Olá a todos.
Antes de mais quero dar-vos os parabéns pela dinâmica que têm demonstrado.
Quero também pedir desculpa pela minha ausência, por força da operação do meu filho, que só agora me deixa alguma tranquilidade para vos poder dar a atenção que tanto merecem.
Já sei que o “Encontro” foi um sucesso, e que outro (em Setúbal) se avizinha.
Gostaria de deixar aqui a pergunta, se faria algum sentido, no próximo Encontro, dar alguma visibilidade ao motivo do encontro.
Vou tentar responder a todos os emails que recebi.
Bem hajam.
Publicado por PauloS em junho 14, 2004 12:02 AMOlá Paulo! Seja muito bem vindo de novo. Confesso que fiquei muito preocupada com a sua ausência. Espero que tenha corrido tudo bem com a operação do seu filho.
Já agora uma novidade : Já sou mãe, FINALMENTE.
Estou muito feliz e desejo as maiores felicidades a todos.
Isabel, muitos parabéns!
Fiquei muito feliz com a boa nova.
Muitas felicidades.
ManuelaP
Paulo,
seja bem vindo de novo... sentimos a sua falta! Espero que tudo esteja bem com o seu filhote.
Isabel,
PARABENS, PARABENS, PARABENS e que tudo corra como deseja... As maiores felicidades!
Paulo,
que alegria revê-lo outra vez...
Também li o artigo do Público, pena é eu pertencer à tal minoria de SS que não cumpre os prazos para a avaliação...
Sabe alguma coisa da Associação COLO? Como nos poderemos inscrever? onde funciona? O artigo do Público hoje não é conclusivo.
Um beijinho a todos.
Afixado por: Benedita em junho 14, 2004 06:53 PMOlá Paulo,
Que bom que voltou, seja muito bem-vindo. Já todos o queríamos de volta, é graças a si que temos este espaço de partilha e de emoções também.
IsabelM, Parabéns!! Tenho a certeza que serás das melhores mães do Mundo!!!
Maria Van
Afixado por: Maria van Dijk em junho 14, 2004 08:05 PMPailo, pois é este blog já sentia a sua falta...
O proximo encontro irá ser em Setúbal em Outubro e desta vez espero que esteja tudo bem com a sua familia para conseguir aparecer.
Um abraço
Patrícia
Olá Paulo,
Também eu fiquei contente com o seu regresso, felizmente que já está tudo bem com o seu pequenote. Como vê actividade por aqui não falta, o grupo que por aqui "anda" é realmente espectacular (tive oportunidade de testar isso em Peniche). Mais encontros virão e mais momentos de felecidade como o da nossa Isabel surgirão, são esses os meus, ou antes os nossos, votos.
Maria
Olá Paulo!
Espero que tudo tenha corrido pelo melhor. Esperamos pela sua família no próximo encontro, que neste momento já conta com mais uma menina.
beijos e continuação das melhoras.
Malaca
Paulo
O que é que opretende dizer "com dar uma maior visibilidade ao motivo do encontro?" `
Fui eu que me propus organizar o encontro em Outubro em Setubal e por isso gostaria de poder de alguma forma contribuir para a satisfação das espectativas dos possiveis participantes.
AlexandraP
Cara Alexandra,
não pretendo com o que perguntei intrometer-me na organização do novo Encontro.
Apenas me lembrei, da possibilidade de se convidar o Dr. Vilas Boas, (já contactei com ele através do Blog, noutras alturas) para que num ambiente informal (se ele aceitar) se pudesse reflectir sobre o papel deste grupo de pessoas que decidiram juntar-se para se apoiarem mutuamente, por falta de alternativas governamentais.
Como poderá entender, tenho alguma sede de resultados (não de protagonismo) e por isso considero que o movimento que se criou deverá fazer ouvir as suas necessidades e apreensões, ao mais alto nível.
Mas estou perfeitamente de acordo com qualquer outro caminho.
PauloS
Toda a sua ajuda é bem vinda, mesmo! Eu não tinha era percebido mesmo qual era a sua ideia.
E pessaolmente acho que convidar o Dr, vilas Boas é uma optima ideia. Porque a intençaõ deste grupo, é apoiar-mos nos mutuamente, mas é mais do que isso! Como o Paulo diz no slogan "Adopte uma Atitude!" PAra bem de todos e das crianças temos que mexer com a forma como a adopcção é encarada em Portugal e de cereteza que o Dr. Vilas Boas poderá ser um bom veiculo das nossas ideias e opiniões. Neste caso talvez fosse melhor, o Paulo entrar em contacto com ele, para saber qual o fim-de-semana de Outubro que ele estará disponível, para depois marcar-mos.
Estava a pensar no hotel Campanile de Setubal para fazer o almoço, por ser de facil acesso e por ter um JArdim cheio de escorregas e baloiços para as nossas crianças. O que acha da so sítio?
Alexandra P
Quanto ao local, acho muito bem escolhido, pelas razões que apresentou.
Quanto ao convite ao Dr. Vilas Boas, coloco também à apreciação do grupo, pois poderão existir outras ideias ou mesmo outras pessoas.
Afixado por: PauloS em junho 16, 2004 10:12 AMOlá a tudos, e especialmente a PauloS, do que tinhamos saudades e agora volta com esa força que lhe caracteriza e que nos contagia..
Nos vamos a retomar o nosso processo de adopçãona Segurança Social de Coimbra, e temos muita ilusão e esperamos estar preparados para as esperas e as dificuldades( na vida sempre se corren riscos ) que eventualmante posam surgir.
Adorariamos estar presentes no encontro de Outubro em Setubal e embora ainda seja muito çedo para poder confirmar a nossa presença, tentaremos fazer os possiveis para aproveitar a fantantica opportunidade de conhecer e falar com a gente que ja passo o está a passar por um processo de adopção.
Vosses são o nosso exemplo e apoio, porque a espera e os obstáculos para atingir um sonho tão desejado serão recompensadas... E vosses nos façem sentir que o objectivo vale sem dúvida a pena.
Obrigados e desejos de um feliz verão.
E nos tambem estamos a torçer por Portugal ( o nosso pais adoptivo ). Mª Paula + Roberto
alexandra
eu só descobri ests grupo esta semana e adorei.claro que vou tentar estar presente no próximo encontro,com o meu marido e o nosso filho de 5 anos.acontece que não sei se será possivel para nós antes de 15 de outubro.acho muito bem convidarem o dr.vilas boas,até porque o conheço pessoalmente e o acho muito competente
,achava também boa ideia convidarem o dr torres couto,já que é uma figura publica e tem dado a cara pelo assunto,podia ajudarnos com a sua experiencia.se calhar deviamos todos falar com as nossas equipas(que nos acompanharam no processo de adopção),e saber se estão interessadas de algum modo em participar,já que incluem psicologas,educadoras,assistentes sociais,etc,com bastante experiencia no terreno.......é só uma ideia,não falo sem antes dizerem o que pensam.
Gi
Ainda não acordamos uma data para o encontro, porque penso que com tanta distancia e complicado. Penso no inicio de Setembro podermos começar a organizar (Por a data á consideração e convidar o dr. Villas Boas e Dr Torres Couto). Quanto a convidar as equipas de adopção é um assunto a por em consideração com os restantes participantes. Penso no entanto, que existem muitos que se sentem mais à vontade se elas não tiverem presente.
Alexandra
alexandra
é capaz de ter razão quanto ás equipas.
podemos deixar isso para falarmos no encontro,e se for a vontade de todos convidamos para a próxima....temos de começar devagar,para que se chegue a bom termo,e todos fiquem felizes.
assim que a data esteja marcada fixem-na na página principal,está bem???assim é mais fácil todos vermos,se não tivermos tempo de navegar
alexandra, se permites acho importante pelo menos fixar o período em que se irá realizar...antes outubro sou da opinião de que não deverá ser. mas se estás a opontar para out. acho que a organização deverá começar o mais depressa possível, nomeadamente ao nível da definição do que se pretende com esse encontro. já percebi que este não será apenas um almoço como foi o 1º. sou da opinião que é para aí que devemos caminhar; álias já o havia dito no fim do almoço passado...
alerto ainda que o último trimestre do ano é o período dos seminários, congresso, etc. por isso acho que deve já começar a traçar as linhas mestras do encontro ao nível de conteúdos, objectivos, interlocutores a convidar, etc. alertando as pessoas que no per´´iodo tal vai acontecer algo...
bjs
Bem turandot
Assim vou precisar mesmo da tua ajuda. Antes de Setembro não tenho mesmo tempo nem cabeça para começar a planear isso.
E como sabes eu não fui à reunião de Peniche, por isso não sei o que se passou, nem o que voces deciram. Se me puderes enviar a tua proposta das tuas ideias para linhas mestras eu ficava-te grata.
Um Abraço
Alexandra.
Ainda não percebi de que encontro se trata. Já houve algum? Podem me explicar? Adoraria participar.
Obrigada.
Maria Joana
Afixado por: Maria Joana em julho 2, 2004 01:15 AMMaria Joana
Os participantes deste blog, por iniciativa da Malaca, resolveram organizar um almoço para se conhecerem ao vivo...è que depois de meses a trocar opiniões, temos todos vontade de nos conhecermos melhor! O primeiro almoço foi no dia 30 de Maio em Peniche (eu infelizmente não consegui ir). Para me "redimir" da minha falta, ofereci-me para organziar o proximo almoço-encontro em Setubal no mes de Outubro. No incio de Setembro farei um aviso aqui napagina, para entre todos chegarmos a uma data no mes de Outubro. Depois eu vou aceitar as inscrições, para marcar o almoço e no dia D, lá estaremos. Esta-se a estudar a possibilidade de convidarmos o dr. Vilas Boas e o Dr. Torres Couto, para troca de experiencias.
Por tanto em Setembro conto com a sua inscrição para em Outubro aparecer com a sua familia. Em principio, vamos fazer o almoço no Hotel Campanille que tem um enorme Jardim com baloiços e escorregas para todas as crianças poderem brincar.
alexandra
lembrei-me que era bom convidar tambem a dra clara pinto correia
e a margarida martins(da abraço)
já que fazem parte do nosso grupo de mães
e são figuras publicas,além de serem muito interessantes,e boas conversadoras.
que mais não fosse ficavam a conhecer-nos,e podiam visitar o blog
As sugestões de pessoas a convidar são sempre bem vindas. No entanto temos que acordar em que moldes fazemos o convite. Ou seja convidamos, mas quem paga o almoço dos convidados? Pode parecer-vos mesquinha esta consideração, mas penso que não posso como organizadora deixar de pensar nas questões financeiras tambem.
Alexandra
alexandra
tem toda a razão,nem tinha pensado nisso.
acho,pessoalmente,que pelo menos neste encontro,o convite devia ser feito,no sentido destas pessoas quererem ou não estar presentes,como todos nós,porque o tema comum lhes diz algo,e como os outros suportarem a sua parte nos custos.
para a próxima e com acordo da maioria logo se faziam convites grátis....
isto é só a minha opinião,gostava que tivessemos um sitio próprio onde só se debatesse o encontro,para participarem no debate a maior quantidade de pessoas possivel.
a propósito, não me sabe dizer onde existem chats,ou foruns,ou lá como se chama a um sitio onde se converse em tempo real sobre o tema adopções???????????????
Olá a todos mais uma vez eu gostava muito de ir a esse segundo encontro, já que ao primeiro não tive oportunidade de ir. Gostava muito de vos conhecer um beijinho para vós todos também para a Isabel Falcão e para a Alexandra. Deolinda Leitão.
Afixado por: Deolinda leitão em julho 2, 2004 09:24 PMOlá a todos. Eu e o meu marido iniciámos um desapontante processo de adopção no mês passado de que resultou já uma 1ºentrevista "meramente informativa" em que fomos informados somente de dificuldades, das mentiras acerca das facilidades com que somos bombardeados nas notícias, que as listas de pais "adoptantes" são muito maiores que as das crianças em estado de adoptar, que a adopção internacional é muito difícil ou quase impossível, excepto para os palopes (esperávamos poder adoptar uma menina na China, onde até as matam à nascença por não as quererem), etc. Ficámos muito desiludidos porque este projecto de vida era antes de mais proporcionar a felicidade a uma criança por termos posses para isso (Já temos 2 meninos). Não vamos desistir... Vamos ficar à espera como tantos outros casais e esperar sobretudo que as leis mudem e a adopção sejam realmente facilitada. Felicidades para todos.
Afixado por: Maria Mendonça em julho 23, 2004 04:43 PMmaria mendonça, eu também sou testumnha de uma situação idêntica à vossa...mas ela espelha de facto aquilo que acontece no pais nos diversos Serviços da Segurança Social. tb. só tive ainda a entrevista informativa, mas já entreguei a documentação necessária para abrir o processo...disseram-se que o meu processo de avaliação iria demorar no mínimo um ano, apesar da lei dizer 6 meses. falta de RH, dizem elas...é verdade que de facto a avaliação demore mais ou menos esse tempo no meu distrito, porque conheço outros casos idênticos...
por outro lado é verdade que existem menos crianças em portugal para adoptar os candidatos a adopção. apesar da existência de inúmeras nas instituições. não estão todas em situação de adopção. entram em média 4/5 candidaturas por mês para adopção. quanto à adopção internacional as coisas não são tão faceis tb., nem para os Palop´s, a menos que se conheça gente no pais de origem que nos possam ajudar, como advogados. ma china só através das agências de adopção. mas se quer partir para a adopção internacional telefone aos serviços que tratam desta questão que a dra. graça ribeiro dar-lhe-á informação sobre o assunto...de qualquer modo neste blog encontra informação sobre adopção internacional...NÃO DESISTAM. BOA SORTE É O QUE VOS DESEJO...
Maria Mendonça
Não desistam porque algures à uma criança à espera de vós. E só essa certeza nos faz mover fundos e mundos. Eu também adoptei um menino, apesar de na altura já ter uma filha...E sem dúvida que valeu apena todas as esperas, todas as palavras menos motivadoras por parte das tecnicas da SS, para ter encontrado o meu filho!
Voçes têm a benção de ter muito amor para dar e um sonho lindo pelo qual vale apena lutar. Tristes são todos aqueles que a vida não lhe proporcionou terem um sonho tão belo como o nosso...
turandot e AlexandraP
Obrigada por o vosso apoio. É importante que haja alguém que perceba do que falamos e sentimos. Com as pessoas que nos rodeiam parece que estamos a falar noutra lingua. Turandot, por favor pode ajudar-nos com o contacto da Dra.Graça Ribeiro?
Bem Hajam
Maria e Rui Mendonça
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Obrigada por o vosso apoio. É importante que haja alguém que perceba do que falamos e sentimos. Com as pessoas que nos rodeiam parece que estamos a falar noutra lingua. Turandot, por favor pode ajudar-nos com o contacto da Dra.Graça Ribeiro?
Bem Hajam
Maria e Rui Mendonça
maria,
o número da graça ribeiro é 21 7920100. ela encontra-se de férias até ao final do mês salvo erro. de qq. modo deve haver outras pessoas a prestar informação no serviço...
um abraço e boa sorte.
Ola estou feliz por encontrar contactos com pessoas que tambem estão no processo de adopçao eu e o meu marido já estamos incritos desde janeiro 2002 somos o processo nº 1 desse ano em Leiria e até a data ainda não temos o processo de avaliçao concluido achamos que é muito tempo e não há previsão para quando é possivel receber uma criança. gostavamos de saber mais sobre esse encontro que vai haver em Outubro.
aguardamos um contacto.
CRISTINA E FILIPE
Cristina e Filipe:
Obrigado pela vossa participação.
O período de espera no processo de adopção é sempre muito complicado, mas de acordo com a lei actual não pode ir para além de seis meses para a conclusão do processo de avaliação. Para receber a criança já é outra coisa, mas há que não criar muita ansiedade. O dia há-de chegar.
Quanto ao encontro, deverá ser no dia 16 de Outubro (Sábado) em Setúbal. Ainda é um pouco cedo para dar mais pormenores, mas logo que seja possível (provavelmente em Setembro) vamos dá-los neste blog na entrada - 2º encontro "eu adoptei".
Até lá um abraço
ANTÓNIO
olá cristina e filipe.
quando li o vosso testemunho fiquei preocupada, porque também pertenço a SS de leiria e apenas deu entrada, muito recentemente, do meu processo de adopção. em que fase estão do processo de avaliação? é estranho que sejam de 2002 e ainda não terem o vosso processo de avaliação terminado. quando eu sei de pelo menos um caso de 2003 que já só está a espera do relatório e as técnicas afirmam estarem neste momento a terminar os processos de 2003. alguma coisa se passa com o vosso processo, não?
quanto ao encontro é como o antónio diz em breve estará disponível o programa provisório no post 2º encontro.
um abraço e boa sorte
Olá Cristina! Eu já lhe enviei um email, diga-me se o recebeu, sim?
De facto, como refere a Turandot, eu sou o tal processo de 2003 que já finalizou a avaliação... não percebno como é que sendo de 2002 ainda não o tem concluído...
Eu sugeria que telefonasse a marcar uma reunião com a sua técnica para fazer o ponto de situação. Não se esqueça que é de lei que nos avaliem em 180 dias...
Boa sorte!
Afixado por: Benedita em agosto 4, 2004 10:20 AMOlá a todos. Nunca tinha escrito nada para o blog, mas devo dizer que sigo com interesse todos os assuntos dicutidos.
A ideia de adoptar para mim já existe há muito tempo, mas achei que devia esperar pela altura "certa" para iniciar o processo. "Certa" quer dizer, quando sentisse que era a altura. O que é que se sente? Não sei dizer, só sei que...se sabe.
De qualquer forma, o meu primeiro contacto com a Misericórdia de Lisboa ocorreu em Fevereiro deste ano, altura em que fui buscar o "tal" questionário. Pensava eu que seria apenas ir buscá-lo, mas logo na altura fiquei agradavelmente surpreendida porque fui atendida por uma Técnica de Serviço Social, que me deu algumas informações práticas úteis àcerca do processo própriamente dito, e me facultou toda a Legislação existente.
Entreguei o questionário a 15 de Março, altura em que decorreu a primeira entrevista. As outras entrevistas foram extremamente esgotantes, em termos emocionais, mas a psicóloga e a Técnic de Serviço Social que as conduziram fizeram-me sempre sentir à vontade, e transmitiram-me segurança. Nunca se importaram de responder a qualquer pergunta, pelo contrário, muitas vezes partiu delas a iniciativa de explicar,de esclarecer.
Antes do processo de candidatura se iniciar pensei que iria ser discriminada, ou que iria ser mais dificil pelo facto de ir adoptar sózinha...mas, não senti nada disso.
Acabei de saber, na Sexta-feira passada, por contacto telefónico,que a minha candidatura tinha sido aceite.
Desde 15 de Março até 5 de Agosto ( data da decisão) decorreram menos de 5 meses!!
Se já me sentia angustiada com tão pouco tempo de espera, não imagino o que sente alguém que espera por esta decisão(que é fundamental), sente.
Apenas queria deixar a mensagem de que há Instituições que funcionam, e que cumprem a sua missão.
Talvez tenha tido sorte, mas até agora a minha experiência pessoal foi surpreendentemente boa....
Como será daqui para a frente? Não sei.
Para já sei que vem aì uma longa espera pela minha filha, uma longa gravidez.Mas sei que vale a pena, com problemas processuais ou sem eles.
Olá Joaninha, seja bem vinda!
Não imagina como é reconfortante para mim ler depoimentos como o seu, em que tudo correu bem , se sentiu apoiada, e ainda por cima, dentro do prazo... Tem toda a razão, também são precisos testemunhos de processos de avaliação que correram bem!
Eu também sou candidata singular, já fiz todas as avaliações (demoraram um ano!) e estou inscrita para uma filha também... apenas espero o relatório final comprovando a minha "aptidão" e que o meu processo seja reencaminhado para a adopção internacional.
Quando tiver novidades, não deixe de nos contar!
Não quer aparecer no nosso encontro de Outubro? No 1º encontro éramos 5 candidatas singulares e um pai adoptivo singular e desta vez queríamos aumentar a estatística ... hehehe!
Felicidades.
Afixado por: Benedita em agosto 9, 2004 09:17 PMADORAVA participar!! Acho que ,na longa espera que se aproxima, é muito importante o apoio e troca de experiências entre todas as pessoas que estão na mesma situação.
Uma das coisas que mais me surpreenderam quando iniciei todo o processo foi precisamente a de não haver associações, ou grupos formados por pessoas que adoptaram ou estão à espera de adoptar!!
O aprender com os erros, com as dificuldades dos outros, o não nos sentirmos de outro planeta, mas que alguém passou/está a passar pelo mesmo, só pode ajudar.
Vou tentar estar no encontro. Vi as datas propostas, e de facto o 16 de Outubro era muito bom para mim.Mas vi que há pessoas com problemas com essa data. Como não posso a 17 (porque vou viajar em trabalho) talvez no fim-de-semana seguinte. Sei que está em formação a associação colo, e tenho estado na expectativa. Gostaria imenso de colaborar numa associação como a "colo", ou outras que se formem.
Na Santa Casa da Misericórdia estavam a pensar promover reuniões entre pais adoptivos e candidatos a adopção, para partilha de experiências e "aprendizagem"... E de facto a perspectiva por exemplo da psicóloga que me fez a entrevista era interessantissima. O nosso instinto de pais/mães ajuda...mas não chega.
Era muito engraçado promover estas reuniões tripartidas: pais adoptivos, candidatos a adopção, psicólogos/assistentes sociais com experiência na área.
A espera da fase pré-adopção preocupa-me, claro, mas quero estar o mais preparada possivel para enfrentar os desafios de ser mãe. Podemos dar um Amor infinito...mas não chega. E é aqui que a experiência dos outros é fundamental !!
Peço desculpa por este "relambório"...mas....neste momento esta é a coisa mais importante da minha vida.
Por tudo isto, Benedita e companheiros de barco, vou fazer os impossiveis para estar no encontro !
Um grande beijinho.
Joaninha
Gostei muito de ler o seu depoimento sobre a adopção individual.
Acho realmente muito importante que as situações positivas também sejam divulgadas. Primeiro porque servem de incentivo para quem é competente continuar a sê-lo. Toda a gente gosta de sentir o seu trabalho reconhecido. Por outro lado, e embora eu também ache que os meios disponíveis muitas vezes são escassos, prova que é possível fazer as coisas bem feitas, com simpatia e dentro dos prazos, com os mesmos meios que outros, pois isso depende muito mais da organização e competência das pessoas.
No meu caso, onde poderia haver muito mais discriminação, porque se tratava de uma adopção singular masculina, também senti sempre muito apoio e simpatia por parte da SS de Almada. As entrevistas, nomeadamente com a psicóloga, foram esgotantes, mas compreendo que assim seja pois tem que haver rigor na análise dos candidatos dado que é o futuro das crianças que está em causa. E se em termos de informação houve algumas falhas, em termos de respeito e apoio tenho as melhores referências.
No encontro de Setúbal espero ter oportunidade de detalhar este assunto e contribuir para que alguns casos absolutamente ultrajantes aqui relatados acabem de uma vez por todas.
António
Joaninha:
Não imaginas o quanto estou feliz por ti.És uma lutadora e serás sem dúvida uma vencedora.Desejas tanto a tua filha, como ela deseja ter uma mãe como tu. És um exemplo de pessoa, de mulher e tenho a certeza que também serás um exemplo de MÃE.
Orgulho-me de te ter como amiga e de fazeres parte da minha vida.
Bem vinda ao blog e muitas felicidades.
Maria Joana
Afixado por: Maria Joana em agosto 11, 2004 02:54 PMOlá a todos - Pais e futuros Pais!
Nestas minhas andanças pela Net foi com muita satisfação que dei com este blog! Desde já quero apresentar-me - chamo-me Cláudia Silva, sou Assistente Social e ... sim, trabalho na Segurança Social. Dirigo neste momento a Unidade de Protecção Social e Cidadania na qual naturalmente se encontra inserida a Equipa de Menores que procede à organização dos processos de Adopção. Também me encontro a aprofundar os meus conhecimentos na área da família focalizando a minha investigação para a construção da parentalidade nomeadamente no caso da Adopção. Neste sentido, e perdoem-me o atrevimento, gostaria imenso de poder participar do vosso Encontro - este meu interesse prende-se não só pelo facto de na qualidade de profissional afecta à Segurança Social pretender a melhoria da nossa forma de trabalhar com as famílias candidatas à Adopção, mas sobretudo, e do ponto de vista pessoal, enquanto recém investigadora destas questões da família, penso que seria bastante enriquecedor para mim conhecer-vos e poder trocar convosco algumas impressões. Deste modo reitero uma vez mais o meu pedido e aguardo a vossa resposta! Obrigada!
Cláudia
Cláudia:
Não imagina o quanto a admiro por ter tido a coragem de participar neste blog. Acredito que não seja fácil, quando a opinião maioritária de quem por aqui passa é negativa em relação a quem trabalha na Segurança Social(eu inclusivê tembém tenho má opinião das técnicas da Segurança Social). Bem haja. É um bom sinal para todos aqueles que anseiam pelos seus filhos, que existam pessoas como a Cláudia. Seja muito bem vida e muitas felicidades.
Maria Joana
Afixado por: Maria Joana em agosto 28, 2004 03:35 PMOlá Cláudia! Pode e deve participar no nosso encontro, será um acontimento público e portanto todas a pessoas interessadas serão bem vindas. A sua visão será muito útil, já que a opinião generalizada das SS por parte dos candidatos é péssima...
Nota aos "residentes": o meu papel da aptidão por parte da minha SS já chegou... apesar do meu processo ainda não ter chegado à Direcção Geral em Lisboa, que é o que me interessa neste momento! Há que ter fé!
Um abraço a todos.
Afixado por: Benedita em agosto 29, 2004 01:50 PMObrigada Mª Joana e Benedita, ficarei atenta quanto à data que vão escolher!
Cláudia
Afixado por: Cláudia em agosto 31, 2004 07:34 PMEmbora não tenha muito a ver com o tema central, gostava de apresentar 3 questões para reflexão e resposta ou partilha possivel:
1. Sem termos em consideração o critério de ordem de chegada à Lista de Espera para quem aguarda adoptar, hipoteticamente e genericamente deveria privilegiar-se (pergunta-se):
Um casal que não pode ter filhos
Um casal com filho(s) menor(es)
Um casal com filhos maiores (e/ou que já deixaram o lar)
Um casal homem/mulher
Uma pessoa singular (homem)
Uma pessoa singular (mulher)
Um casal de homossexuais
Já agora, por que ordem colocariam esta preferência?
2. Um casal a quem tenha falecido um filho, é um bom ou menos bom indicador para o sucesso ou insucesso de uma adopção?
3. Será mesmo verdade, tal como li neste blog há pouco tempo, que quem adopta nunca se arrepende de o ter feito? Ou apenas esconde essa verdade dos outros, por lhe ser difícil esse confronto com eles, e consigo próprio (e o filho(a) adoptado(a)?!
Obrigado se alguém puder partilhar opinião.
Embora não tenha muito a ver com o tema central, gostava de apresentar 3 questões para reflexão e resposta ou partilha possivel:
1. Sem termos em consideração o critério de ordem de chegada à Lista de Espera para quem aguarda adoptar, hipoteticamente e genericamente deveria privilegiar-se (pergunta-se):
Um casal que não pode ter filhos
Um casal com filho(s) menor(es)
Um casal com filhos maiores (e/ou que já deixaram o lar)
Um casal homem/mulher
Uma pessoa singular (homem)
Uma pessoa singular (mulher)
Um casal de homossexuais
Já agora, por que ordem colocariam esta preferência?
2. Um casal a quem tenha falecido um filho, é um bom ou menos bom indicador para o sucesso ou insucesso de uma adopção?
3. Será mesmo verdade, tal como li neste blog há pouco tempo, que quem adopta nunca se arrepende de o ter feito? Ou apenas esconde essa verdade dos outros, por lhe ser difícil esse confronto com eles, e consigo próprio (e o filho(a) adoptado(a)?!
Obrigado se alguém puder partilhar opinião.
alex,
a primeira e a segunda pergunta parece-me absurda... no primeiro caso a pergunta não faz sentido...não deve ser colocada nesses termos...se todos podem adoptar, excepto, parece-me os homossexuais, não faz sentido hierarequizá-los...em relação à segunda não devemos generalizar, não podemos meter todos os casais que perderam um fim no mesmo...cada caso é um caso...o sucesso ou insucesso não está apenas relacionado o facto de o casal ter perdido um filho...outras questões se levantam...
em relação à terceira pergunta quero acreditar que existem momentos de arrependimento...mas que depois são ultrapassáveis...acho que a situação deverá ser igual com os pais biológicos...no caso da adopção, a entrega de crianças novamente para a instituição poderá em muitos casos associados ao arrependimento...
AlexRae,
Para além de fazer minhas as palavras da Turandot, responderia à primeira pergunta: "Nenhum dos anteriores", pois quem deve ser priveligiado, no sentido que aqui coloca, é a criança e não os adoptantes. Ou seja, quem é mais adequado para tal criança, com tais características, idade, problemas, etc, é que se devia atentar...(independentemente da ordem na lista de espera).
Alex Rae,
estou de acordo com a Turandot (nem que seja na teoria, uma vez que ainda não sou mãe).
Os candidatos estão mesmo em igualdade de circunstãncias segundo a lei e gostamos de pensar que essa iagualdade é cumprida. Nem me passa pela cabeça hierarquizar o que de si se reveste de paridade.
Cabe-me ainda dizer que a lei ao possibilitar a adopção monoparental acaba por facilitar a adopção por homossexuais, se assim o entenderem. C
Durante a avaliação nunca nos é perguntada a nossa orientação sexual (mal seria!) e mesmo em relação à nossa vida privada eu própria tentei o mais possível, durante a minha avaliação, que não coscuvilhassem a seu bel prazer o que não lhes diz respeito... até porque sermos bons pais e mães não é directamente proporcional à nossa vida afectiva intensa ou não...
Em relação à sua 2ª questão, se a avaliação for bem feita, esta é que nos mostrará a possibilidade de a adopção ser ou não um sucesso, dependendo do luto que os candidatos fizeram ou não , como lidaram com essa perda, como lidam ainda, se pretendem uma criança por ela própria ou precisam dela como mera substituição... (se calhar há outros factores a considerar, mas eu não tenho formação clínica para aferir)
Eu acho que é humano nós termos momentos de verdadeiro desespero, por inúmeras razões. Os pais dos filhos biológicos ou adoptados têm-nos, de certeza, por outras tantas razões. Eu acredito que , qualquer pai e mãe, CONSCIENTE desta aventura que é ser-se mãe ou pai, sabem que ter um filho é um compromisso, não há divórcio... mesmo que as coisas não corram tão bem como desejaríamos. É um risco. Nada mais.
Quem deseja ter grandes garantias sobre o amor que tem para dar, garantias do que tem para receber (e isto é muito importante, também temos de SABER receber)se nos vamos arrepender ou não, ou sobre se temos condições afectivas, se há ajuda e rectaguarda, marido, água, gás, electricidade (será que vão faltar?) então é melhor não pensar em ter um filho, adoptado ou não. O resto é conversa e tudo se ultrapassa, como diz a Turandot. Temos de ser optimistas, senão não teríamos o nosso lugar aqui.
Eu já estive grávida uma vez e, quase aos 5 meses (quando perdi a criança) estava no supermercado e uma senhora chegou ao pé de mim e disse-me: " Eles ainda estão dentro de nós e o mundo e a nossa vida já não são os mesmos, pois não?» Pois não, não senhora...
Afixado por: Benedita em novembro 23, 2004 10:53 PM