
Acabei de enviar 33 emails para alguns dos nossos Deputados.
Pretendo escrever para todos, no sentido de os sensibilizar para a necessidade de se debater a adopção de uma forma paralela à aplicação da nova lei, pois nem tudo ficará revolvido com a sua implementação.
PauloS
Olá Paulo
Tenho andado um pouco desaparecida, mas não poderia deixar de agradecer-lhe todo o seu empenho. É graças a pessoas como o Paulo que talvez consigamos que o cenário mude... Quanto ao meu processo de adopção, pois, lá está... A minha 1ª entrevista foi adiada para Janeiro. Esperemos então.
Falei entretanto com a minha equipa técnica e foram peremptórios: não há ainda indicações, junto das SS, por parte do Ministério, por forma a perceber-se como as SS podem apressar os processos, que é como quem diz, de que maneira podem fazer cumprir a lei...
Mesmo assim, esforço-me por parecer optimista... é Natal e temos de acreditar... como gosto de pensar.
Um beijinho para si. Bom Natal! E bem haja por tudo.
Paulo, faço minhas as palavras da Benedita quanto ao seu empenho, que é realmente louvável.
Eu, envergonhadamente, confesso que deixei de estar empenhada em tentar mudar alguma coisa, pois, apesar da nova lei,que tantas expectativas trouxe, as coisas continuam exactamente na mesma.....E não me parece que a culpa seja só das SS, embora, no que lhes compete, tenham também muita culpa, principalmente pelos técnicos, que não têm a qualidade que deviam ter ( embora haja excepções, como é óbvio ).
De quem é a culpa? Boa pergunta....
A verdade é que continuam a existir imensas crianças, que, embora consideradas ( ás vezes erradamente )não adoptáveis continuam a ter uma infância desnecessáriamente perdida.
Vou dar apenas um exemplo: Eu sou voluntária numa instituição de crianças em risco. Há algum tempo que estão lá seis irmãos, desde os 3 aos 14 anos, que a mãe biológica simplesmente abandonou na rua. É permitido a essa mãe estar o tempo que quiser com os filhos e até dormir lá.A mãe nunca o fez, apenas vai lá esporadicamente e está 5 minutos com eles, não querendo nem ouvir falar em dá-los para adopção. E querem saber porquê? porque recebe 150€ de rendimento minímo por cada filho ( 150€ vezes seis........). E é triste porque aquelas crianças tinham direito a ter outra vida......
Como este, sei de muitos mais casos. Agora digam-me, não seriam casos em que a nova lei devia ter aplicação prática? A verdade é que continua tudo na mesma.
Olá! Também sou da mesma opinião da Isabel e da Benedita.Há poucos dias contactei a equipa que está com o meu processo e ao interrogá-la sobre a nova lei da adopção e sobre a lista nacional da adopção, que a nivel nacional todos os institutos de solidariedade social têm de realizar,obtive como resposta que ainda não há mudanças.Existem certos factos que não compreendo!!Entretanto vamos desesperando...principalmente nesta época natalícia que tudo á nossa volta faz-nos lembrar as crianças...a família.Como sempre suspeitei, não se pode acreditar muito no que a televisão nos transmite.Será que é mesmo desta vez que os responsaveis das S.S.vão-se interessar pelo bem estar destas crianças???Bom...a esperança é a última a morrer e mais um novo ano se aproxima.Por isso vou acreditar que as coisas vão mesmo mudar.Desistir... nunca!
Afixado por: su em dezembro 17, 2003 04:45 PMNão sei se este é o local exacto para inserir este comentário, mas parece-me que sim.
Acabei de ler um artigo no Jornal de notícias e estou profundamente chocada.Neste artigo diz-se que de 5000 crianças institucionalizadas na cidade do Porto, só 18 delas são adoptáveis. E durante o ano de 2003 só 28 foram entregues para adopção. Mas afinal o que é que se passa? andam todos a dormir?.........