(Blog mantido pelos leitores. Envie o seu contributo (texto) para o meu email,
(eu-adoptei@iol.pt), terei todo o gosto em publica-lo aqui.)
Em 22 e 23 de Abril vão acontecer em Albergaria-a-Velha as 3ªs Jornadas Técnicas com o tema "Adopção: Pais são os que amam..." organizadas pela AHMA - Associação Humanitária Mão Amiga.
Vão participar como oradores: Dra. Dulce Rocha, Mestre Maria Clara Sottomayor, Dra. Joana Marques Vidal, Dr. Simões de Almeida, Dr. Luís Villas-Boas, Juiz Armandro Leandro, entre outros.
Para inscrição contactar: ahma@netvisao.pt - Tel:234.183720 - Fax: 234.185339.
Ceu Guitart
Publicado por PauloS em março 25, 2004 09:59 PMHoje estive com a Dra Maria Clara Sottomayor e dei-lhe o endereço deste blogue. Ela ainda não tinha conhecimento dele, mas prometeu fazer uns comentários. Vamos aguardar......
Para quem estiver interessado, vai começar agora em Abril um curso sobre Direito das crianças na Universidade Católica, no qual se vai também debater o assunto da adopção.
Parece interessante.
Isabel M.
vi as pessoas que vão participar. e espero que as posições que tiverem sobre criaças seropositivas , tenham mais cuidado. Peço aos Srs aue organizam que se a Dra. dulce Rocha nao sabe muito sobre a area que fale com medicos e não fale sobre as crianças seropostivas terem que ter acompanhamento diferente nas instituições. Estamos fartos de guetos! não são necessarios. As instituiçoes tem pessoas formadas para qualquer criança. felizmente há muitas int. no pais que naõ faz descriminação. Quanto ao Dr. Luis Villas Boas eu espero que ele tenha aprendido. E não torne a dizer que sempre foi assim e sera assim sempre. nos temos obrigações perante o publico de formar e não de desinformar. Estas pessoas foram nomeadas poe netidades oficiais e por isso tem mais responsabilidades-
Por outro lado h´´a uma senhora nese grupo que também ajudou crianças seroposositivas a serem adoptadas em Portugal e não irem só para a adopção internacional Essa pessoa é a DRa. Joana Vidal
Eu tambem sou ma~e adoptiva. mas sobre a minha filha, eu sei o que ela passou por causa da descriminação feita por gente que está nas inst. e não tem formação. E entende que pode destinar a vida de crianças a seu belo prazer. Mas isto não é publico. mas é verdade! não deixem discriminar. ensinem a amar as crianças de verdade! Eu ainda acredito que há pessoas diferentes para situações diferentes! Tenho conhecimento que este ano só uma inst. da zona do grande Porto conseguiu 4 adopç~es de cianças com VIH. Além das outras ditas por esses senhores de "normais". Normais são todas. Há umas com problemas mas que também tem direito ao AMOR. E o AMOR dá "SAUDE" E FAZ CRESCER!obrigada por lerem mas o meu desabafo!
Afixado por: margarida martins em abril 11, 2004 08:45 PM
Margarida, fiquei emocionada ao ler o seu comentário. Tenho a certeza que vai fazer muitas pessoas pensarem.........e tem toda a razão, o amor dá saúde e faz crescer.
Espero que continue a participar, pois testemunhos como o seu são importantes e podem ajudar muitas crianças.
Fiquei muito feliz ao ver o seu comentário aqui neste Blog. Primeiro porque concordo com tudo o que diz nele, depois porque gosto muito da sua frontalidade, da sua maneira de ser e de tudo o que tem feito no nosso país por aqueles que tanto precisam. Muitas mais pessoas deveriam ser assim, corajosas e cheias de força e de energia positiva. Gostaríamos de a ver mais vezes por aqui, apesar dos seus inúmeros afazeres.
Maria Van
Afixado por: Maria van Dijk em abril 12, 2004 11:39 PMEu adoptei uma criança há 5 anos e tive muitas dificuldades, pois por parte da Segurança Social, o apoio foi meramente administrativo. Considero que um processo de adopção é tão complicado do ponto de vista dos afectos, que requer sem qualquer dúvida uma estrutura de acompanhamento pré e pós-adopção( quer para a criança, quer para os pais). Achava interessante que se criasse um projecto que permitisse ouvir a "voz" de crianças adoptadas, recolher experiências e a vivência da adopção pelas próprias crianças (ou adultos que foram adoptados), para ajudar a futuros adoptantes a lidar com situações muito delicadas com que mais cedo ou mais tarde se vão confrontar. Há tantas questões sensíveis, tantas perguntas que as crianças fazem, como lhes responder? O que as crianças sentem quando são adoptadas? Qual o sgnificado de família para elas, o que sentem pelos pais adoptivos e biológicos, que carga emocional trazem de um passado que não lhes foi favorável, que expectativas criaram relativamente aos pais adoptivos, como se relacionam no infantário, na escola, com o facto de serem crianças "diferentes", como reagem a essa diferença...
Estou disposta a dar o meu contributo e a colaborar, como disse, tenho uma filha adoptiva, com 8 anos de idade, adoptei-a tinha 3 anos, e sempre tentei colocar-me do "lado de lá", da criança, entender os seus receios, os seus problemas e, desta forma, lidar com situações para as quais não estava minimamente preparada. Por isso, se com a minha experiência puder ajudar alguém, fico muito grata.
Afixado por: Paula em abril 22, 2004 06:13 PMPaula,
A sua ideia é excelente. E sem dúvida poderia ser uma ajuda para todos nós e sobretudo paras as crianças. O meu filho só vai fazer quatro anos e foi adoptado com 1 ano, ainda não consegue verbalizar o que sente em relação ao assunto da adopção...Isto não significa, que muitas das suas atitudes não revelem o problema e a dor do abandono que foi vitima.
Alexandra
margarida,
gostava de lhe colocar uma questão dada a sua experiência e conhecimento nesta temática da adopção. dei entrada a pouco tempo a um processo de adopção singular. e gostava de puder escolher a minha filha (é uma menina que eu quero) e gostava que a minha filha me escolhe-se a mim. no fundo que houve empatia entre nós. tenho algum receio que me entreguem uma criança pela qual eu não sinta empatia e que ela também não sinta empatia comigo...não sei se é possível o contacto com um conjunto de crianças das quais eu pudesse escolher uma. sei que o seu caso foi mais ou menos assim. escolheu a sua filha e a sua filha escolheu-a a si.... têm me dito que isto não é possível. ainda não tive a minha conversa com a técnica da SS. seguramente é uma questão que eu vou colocar. mas gostava que a margarida, neste entretanto, me dissesse algo sobre este assunto...
obrigada, desde já. desejo-lhe muitos momentos de alegria com a sua filha...
será que é ilegitima esta vontade? é certo que os filhos biológicos também não os escolhemos. pergunto ainda aos pais que já adoptaram se não sentiram esta vontade...
até breve...
Eu sinceramente, nunca pensei na possibilidade de escolher a criança. Sempre acreditei, que qualquer que fosse a criança eu me apaixonaria por ela ao primeiro olhar. E realmente comigo acontecei assim, foi paixão ao primeiro olhar. Mas também posso acrescentar que a mesma relação instantanea de empatia mútua, não sucedeu com o meu marido. Aí o processo foi mais lento, os dois (pai e filho) tiveram que se conhecer devagarinho e aprenderem a lidar um com outro.
A preposito das Jornadas, alguem assistiu ? Como correu ? Não ouvi nada nos orgões de SS....
Afixado por: AlexandraP em abril 27, 2004 10:58 AMobrigada alexandra pelo comentário. e se essa empatia nunca chega entre mãe/pai e filho/filha? deve ser angustiante, não? o que se faz nestes casos? talvez eu esteja a fazer trama. mas a minha experiência com crianças de uma instituição permitiu-me tomar consciência deste facto....eu só lá ia ao fim de semana. no caso de um filho/a é uma convivência diária.... No seu caso são dois, pai e mãe. apoiavam-se um ao outro. se não existe empatia a criança sentirá concerteza isso porque lhe damos menos carinho e é disto que as crainças nesta situação precisam. muito carinho e amor...
Afixado por: turandot em abril 27, 2004 12:28 PMliguei para a ahma (entidade organizadora das jornadas) e disseram-me que vão ser editadas actas, cuja publicação estará à venda. ficaram de me avisar quando estas estiverem editadas. poderei avisar-vos do facto...para quem estiver interessado(a)...
Afixado por: turandot em abril 27, 2004 12:42 PMturandot
Acho que esta a fazer um bocadinho de drama, porque é muito facil amar quem precisa de nós, e é muito facil amar quando acreditamos que vamos ser capazes. Muitas pessoas me perguntaram se eu não tinha receio de não conseguir amar o filho que viria tanto como amava a minha filha biológica. Sempre tive a certeza absoluta, que conseguiria ama-los com a mesma itensidade. Quem me dava essa certeza? Não sei ! Mas a certeza confirmou-se. Acho que acreditarmos muito na nossa enorme capacidade de amar, é a resposta às suas dúvidas.
Quanto à empatia, a verdade é que com os filhos biológicos isso também acontece, pergunte lá a alguem com vários filhos se não tem mais empatia com alguns do que com outros? E a empatia, não é sinónimo de amor, nem de carinho... Quando adoptamos temos que amar com o coração, mas pensar com a cabeça...ou seja a racionalização das situações e atitudes é uma grande ajuda.
E o meu concelho é que reflita muito bem nesta problemática, antes da dita entrevista com a equipa da SS.
para mim é importante reflectir sobre estas e outras questões era isso não ponha em causa a minha vontade em adoptar uma criança. na maior parte das minhas decisões gosto de reflectir sobre as questões que me preocupam. acho que essa questão da empatia que do meu ponto de vista é a nossa primeira reacção quando conhecemos alguém e é a partir desta reacção que construimos algo, o amor, o carinho que sentimos pela criança... por outro lado, acho que esta minha pretensão é tão legitima como a escolha da cor da pele, da idade, etc. não são as questões físicas que estou a pôr em causa, mas a questão do relacionamento entre as pessoas - adulto/pai/mãe - criança/filho/filha e vice-versa...que me parece de extrema relevância. e esta questão só se coloca quando pretendemos adoptar uma criança já com alguma consciência de si próprio e não um bébé. com o bébé temos mais tempo para ir construindo essa relação de amor e de carinho de que fala. levanto esta questão também para protecção da criança para que ela desde o primeiro segundo de relação com os pais adoptantes se sinta muito querida e muito amada, que se evite esse compaço de espera em que se vai construir algo. obrigada alexandra por ir dando resposta aos meus comentários porque me permitem pensar, reflectir e tomar mais consciência do passo que estou a dar na minha vida...
mais uma vez obrigada...
Gostaria de perguntar se é possivel, eu, um homem solteiro adoptar uma criança? Obrigado
Afixado por: Tiago Carreira em maio 12, 2004 01:17 AMclaro que pode adoptar uma criança sozinho. eu própria irei fazê-lo sozinha. a lei já permite candidatos singulares. era bom tê-lo connosco no encontro do dia 30. verá que encontrará lá algumas situações de candidatos singulares. veja mais informação sobre o encontro neste blog e contacte a malaca se estiver interessado em fazer parte deste encontro...
Olá Tiago,
claro que sim, claro que pode adoptar sendo singular, desde que tenha mais de 30 anos (se não estou em erro).
Se quiser vir ao nosso encontro, poderá conhecer pelo menos 4 candidatos singulares para trocar impressões!!!
Seja como for, aconselhá-lo-ia a ir até à sua Segurança Social (do seu distrito) e pedir esclarecimentos quanto à legislação em vigor e ainda tirar outras dúvidas que tenha.
Sou um estudante de cinema, nomeadamente na área da escrita criativa e estou a elaborar um estudo acerca do sentimento da confiança. A adopção sempre me interessou muito, pois há uns anos atrás tive contacto com um caso de adpoção que me comoveu muito devido a tratar-se de uma criança que foi sujeita à violência por parte dos pais biológicos alcoolicos. Queria, se vos fosse possível, que partilhassem a vossa opinião comigo em relação às relações de confiança que se tem que efectuar com uma criança adoptiva. Todas as barreiras e dificuldades que surgem quando a criança sabe que vai para um lar novo e terá que confiar em pessoas novas. Por outro lado, quando as crianças são adoptadas ainda bebes e crescem ignorando o facto de serem adoptivos, e, após chegarem a uma certa idade, saberem que foram adoptados, será que perdem a confiança até ao momento ganha com os pais adoptivos? Será que se sentem traídos?
Espero que me possam ajudar com as vossas opiniões, pois há opiniões que têm mais valor do que livros sobre o assunto, e que eu também vós ajude através da troca de opiniões. Desde já muito obrigado, se preferirem contactem-me por email não há problema.
Alberto,
que interessante me pareceu o seu trabalho; eu ainda não tenho a minha filha em casa (ainda sou só candidata), por isso não tenho quase nada para lhe dizer, sendo que o Alberto precisa de testemunhos e não de apenas uma opinião. De facto, para aquilo que pretende, só mesmo tendo passado pela experiência, por isso acho que muita gente aqui do blog lhe responderá com muito mais propriedade do que eu...
Parabéns por se ter lembrado do tema e bom trabalho!
Desde já muito obrigado por ter respondido, Benedita. Desejo-lhe as maiores felicidades na sua candidatura. Espero poder tomar conhecimento de mais casos através deste blog. Para qualquer contacto o meu email é rivalgun@hotmail.com
Afixado por: Alberto Simões em maio 22, 2004 08:25 AM