Eu sou contra o aborto, mas realmente cada caso é um caso e sempre haverá situações em que qualquer acto, mesmo o aborto, pode ser justificado......
Quanto ao que disse de os seus filhos serem seu filho na mesma, só que chegou lá por outro caminho, é mesmo isso.
Li uma vez um livro em que uma candidata a mãe adoptiva dizia que a diferença entre ter filhos biológicos e adoptivos era como uma viagem ao Brasil. Num caso ia-se de avião, no outro de barco......
Felicidades para si e para os seus filhos.
Sou mãe de 3 filhos, 2 meninas e 1 menino, qualquer deles é muito especial para mim, aliás como para qualquer mãe!. Considero-me uma mulher feliz, sou casada à 14 anos e continuo a amar muito o meu marido. No entanto, tenho uma história muito triste, que me atormenta todos os dias. Eu e o meu marido, tivemos alguns problemas financeiros graves à cerca de 2 anos atrás, de tal forma que pela 1ª vez na minha vida chegámos a passar algumas necessidades. Nessa altura eu engravidei pela 4ª vez, como é óbvio fiquei apavorada, sem saber o que fazer , nem como agir, se contasse aos meus pais eles iriam ficar preocupados, pois o meu 3º filho ainda não tinha 1 ano e nós estávamos com muitas dificuldades. Sempre me disseram que não era gravidez até ao 3º mês e meio, quando descobri já era tarde para pensar em fazer fosse o que fosse.Fiquei desesperada, havia vezes que dizia para mim mesma que tudo se iria resolver, que quem tem 3 tem 4, outras vezes parecia-me tudo impossivel, e que só iria piorar o bem estar dos que cá estavam. Aos poucos fui interiorizando que iria ter mais 1 bebe. Um dia caí da cama e fiquei com muitas dores, o meu marido levou-me ao hospital, fizeram-me uma ecografia e descobriram que em vez de 1 eu iria ter 2 bebes. Fiquei desesperada e comecei a chorar, a médica disse-me para não ficar assim, que existiam outras opções, e falou-me da entrega para adopção. Fui falar com a assistência social do hospital e apresentei-lhes o meu caso, estava desesperada, achava que não ia conseguir criar os meus bebes, como eles mereciam, que iria privar os meus outros filhos de tudo e que iria ter eu e nós todos uma exisência miserável. Elas trataram de tudo, eu disse que não os iria querer ver quando nascessem, porque achava que iria ser mais penoso do que já estava a ser. O meu marido tambem achou na altura que esta seria a melhor solução. Chegou o dia, domingo à noite, contracções e para mim os piores momentos da minha vida. Pois sabia tudo o que se iria passar a seguir! O meu marido foi comigo para o hospital, iamos silênciosos, não queriamos lá chegar, pois os meus bebes já eram muito amados por nós os dois. ele ficou cá fora, eu fui directamente para a sala de partos, pois os bebes estavam a nascer, disse ao médico como me chamava e pelo processo eles souberam logo o que tinham que fazer, ainda hoje sinto o Guilherme a sair de dentro de mim, e como não resisti a olhar, a cabecita pequenina do Gonçalo a ir embora para nunca mais o ver. Foi agonizante, não há dor nenhuma que se subreponha a esta, estive quase a desistir e adizer não, eles são meus, ninguem os levrá para longe de mim! Mas já não podia, passei os dias no hospita, a saber que eles estavam no piso de cima sozinhos, passei muitas vezes à porta da Pediatria, a pensar se os ia ver ou não, sabendo que se os fosse ver, não mas os largaria. Não fui! Houve médicos que lhe chamaram coragem e acto de amor, eu não me consigo perdoar até hoje, o meu marido, chorou quando teve que assinar os papeis para autorização para adopção plena. Eu assinei mecanicamente. Sabemos que elees estão bem, com uma familia que os ama muito e que estão juntos , que foi uma das condições exigidas por nós. Todos os Dias 3 de cada mês é uma agonia para nós. Dia 3 de Setembro é o dia dos seus aniversários. este ano vão fazer 3 anos! Como serão? como será o seu sorriso?, saberão eles um dia toda a verdade? Serei eu alguma vez perdoada por eles por ter feito o que fiz? Ninguem sabe ou quer responder a estas perguntas. Não tive apoio de ninguem, tenho até hoje que suportar tudo sozinha com o meu marido, apoiamo-nos muito um ao outro, transferimos toda a nossa energia para os nossos 3 filhos. Mas não conseguimos esquecer o Gonçalo e o Guilherme, Nunca! Agora pergunto, que tipo de país é este que não apoia uma mãe que quer criar os filhos e não tem como, o que obriga, ou me obrigou a uma escolha terrivel?! que tipo de país é este que condena mulheres por praticarem aborto?! Não sou a favor do aborto, mas sim a favor da sua despenalização, porque por experência própria sei que é menos doloroso para uma qualquer mãe deste mundo, tirar da barriga um embrião, doque entregar o seu bebe para outra mulher qualquer ser chamada de mãe por ele. Deus me perdoe e me ajude!
Afixado por: Monica R em julho 21, 2004 12:19 PMMónica
Não vou tentar dizer que a entendo, ou que sei o que sente, tenho dois filhos e o único que posso dizer é que se por algum motivo tivesse de abdicar de algum deles uma parte de mim morria. Admiro a sua coragem, primeiro pela decisão que tomou, como admiraria a sua coragem se tivesse decidido abortar e sobretudo admiro a coragem que teve para expor a sua alma da maneira que o fez aqui.
Sinceramente não sei o que será mais difícil para uma mãe, se ir pela vida a pensar que abortou ou o seu caso em que sabe que os seus filhos estão algures e não os pode ver, mas tenho a certeza que qualquer dos casos é um sofrimento que só uma mãe pode sentir.
Talvez casos como o seu ajudem as pessoas a perceber porque sou a favor da despenalização do aborto, e talvez as pessoas que são contra essa despenalização tenham respostas para as perguntas que colocou:
"que tipo de país é este que não apoia uma mãe que quer criar os filhos e não tem como, o que obriga, ou me obrigou a uma escolha terrível?! que tipo de país é este que condena mulheres por praticarem aborto?! "
Obrigado por partilhar com o mundo a sua experiência, talvez sirva para abrir os olhos a algumas pessoas.
Jorge
Afixado por: Jorge em julho 21, 2004 02:03 PMMonica
Sei que ninguem pode avaliar a sua dor. Pelos relatos deste blog, pode no entanto acreditar que algures neste pais fez alguem muito feliz. Proporcionou a dávida da maternidade e paternidade a alguem que muito ansiava por ela. Por tudo isso não tem que se recriminar pelo seu gesto, foi um gesto de amor e de dávida. E tem todas as razões para poder acreditar que os meninos a quem deu vida estão concerteza a crescer rodeados com todo o amor e carinho que uns pais podem dar!
Eu tenho um filho que nasceu da minha barriga e outro que não, e o amor e dedicação que dou a qualquer um deles em nada é diferente.
E quanto a Deus...(se ele existe) vai sempre admirar os seu gesto de amor que teve por todos os seus filhos . Lembre-se que segundo a Biblia ele entregou o seu proprio filho para ser criado por José.
Monica
Confesso que fiquei arrepiada ao ler a sua história, mas quero dizer-lhe que é uma mulher com M grande. Primeiro, porque tomou a única atitude que considerou possível naquele momento e tem que pensar é que dois meninos vivem bem e se calhar até vão ser grandes homens porque a Monica lhes deu uma oportunidade de viver.Segundo, porque decidiu partilhar a sua história dando-nos outra perspectiva....o porquê e o que sente uma mãe quando dá um filho para adopção. Eu também perdi dois gémeos porque nasceram prematuros e também não os quis ver.... e sei o sofrimento que foi , mas o seu acto foi um acto de verdadeira coragem e amor pelos seus filhos. É triste quando atitudes como a que tomou acontecem apenas por motivos financeiros.....mas agora tem é que pensar que eles estão bem e de certeza que lhe vão perdoar e compreender o que fez se lhes souberem explicar que o que fez foi a maior prova de amor que lhes podia ter dado.
MÓNICA
TENHO IMENSA PENA DE SI E DO SEU MARIDO!!!NÃO POR TEREM TOMADO A DECISÃO QUE TOMARAM(ACHO QUE REFLETIRAM BEM,E DECIDIRAM QUE ERA O MELHOR PARA TODOS)MAS POR NÃO CONSEGUIREM VIVER EM PAZ.
PARECE-ME QUE AO NÃO ACEITAREM O PASSADO,NÃO VÃO CONSEGUIR VIVER O FUTURO,NÃO É JUSTO QUE SE PREJUDIQUEM,E PRINCIPALMENTE AOS VOSSOS 3 FILHOS,QUE ME PARECE MERECIAM TER UM LAR ONDE TODOS VIVESSEM ALEGRES E FELIZES(AS CRIANÇAS NÃO COMPREENDEM,MAS PRESSENTEM TUDO O QUE DE MAU SE PASSA COM OS SEUS PAIS)
SE CADA DIA 3 É O SOFRIMENTO QUE DIZ,PORQUE NÃO TENTAREM ALEGRAR-SE PELO ACTO TÃO LINDO E HUMANO QUE TIVERAM,E ENVIAREM PENSAMENTOS POSITIVOS PARA ESSES 2 MENINOS,QUE DECERTO ALEGRAM UM LAR CHEIO DE AMOR ,E QUE UM DIA TALVEZ ATÉ OS PROCUREM,NÃO PARA RECRIMINAR,MAS PARA CONHECEREM AS PESSOAS A QUEM TÊM DE AGRADECER A VIDA,E A POSSIBILIDADE DE SEREM AMADOS,E TEREM O FUTURO QUE MERECEM, NA COMPANHIA DOS PAIS, ESSES QUE DEUS QUIS QUE FOSSEM OS SEUS.
VOU-ME LEMBRAR SEMPRE DAS SUAS PALAVRAS ,QUE ME INCOMODARAM PELA SUA TRISTEZA,MAS QUE ME AJUDARAM A TER AINDA MAIS ORGULHO NA PROGENITORA DO MEU FILHO,E NO SEU GESTO PENSADO,QUE NOS PERMITIU A TODOS VIVERMOS FELIZES.É PENA QUE ELA E A MÓNICA NÃO CONSIGAM SABER COMO ELES ESTÃO BEM , FELIZES E AMADOS (O MEU FILHO É DAS CRIANÇAS MAIS ALEGRES QUE CONHEÇO,SEMPRE RINDO DE TUDO ,CONTENTE COM A SUA VIDINHA DE PRINCIPEZINHO) ISSO IA ACALMA-LAS E PERMITIR-LHES ACEITAR A DECISÃO QUE UM DIA FOI A UNICA POSSIVEL.
AS COISAS NA VIDA ACONTECEM,POR RAZÕES QUE SÓ DEUS CONHECE,MAS EU ACREDITO QUE SE ESCREVE DIREITO POR LINHAS TORTAS,E SE UM DIA DEUS A FEZ TOMAR ESTA OPÇÃO,É PORQUE ERA A MELHOR PARA TODOS.
TENTE SER FELIZ!!!!!!A SUA FAMILIA MERECE!
Afixado por: gibarao em julho 22, 2004 02:51 PMMónica, quem me dera poder arrancar-lhe todo esse sofrimento e toda essa dor. Não aguentei de emoção ao ler a sua história. Mas, por favor, pense que eles vieram para que eles pertencessem a outra família e a outros pais. Nada é ou acontece por acaso, acredite firmemente nisto. Se engravidou deles sem ter quaisquer condições finaceiras para os criar, já era para ser assim, tudo está certo, tudo na vida está certo, acredite nisto. Se assim não fosse, teria condições para os criar. Poderia ter abortado voluntariamente. E se não o fez, era porque isso já fazia parte dos planos que a vida tinha para eles e para esses pais que tanto os amam, pode ter a certeza. Tente não pensar nisso. Viva a vida com alegria, com a certeza que tudo na vida faz sentido, mesmo que a nossa dor e desespero por vezes não nos deixem ver assim.
Maria van Dijk
Mónica:
Não há palavras que lhe retirem o sofrimento que carrega consigo. Só a Mónica poderá encontrar esse caminho. Na certeza porém, que sabe que o Gonçalo e o Guilherme estão bem, são muito amados e estão felizes. Não será isso o mais importante? Não terá sido por eles que decidiu não abortar?????? Não sofra pensando que a vão recriminar por um dia os ter entregue para adopção. Muitas vezes esse gesto é a maior prova de amor que se pode dar a um filho. Um dia eles vão saber entender isso.Não se recrimine por aquilo que fez ou por aquilo que devia ter feito e não fez. Nada na vida volta atrás!!!!!!Orgulhe-se por ter dado a vida ao Guilherme e ao Gonçalo. Eles agradecer-lhe-ão para todo o sempre.
Força. Escreva para aqui sempre que sentir necessidade!!!!! A sua descrição é absolutamente arrepiante. Não consigo imaginar o sofrimento que lhe vai na alma.
Um beijinho de solidariedade da Maria Joana
Afixado por: Maria Joana em julho 25, 2004 02:00 PMMónica,
Li o seu depoimento à alguns dias e ainda não encontrei palavras para a poder reconfortar, acho que por muito que procure não existem tais palavras.
As pessoas que interviram antes de mim já disseram tudo, mas não queria deixar de dizer que a Mónica é uma Super Mãe, tente ser feliz!
Força e muitas felicidades
Taly
Aborto! Para mim deve ser considerado crime. Todos os erros têm os seus custos, abortar é um grande erro que deve levar à cadeia.
É pena que o Estado não tenha uma política adequada para permitir às mães (jovens e menos jovens) criar os filhos que muito bem entendessem. Posso garantir que o Estado me leva muito dinheiro em contribuições por mês e precisamos de crianças (muitas) pois alguém tem que pagar a minha reforma (que espero que seja bem gorda quando lá chegar). Se o Estado português não fosse liderado por pessoas que só olham para a sua conta bancária (e para os Mercedes do Mercado Abastecedor da Região de Lisboa) decerto que as crianças (
Afixado por: José M. em agosto 3, 2004 06:33 PMAborto! Para mim deve ser considerado crime. Todos os erros têm os seus custos, abortar é um grande erro que deve levar à cadeia.
É pena que o Estado não tenha uma política adequada para permitir às mães (jovens e menos jovens) criar os filhos que muito bem entendessem. Posso garantir que o Estado me leva muito dinheiro em contribuições por mês e precisamos de crianças (muitas) pois alguém tem que pagar a minha reforma (que espero que seja bem gorda quando lá chegar). Se o Estado português não fosse liderado por pessoas que só olham para a sua conta bancária (e para os Mercedes do Mercado Abastecedor da Região de Lisboa) decerto que as crianças (
Aborto em vez de dar para adopção? São duas opções completamente opostas. Uma corresponde a matar e a poder andar a passear o fato de banho sem defeitos na pele; a outra, a uma dor imensa - de certo - mas uma dor que se pode sentir por alguém que está vivo (embora longe).
Mónica,
desculpe não concordar com as ideias reinantes, mas acho que optou bem! Contudo essa é a sua cruz, vai ter que a carregar. Pense no entanto que certamente alguém está feliz (as crianças e os seus pais - sim pais!) e que você contribuiu para a felicidade dessa gente (embora à custa da infelicidade da sua família).
Quanto aos que aplicam o aborto como método de concepção, fazem mal, muito mal, destruir nunca é um bom caminho!
Sabem, por ventura, que cerca de 15% da população (alvo) é sofre de infertilidade? E querem passar o aborto a prioridade em relação a isso, Ou consumir os recursos que por ventura podiam ser dedicados a esse flagelo? Para quem não saiba, por cada tentativa de "sarar" esta doença através de técnicas de procriação medicamente assistida sai dos bolsos das vítimas cerca de 5.000 euros (mil contos!)
Nem todos temos os mesmos pontos de vista. Para mim os serviços do estado devem ser para todos (ricos ou pobres) e devem ser completamente gratuitos. Se os 40% que me levam não chegam, cobrem mais. Embora eu ache que isso é um roubo para aquilo que me dão em troca!
Cumprimentos,
J.M.
Por motivos estranhos os “posts” saem truncados…
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Aborto! Para mim deve ser considerado crime. Todos os erros têm os seus custos, abortar é um grande erro que deve levar à cadeia.
É pena que o Estado não tenha uma política adequada para permitir às mães (jovens e menos jovens) criar os filhos que muito bem entendessem. Posso garantir que o Estado me leva muito dinheiro em contribuições por mês e precisamos de crianças (muitas) pois alguém tem que pagar a minha reforma (que espero que seja bem gorda quando lá chegar). Se o Estado português não fosse liderado por pessoas que só olham para a sua conta bancária (e para os Mercedes do Mercado Abastecedor da Região de Lisboa) decerto que as crianças (
Afixado por: José M. em agosto 3, 2004 06:48 PMSinto uma necessidade mto grande de contar o meu caso, sei que para muita gente o k fiz foi monstruoso, e posso mesmo dizer k à uns anos atrás se tivesse pensado k algum dia seria capaz de fazer o k fiz, não acreditaria. Abortei e ainda hoje ñ consigo acreditar no k fiz... sempre fui a favor da despenalização do aborto mas sempre pensei k nunca seria capaz de o fazer... eu tomava a pilula à alguns anos e estava relativamente descansada k esse metodo era completamente seguro... não foi e engravidei... tava na universidade, tinha entrado no que sempre sonhei, os meus pais estavam com dificuldades financeiras graves e todos À minha volta eram da opiniao k devia tirar... eu ao principio nem seker pensei nessa hipotese mas dps de tantas opinioes e de saber k ia ter de abdicar dos meus estudos e k os meus pais não tinham condições de me ajudar... acabei por achar tb k essa era a melhor opção. Ainda hoje sonho k consegui desistir de fazer, k no ultimo momento saia de lá a correr... mas não o fiz. Há dias k me arrependo e outros acho k deve ter sido o melhor. Não sei, é uma coisa k vou ter sempre de conviver. Em relação à adopção... sou da opinião da Monica... pior sofrimento que abortar é saber k se tem um filho e não sabermos se ele está bem ou não, se os pais k tem sao bons ou não p ele. Pior k tirar um embriao é mm ter de dar o nosso filho recem nascido p alguém k não conhecemos e termos de abdicar de todos os direitos como mae.
Desculpem o testamento, mas esta é a primeira vez que consigo falar deste assunto.
"Uma corresponde a matar e a poder andar a passear o fato de banho sem defeitos na pele" acha mesmo que as mulheres sao capazes de fazer um aborto só para poderem passear os seus corpos sem cicatrizes??? alguma futil por certo mas não a maioria... para mim a maioria dos homens devia estar calado, porque depois so ouvimos opinões destas.Sim, porque mtos de voces sao contra o aborto mas dps kdo sabem k a namorada está gravida sao os 1ºs a descartarem-se (não digo todos, é claro). E isso não é crime? ou entao têm uma vida optima k nunca passaram necessidades e por isso condenam kem teve de recorrer ao aborto pk não tem condições financeiras!!! k se lixem todos k dizem k condições financeiras não é motivo para abortar!!! é pk nunca passaram necessidades básicas!!! concordo com o k disse em relação ao estado ajudar as mulheres para não terem de passar por situações que as vao traumatizar para o resto das suas vidas. Mas será que o estado algum dia vai fazer isso mesmo tendo condições para tal?! duvido mto, condenar sabe ele fazer, agora fazer para k isso acabe sem prejudicar ninguem, não o faz... é mto facil falar, é mto facil condenar e atirar a primeira pedra, o dificil é kdo se passa por essas situações.
Afixado por: silvia em agosto 9, 2004 06:14 PMSilvia,
Quero registar aqui que concordo com o seu depoimento, as situações da vida não se rotulam... quem o faz´concerteza que tem uma visão destorcida das situações. Apesar de nunca ter engravidado, concordo plenamente com o Aborto. Pois se existem pessoas que recheiam as suas contas bancárias á custa dos abortos clandestinos, podemos agradecer aos hipócritas que se acham donos da verdade e sabedoria, que são os primeiros a opinar sobre o assunto.
Aliás não concordo de todo que aborto é crime mas ter uma gravidez sem vigilância, descuidada e o bebe nasce como nascer, não o é! E os casos de partos em casas de banho publicas, e os recem nascidos deitados foram em contentores? Já não é crime? Só peço que pensem aqueles que acham criminosas as mulheres que mal tem para comer, que não podem nem devem parir mais ums desgraça, que se abstraem da vossa realidade e desçam humana e conscientemente á vida dos bairros degradados, e digam em consciência qual dos crimes é maior?
Silvia,
Quero registar aqui que concordo com o seu depoimento, as situações da vida não se rotulam... quem o faz´concerteza que tem uma visão destorcida das situações. Apesar de nunca ter engravidado, concordo plenamente com o Aborto. Pois se existem pessoas que recheiam as suas contas bancárias á custa dos abortos clandestinos, podemos agradecer aos hipócritas que se acham donos da verdade e sabedoria, que são os primeiros a opinar sobre o assunto.
Aliás não concordo de todo que aborto é crime mas ter uma gravidez sem vigilância, descuidada e o bebe nasce como nascer, não o é! E os casos de partos em casas de banho publicas, e os recem nascidos deitados foram em contentores? Já não é crime? Só peço que pensem aqueles que acham criminosas as mulheres que mal tem para comer, que não podem nem devem parir mais ums desgraça, que se abstraem da vossa realidade e desçam humana e conscientemente á vida dos bairros degradados, e digam em consciência qual dos crimes é maior?
olá gostaria de saber como fazer um aborto ?
Afixado por: Débora Coelho em setembro 24, 2004 04:42 PMolá gostaria de saber como fazer um aborto ?
Afixado por: Débora Coelho em setembro 24, 2004 04:42 PMConcordo plenamente.
Afixado por: pedro oliveira em setembro 24, 2004 06:46 PMSó gostava de dizer isto.... Para mim a Vida é um bem preciosissimo, intocável, porque não depende de nós, sabemos que temos liberdade em tudo, mas há limites, para mim, não vale tudo... A vida, e onde nasce e onde morre, é um mistério, que não devemos ser nós a decidir, porque tudo tem sentido, tudo faz sentido, sem muitas vezes percebermos. Eu não percebo ainda hoje, porque é que eu e o meu marido não podemos ter filhos.
Mas uma coisa é certa estamos prontos para amar os filhos da carne de outros...
Penso que um dia vai ser possível, porque esperamos à muito tempo e nada ...mas a esperança dá-nos força, no meio da nossa impossibilidade.
Há uns que não os querem, há outros que os querem muito, no meio disto tudo, acho que é uma obra de amor,permitir-lhes que alguém os ame, e que esteja disposto verdadeiramente a perder a vida por eles ! Sabendo nós, todos os que esperamos que bem vindos sejam todos aqueles que muitos não desejarem.
Por favor, não os matei ! não abortei, eu quero ficar com esses...
Afixado por: Rita em setembro 25, 2004 03:44 AMDesculpem, no fim do mail anterior era Não Matem, Não Abortem, eu quero ficar com esses....
Afixado por: Rita em setembro 25, 2004 03:55 AMESTOU NA LUTA PARA ADOTAR UM BEBE (MENINO), MAS INFELIZMENTE ESTA TAO DIFICIL, NO FORO DEMORA MAIS DE 04 ANOS, MUITA BUROCRACIA PARA ADOTAR UMA CRIANCA QUE PRECISA DE UM LAR, DE CARINHO, ENFIM SE ALGUEM SOUBER DE ALGUM MEIO PARA EU PODER ADORTAR, FICO NO AGUARDO.
Afixado por: NILCEA em outubro 13, 2004 07:50 PMESTOU NA LUTA PARA ADOTAR UM BEBE (MENINO), MAS INFELIZMENTE ESTA TAO DIFICIL, NO FORO DEMORA MAIS DE 04 ANOS, MUITA BUROCRACIA PARA ADOTAR UMA CRIANCA QUE PRECISA DE UM LAR, DE CARINHO, ENFIM SE ALGUEM SOUBER DE ALGUM MEIO PARA EU PODER ADOTAR,eh logico que tudo legalmente FICO NO AGUARDO.
Afixado por: NILCEA em outubro 13, 2004 07:53 PMCara Rita
Você está numa etapa de vida que de certo mtas mulheres que engravidam ñ a têm! é realmente pena ñ poder engravidar e é louvável kerer adoptar uma criança! Mas a kestão mtas vezes não passa pelo querer e sim pelo poder! uma mulher pode kerer ter filhos mas nakela altura exacta não os poder ter! o filho é demasiado importante para ser fruto de um acaso! tem de se ter condições p se ter uma criança! como tem de se ter condições para se adoptar uma criança! temos de lhes garantir primeiro os bens mais basicos! não se pode fumentar a ideia k tenham filhos k nós criamos! ate pk imagine o k é p uma mae ter de dar o seu filho recem nascido pk ñ tem condições p o ter?! deve ser horrivel, monstruoso, é uma vida k se destroi pelos remorsos e pela incerteza de não saber se essa criança está a ser bem criada ou se está a sofrer por essa decisao dela!
Cara Silvia,
Para mim e no limite, ainda é mais horrível e monstruoso matá-la, porque se tem medo de não poder garantir algumas condições, que é sempre muito subjectivo, para alguns essas condições materiais de que fala vão muito além do que realmente é preciso. Não quis nunca dizer que não estou de acordo com uma gravidez planeada.
Mas, o que me faz sempre muita confusão é pôr as condições materiais à frente do Amor. Para mim este vem primeiro, depois o resto...
Penso que o que é verdadeiramente horrível e monstruoso é matar uma criança-que é indefesa- pelo medo de não poder dar-lhe conforto material, isso é que é, na minha opinião, a verdadeira miséria... Quando o verdadeiro conforto e consolo vem do amor, e o problema é que a sociedade de consumo em que vivemos diz-nos o contrário , porque o dinheiro está sempre primeiro.
A questão é mto mais complexa... ate pk o dinheiro como é obvio não pode estar à frente do amor! mas aki ñ é uma kestao de dinheiro ou amor! o dinheiro é importante na sociedade actual pk é c ele k nos alimentamos, é com ele que compramos roupas p nos protegermos do frio! é c ele k nós garantimos a nossa sobrevivencia! o dinheiro passou a ter mta importancia, ker lhe deiamos importancia, ker ñ! mas é claro k aki ñ falo dakelas mulheres k até têm mas acham k ñ estao preparadas p ser maes! tou a falar das mulheres k engravidaram e ñ os podem ter! Tb acho errado estarmos ja a falar de uma criança, num estado de gravidez em k se pode abortar... é um embriao numa fase ainda mto prematura... tanto k nem os medicos ainda ñ defeniram mto bem kdo se pode considerar vida! por ainda ñ terem defenido mto bem isso, é k há tanta polemica em relação ao se designar matar ou ñ! C isto kero dizer k ñ concordo em se fazer um aborto de 3 meses ou até mais! mas realmente esse é um assunto mto complexo e cada pessoa tem os seus valores e as suas ideias! não é minha intençao faze la a si nem a ninguem mudar as suas crenças mas sim faze la compreender k o factor economico conta mto! e se tivessemos um governo k ajuda se as gravidas c poucas condições, mas ñ temos! podiamos era batalhar p k essas condições existissem, criar condições p mulheres poderem levar a sua gravidez a termo e poderem criar os seus filhos sem k p isso precisassem abortar ou dá los À nascença!
Silvia,
Não é verdade que os médicos ainda não defeniram muito bem quando é vida ou não. Sabe-se que a junção de 2 células que continua a desenvolver-se e a crescer é Vida. A questão é que para alguns um embrião,é um aglomerado de células, e por isso pode-se parar o seu desenvolvimento / crescimento - Abortando.E é à volta desta questão que uns são a favor da vida e outros do Aborto.
O que eu queria passar com as mensagens anteriores é que no limite, mais vale dar uma oportunidade à criança de poder vir a ser feliz,em vez, de não lhe dar qualquer hipótese- tirando-lhe um direito, que é dela- e que é de viver.
Acho eu que é de um amor extraordinário dar essa oportunidade, sabendo que na maior parte dos casos quando a mãe biológica vê a criança, não a consegue dar, mas mesmo que dê, não avançou com uma decisão que não é dela, mas da natureza.
Depois é muitissimo mais traumatizante abortar, do que dá-la para a adopção, porque abortando- acabou-se ! foi a mãe que decidiu- o peso é muito maior, do que não sabendo como está e com quem- porque há sempre neste caso 2 hipóteses ou está bem ou está mal.
Toda a gente sabe que se a mãe acordar imediatamente após o parto em dar a criança para adopção que há milhares de casais há espera de um recém nascido, estudados por psicólogos, analisados pormenorizadamente, que querem muito receber essa criança.
Por isso, contínuo sem perceber qual é a dúvida entre uma coisa e outra ?
Será que é- este filho é meu e se eu não posso- mais ninguém pode- por isso vou abortá-lo. E depois será que este acto não deixa danos, tenho a certeza que sim.
Afixado por: Rita em outubro 18, 2004 08:24 PMSilvia,
Não é verdade que os médicos ainda não defeniram muito bem quando é vida ou não. Sabe-se que a junção de 2 células que continua a desenvolver-se e a crescer é Vida. A questão é que para alguns um embrião,é um aglomerado de células, e por isso pode-se parar o seu desenvolvimento / crescimento - Abortando.E é à volta desta questão que uns são a favor da vida e outros do Aborto.
O que eu queria passar com as mensagens anteriores é que no limite, mais vale dar uma oportunidade à criança de poder vir a ser feliz,em vez, de não lhe dar qualquer hipótese- tirando-lhe um direito, que é dela- e que é de viver.
Acho eu que é de um amor extraordinário dar essa oportunidade, sabendo que na maior parte dos casos quando a mãe biológica vê a criança, não a consegue dar, mas mesmo que dê, não avançou com uma decisão que não é dela, mas da natureza.
Depois é muitissimo mais traumatizante abortar, do que dá-la para a adopção, porque abortando- acabou-se ! foi a mãe que decidiu- o peso é muito maior, do que não sabendo como está e com quem- porque há sempre neste caso 2 hipóteses ou está bem ou está mal.
Toda a gente sabe que se a mãe acordar imediatamente após o parto em dar a criança para adopção que há milhares de casais há espera de um recém nascido, estudados por psicólogos, analisados pormenorizadamente, que querem muito receber essa criança.
Por isso, contínuo sem perceber qual é a dúvida entre uma coisa e outra ?
Será que é- este filho é meu e se eu não posso- mais ninguém pode- por isso vou abortá-lo. E depois será que este acto não deixa danos, tenho a certeza que sim.
Afixado por: Rita em outubro 18, 2004 08:28 PMRealmente temos opiniões mto diferentes:) imaginando as duas situações penso k deve ser pior dar! P mim é contra natural ter um filho e dá-lo embora tb ñ me imagine a abortar! mto embora penso k abortar ñ custe tanto pk kdo sabem k estao gravidas ñ se sentem realmente gravidas e isso so acontece mais tarde! claro k a mulher k deseje ter um filho começa logo a deseja lo dd o momento k sabe k está gravida!
Mas essa é a minha opiniao... em relação a mtas jovens k abortam, mtas é somente p os pais ñ saberem e entao pensam k essa será a melhor solução! por isso nunca põem em causa a kestao de terem o bebé e dps darem-no, pois assim a gravidez ia ser descoberta! tb a nossa sociedade ñ aceita mto bem o aborto e mto menos ter se uma criança e dps dá-la! e mtas mulheres embora ponderarem essa decisao têm medo da discriminação da sociedade, k sabe ser mto mazinha p c essas decisões e o aborto acaba por passar mais desaprecebido! por isso digo k esta kestao é mto complexa pois isso tb passa por educar a nossa sociedade k discrimina kem faz aborto e kem dá o seu filho p adopção!
Silvia,
Mas o que é mais importante é o que a sociedade pensa, ou, a vida que está para vir, a criança, ?
É interessante ver que o "EU" ESTÁ SEMPRE PRIMEIRO EM RELAÇÃO AO OUTRO....
E o outro é um semelhante a "mim", uma pessoa....
Afixado por: Rita em outubro 18, 2004 11:42 PMMas nós somos a sociedade! é uma parte mto importante na nossa vida! Não podemos nega-la! as pessoas sentem-se mal ou bem conforme a sociedade os aceita ou ñ! A nossa mentalidade tem de mudar, é certo! Mas é a mentalidade de todos e ñ individual! kem julga e condena os outros guiados pelas nossas crenças! mas ñ se pode apagar esse peso k a sociedade cria em nós! Não pode apagar pura e simplesmente esse peso e julgar os outros por pensarem so em si! ja convive c mulheres k tiveram em situações de terem de decidir ter ou ñ ter um filho e acredite ñ pensam so em si! pensam num todo numa visao destrocida, pois kdo passamos por situações na primeira pessoa achamos smp as coisas piores do k realmente sao! Por isso sou da opiniao k devia se despenalizar o aborto! mas ñ de kk maneira, criar-se uma equipa k em conjunto c o casal vissem kal seria a melhor solução! uma equipa k ajuda se as pessoas a ñ ter uma visao tao destrocida das coisas e ate acredito k isso ser benefico pois ajudar ia mtos casais a mudar de opiniao em relação a tirar ou entao dps ajuda los a prevenir uma futura gravidez! pois, acredito k ainda existe mta falta de informação... ñ podemos pura e simplesmente fechar os olhos à realidade e deixa la estar como está!
Afixado por: Silvia em outubro 19, 2004 03:35 PMSilvia,
Eu não estou a julgar ninguém, só estou a fundamentar a minha opinião- que é a favor da VIDA e Contra o Aborto, só isso...
Quando diz falta de informação ? Não sei nem nunca ouvi nenhum caso de alguém que quissese abortar e não saber como...
Não percebo o que diz sobre o peso da sociedade, quando estamos numa sociedade que cada vez mais luta e aceita as minorias.
Sou pela Vida e pela dignidade humana- sejam da mãe ou do filho.E para mim são os dois muito importantes-e estão em pé de igualdade- a decisão da mãe não deve estar à frente da vida do filho, e vice-versa- mas não é este o caso.
Nenhum deve decidir sobre a vida do outro- não nos cabe a nós essa decisão.
Afixado por: Rita em outubro 19, 2004 11:15 PMAo referir fata de informação não quis dizer onde se pode fazer um aborto, penso k à mta falta de informação como prevenir uma gravidez, é esse tipo de informação que acho fundamental, até porque se existissem menos casos de gravidez indesejadas menos problemas com o aborto existiriam em portugal. Com isso não quero dizer k não há pessoas informadas mas que são irresponsáveis. Mas realmente mete me impressão como existe uma falta de informação a esse nível, existem pessoas que, por exemplo, não sabem k um antebiotico pode cortar o efeito da pilula.
Em relação à sociedade aceitar cada vez mais as minorias, gostaria de acreditar, mas sinceramente penso k o nosso pequeno portugal ainda é mto preconceituoso!
Mas vendo mtas mulheres que podem ter filhos mas sinceramente mais valia ñ poderem ter, mulheres que maltratram os filhos e que mtas mais pequenas joanas são mortas e maltratadas neste país... nesta altura penso k essas mães deviam ter abortado ou entao darem os seus filhos se vissem k os não podiam criar! É revoltante ver crianças nascerem p morrerem logo a seguir por pura e simplesmente tiveram o azar de nascer dakela mae!
Sou a favor de uma vida digna! mas tb ñ sei até k ponto uma mulher tem de ter um filho k ñ ker, pois o corpo é dela... ela tem liberdade em relação ao seu corpo e de tomar decisões em relãção à sua vida! mas esse é um assunto k nunca pensei mto por isso tb ñ o vou aprofundar! só espero k en vez de conderarem mulheres por pratica de aborto, façam por haver condições p essas mulheres não terem de recorrer a tal...