
Vou dar inicio a uma nova rubrica, “Perguntas aos leitores”, com a finalidade de criar mais interacção entre os visitantes do Blog, visando assim, obter um conjunto de respostas, mais abrangente e diversificado.
Poderão responder, nos comentário a este post.
As respostas deverão ter a maior relação possível com a pergunta.
Podem responder com pseudónimo, assim, obviamente sem a necessidade de se expor.
1ª Pergunta aos leitores do Blog:
Que informação gostaria de obter, acerca da possibilidade de adoptar uma criança?
Então cá vai: o primeiro passo consiste mesmo em dirigirmo-nos à Segurança Social da nossa área de residência, não é? Ok. Sei também que se estão reunidas as condições ditas mínimas (?) para serem adoptantes, os "candidatos à adopção" ficam em lista de espera. A partir daí, quais são os procedimentos dos técnicos da S.S., quais são as perguntas que nos fazem, quais os requisitos necessários para que possa dizer-se que este(s) candidato(s) tem/têm ou não perfil para proporcionar um lar a uma criança? O que pretendo saber é o que se passa, de facto, durante essa espera que alguns dizem interminável e angustiante para perceber um pouco o que me espera... (E não, não desistirei, leve o tempo que levar!)
Obrigada por esta oportunidade, Paulo.
Um abraço. Inês.
Afixado por: Inês Alva em fevereiro 10, 2004 01:17 PMVou tentar responder a algumas duvidas colocadas pela Inês.
O 1º passo que se deve dar quando se pretende adoptar e dirigir-se ao Centro Reg. da Seg. Social da sua área ou enviar um requerimento onde indique a sua pretensão de iniciar um processo de adopção de uma criança, no qual conste os seus dados pessoais e do seu conjugue(caso o tiver),esta carta deve ser registada e com aviso de recepção.
O 2º passo, é aguardar um contacto, normalmente via correio para se dirigir a S.S. da sua área para
darem inicio ao estudo dos candidatos e recolha de documentação necessária. Este estudo passa por entrevistas e por ultimo uma visita domiciliaria .Só depois deste estudo pronto e que irão passar à possível selecção. Normalmente , enviam uma carta com a informação da decisão. Depois desta etapa ultrapassada só nos resta uma paciência sem limites para aguardar um contacto da S.S. para dar-nos a noticia que a tanto tempo aguardávamos, ou seja, dirigirmo-nos a S.S. pois tem uma criança para nós. E claro que todos sabemos que todo este processo e moroso, por isso aconselho-a, se esta mesmo decidida não perca tempo e candidata-se.
Nota: O que eu expliquei aqui e como a equipa da adopção da minha área procedeu, não quer dizer que todas as S.S. procedam da mesma maneira, mas as diferenças são mínimas, muitas vezes passam simplesmente por exemplo, pelo nº de vezes que nos chamam aos serviços, pela rapidez de selecção ou simplesmente pelas vias que nos contactam (correio ou telefone). Seja a decisão que tiver não desista até concretizar o seu sonho, pois sãos os mesmos que nos dão razão para viver.
Boa sorte.
SU
A questão que pretendo colocar pode parecer pouco legítima... tem a ver com os tempos de espera. Sei que quem pretende adoptar deve poder suportar o tempo que esse desejo se levará a cumprir e também penso que é importante que a pessoa (ou o casal) consolide esse projecto. Mas penso que tudo tem um limite e que há alguma "exploração" do desejo dos futuros pais. "Se está interessado que aguente"... sem qualquer informação ou previsão (aproximada, claro está) em relação à sua situação. Acho que a possibilidade de adoptar também passa pela possibilidade que cada um terá de aguentar essa situação... daí que a pergunta me pareça legítima. Os Centros da SS costumam dar indicações a esse respeito (ou vão dando alguma indicação após a admissão???) "Prevê-se que espere um ano, dois, quatro, seis???..." E a este respeito alguém me sabe dizer se os casais podem consultar em que lugar estão "na lista de espera"?
Afixado por: AnaS em fevereiro 11, 2004 11:42 AMA minha resposta é para a AnaS. Quando iniciei o meu processo deram-se ideia do tempo médio de espera. Mas tudo isto é muito varíavel, senão vejamos. Tudo depende das exigências feitas pelos futuros pais, se há limites de idade, raça, sexo, possíveis deficiências etc. O que quero dizer com isto é que pode inscrever-se hoje e esperar quatro anos e outro alguém pode inscrever-se na mesma data e ter o seu pedido satisfeito passado um ano ou menos.
Além deste factor também há a quantidade de crianças que estão em condições para adoptar (infelizmente não são assim tantas, porque os processos burocráticos levam algum tempo) que pode não ser igual todos os anos.
Não sei se lhe respondi, mas tentei dar uma achega.
Maria
gostaria de saber quais são as "condições mínimas" para se adoptar uma criança... é obrigatório ser-se casado? junto em união de facto? quanto tempo no mínimo? existe idade mínima limite? (tenho 26 anos e o meu namorado 30)... casais já com um filho são preteridos em relação a casais sem filhos?
mafalda
Obrigado Maria pela sua resposta. Tenho consciência de que estão muitos factores em jogo e que dificilmente poderá ser feita uma previsão concreta. A adopção não pode ser a satisfação de um "impulso", e nesse sentido a espera também corresponde a um tempo de elaboração e consolidação desse projecto. No entanto, hoje em dia penso que quando se pondera a opção pela adopção também terá que se ponderar a possibilidade de aguentar essa "parte dura" de esperar tanto tempo sem qualquer apoio. A selecção parece ser valorizada (e ainda bem), mas depois os futuros pais ficam demasiado entregues a si próprios, e o que implicitamente lhes é pedido (que estejam "preparados" anos a fio...) não me parece ser humanamente possível sem custos para a pessoa (ou casal), e portanto também para a criança que "há-de vir". Se às entidades responsáveis não é possível "entregarem" as crianças com maior celeridade (que é feito das intenções da nova lei????), pelo menos deverão "cuidar" dos futuros pais enquanto dura a espera... Julgo que para tal bastaria contrariar a "cultura de secretismo" que em geral me parece ser cultivada nesses serviços...
Afixado por: AnaS em fevereiro 12, 2004 03:02 PMObrigada pela sua resposta, Susana. Fiquei esclarecida. Só espero o momento oportuno e não me assustam as esperas. Essa é a minha especialidade: saber esperar quando nada mais puder fazer. E não, não desistirei!
Afixado por: Inês em fevereiro 12, 2004 11:45 PM
Hola a tudos :
Para a 1ª entrevista na S.S de Coimbra nos pedem uma ATESTADO de INFERTILIDADE do casal.... e um dos requesitos ????, porque no nosso caso para ja o estamos a cumprir...mais nos parece fora de lugar e que nao tem raçao de ser ..porque as motivaçoes para querer adoptar nao passam so pela incapacidade para ter filhos biológicos... e este pedido discrimina a muita gente... qual é a vossa opinao ?? porque nos nao queremos apresentar o tal atestado ( So se da preferancia sobre outras petiçoes de adopçao...que nos pareceria injusto e muito questionavel ..porque pensamos que nao por estar casados 4 anos,e ser infertiles ...vamos a ser melhor pais que outros casais ou pessoas solteiras que tenham o desejo de adoptar ).
Mª Paula