
IN Terra-Brasil
Nas últimas duas décadas, mais de 12 mil crianças brasileiras foram adoptadas por famílias estrangeiras. Os casais italianos encabeçam a lista dos que procuram crianças para adoptar. Eles foram responsáveis pela adopção de aproximadamente 5 mil menores nos últimos dez anos.
Para a coordenadora da Autoridade Central, órgão vinculado à secretaria Especial dos Direitos Humanos, que cuida da adopção internacional no país, Patrícia Lamego, a proximidade entre Brasil e Itália estimula a procura. "Talvez os laços culturais e pelas características físicas da população haja uma identificação. Nós somos para a Itália, o país número um em termos de adopção", enfatizou.
Os bebés do sexo feminino são os mais procurados pelos estrangeiros. Entretanto, é mais fácil uma família estrangeira adoptar crianças maiores e adolescentes que os casais brasileiros. "Muitas famílias suecas adoptam no exterior, porque contam com incentivos do governo. É mais fácil adoptar. Por exemplo, se o casal escolhe uma criança maior que apresenta problemas psicológicos eles têm mais condições de oferecer tratamento adequado para a criança", disse Patrícia Lamego.
Segundo ela, o apoio dos governos internacionais aos casais proporciona a adopção de irmãos. "Para um casal brasileiro é difícil adoptar mais de uma criança, por causa da nossa situação económica. Nós temos muitos italianos que adoptam três crianças ao mesmo tempo, suecos que adoptam dois. Para eles é mais fácil, pois contam com incentivos", explica. Em geral, os governos oferecem ajuda às famílias com os custos nas áreas de saúde e educação.
Hoje, para adoptar uma criança no Brasil, os estrangeiros têm que comprovar que têm condições financeiras e psicológicas de criá-la. A adopção internacional no país é regulamentada pela Convenção de Haia. O processo demora cerca de um ano. Nos primeiros quatro anos, as famílias devem encaminhar relatório sobre a situação da criança no exterior às autoridades brasileiras. Ao ser adoptada, a criança tem direito a cidadania plena no país em que vai morar, mas não perde a cidadania brasileira, podendo retornar ao Brasil.
De acordo com Patrícia Lamego, um dos principais problemas que os estrangeiros enfrentam é a fila de espera, o número de casais que querem adoptar é sempre maior que o número de crianças disponíveis. A falta de um censo nacional que revele a quantidade de crianças abandonadas, que estão em abrigos legais e ilegais torna a adopção mais burocrática.
Para Patrícia Lamego, facilitar o processo é uma forma de estimular a adopção de adolescentes, que em geral, esperam anos em abrigos por um pai e uma mãe. A coordenadora acrescentou que outra preocupação do governo é criar um sistema que impeça o tráfico de crianças e a comercialização delas no exterior.
Agência Brasil
Sou estudante de psicol;ogia na universidade da UNIFENAS-cämpus de varginha-MG.
este material faz parte de uma pesquisa de sala, sobre o com[ercio de bebes para o exterior da qual eu teria que apresentar em sala atravez de exposicoes.
Gostei do trabalho relacionado nesta pagina da web.
Quero saber como me aprofundar mais a respeito das adoções por países estrangeiros, sei que graças a Convenção de Haia, isso foi permitido. Sou acadêmica de Direito da Universidade Estadual de Ponta Grossa - PR, estou no 4º ano, pretendo fazer a monografia relacionada com este assunto, entretanto não encontrei muita coisa ainda. Agradeço desde já. Maíra
Afixado por: Maíra em maio 4, 2004 09:17 PMOLÁ A TODOS
Gostaria de saber onde posso encontrar mais informação sobre a Adopção Internacional.
Alguem me saberá dizer, quais as vantagens e desvantagens de uma adopção internacional? Alguma de voçês já tentou ou já considerou essa hipotese?
Sendo cidadã Portuguese qual os parametros a seguir? Onde me devo dirigir? Com quem falar?
Eu só me lembrei disto, pois gostaria de saber se será mais facil ou pelo menos se demora menos tempo?
Se souberem alguma coisa sobre este tema, agradeço..obrigado a todos