Não é por falta de candidatos a pais que as instituições estão cheias de menores. Todos os dias, "a Segurança Social e a Santa Casa da Misericórdia recebem quatro a cinco candidaturas", revela o presidente da Comissão de Acompanhamento da Execução da Lei da Adopção (CAELA), Luís Vilas Boas.
O novo regime jurídico da adopção, aprovado há um ano, entrou em vigor há nove meses. "Já se pode dizer que se reduziu muito o número de candidaturas em espera de avaliação", salienta Vilas Boas, recordando que o maior atraso dos processos decorria dessa fase.
Segundo Vilas Boas, o atraso nacional terá sido recuperado em 80 por cento, mas em Lisboa o resgate já roça quase os cem por cento. Num futuro muito próximo, acredita, ninguém "ficará mais de seis meses à espera de saber se está apto para adoptar ou não".
A 31 de Maio, contabilizavam-se cerca de 2500 candidaturas activas (aprovadas ou em fase de aprovação). Com um fluxo de quatro a cinco entradas por dia, Vilas Boas prevê que até Dezembro o número suba para cerca de três mil.
Até agora, o influxo de candidaturas era desconhecido. No entender do presidente da CAELA, a campanha televisiva em curso está a "informar muitas pessoas e a alertá-las" para a existência de crianças que necessitam de mimo. "Há um acréscimo [de candidatos] e o Estado não pode defraudar as [suas] expectativas", diz.
O processo de averiguação das crianças adoptáveis mostra que quem deseja mesmo um filho tem de ultrapassar a popular ideia de só querer um bebé. Existem à volta de 800 crianças institucionalizadas entre os zero e os três anos, mas, destas, apenas cerca de 200 podem aspirar a uma nova família.
"Não são só os bebés de quatro meses que precisam de colo, há crianças de sete e oito anos com carências afectivas imensas; as instituições estão todas cheias!", lembra Vilas Boas. Só lá para Dezembro, porém, se saberá o total de adoptáveis com idades compreendidas entre os três e os 14 anos.
O novo regime jurídico está a dar os primeiros passos - ainda nem foi criada a rede nacional de informação destinada a facilitar o encontro entre candidatos e crianças de diferentes zonas -, mas "os serviços sentem-se mais pressionados" para agilizar os processos. Vilas Boas acha que "se pode estar a caminho de uma desinstitucionalização".
Há cerca de 15 mil menores institucionalizados no país. E "uma adopção é melhor do que qualquer instituição do mundo", entende o presidente da comissão, que recentemente esteve envolvido numa acesa polémica desenvolvida em torno do hipotético alargamento da adopção a casais homossexuais.
Sem jamais mencionar a Casa Pia e outras entidades similares, Vilas Boas reitera que "não tem sentido haver filhos da obra x ou da casa y - é preciso acabar com instituições que têm 100 ou 200 anos e acolhem crianças desde pequenas até aos 18 anos; é tempo de dizer não à parentalidade institucional".
"Não será fácil uma instituição com um século de existência passar dessa mentalidade, que é a de viver das crianças, para outra que se chama viver para as crianças", reconhece. Por isso mesmo, "o Estado tem de ser capaz de reconverter instituições - as suas e as que apoia".
Vilas Boas defende a "discriminação positiva de quem trabalha melhor". A diferença ao nível de apoios fará tanto mais sentido quanto, a operar nesta área, "há umas instituições riquíssimas e há outras que não têm nada".
Não é de agora que Vilas Boas sustenta que "Portugal tem de inflectir de uma definição de acolhimento depositário para uma definição de colo precoce, temporário, científico e seguro". A meta é antiga e a "reconversão" que defende não passa apenas por "acabar com os centros de massificação de crianças". Implica dotar as instituições de pessoal técnico especializado - empenhado em desenhar projectos de vida para os miúdos.
A "rotinização" dos procedimentos negativos pode observar-se nos mais diversos aspectos. "As crianças não podem ser arquivadas aos fins-de-semana", exemplifica, para denunciar o facto de os técnicos dos centros de acolhimento descansarem ao sábado e ao domingo, ao invés de terem um sistema de folgas rotativo.
Até ao final do mês, a comissão de acompanhamento deverá entregar um relatório à tutela - ministérios da Justiça e da Segurança Social e do Trabalho. Este primeiro balanço recomendará, pelo menos, "o reforço dos quadros técnicos da Segurança Social na área da adopção".
IN Público 14-06-2004
Publicado por PauloS em junho 14, 2004 11:21 AMboa tarde!
recebi ontem a informação que as listas nacionais ainda não estão a funcionar e que tal só deve acontecer, na melhor das hipóteses, lá para o final deste mês!
entretanto, gostaria de me comunicar com casais que tivessem filhos biológicos e adoptivos.
Olá manuela,
Acho que está no sitio certo, por aqui há mais do que um caso.
Cumprimentos
Maria
Se tiver outro filho se calhar adopto, mas crescidinho, bebés querem todos.
Afixado por: Leo em junho 22, 2004 12:44 PMolá a todos! estou a pesquisar para um trabalho sobre a adopção, um tema que à partida me diz mto pois tive uma infância dificil e talvez por isso desde mto jovem vigorou na mnha cabeça a ideia de qd for «grande» quer adoptar e fazer tudo o que puder para a fazer feliz!
quero dar os parabéns a quem concebeu este espaço, e pedir ajuda pois tenho pouco tempo e ainda sei pouco sobre o assunto e gostava de ter inf por tópicos sobre os 1ºs passos nesta longa caminhada ou endereços onde possa obter inf o mis objectiva possível sem prejuízo de à postteriori querer aprofundar o assunto!!!
vcpp,
pode encontrar informação aqui mesmo neste blog. se pode ainda ligar para a Segurança Social do seu distrito de residência que o informarão sobre o assunto. o site da segurança social também informação sobre o assunto inclusivamente tem disponível os questionários que temos que preencher para a formalização do processo. a inscrição deverá ser feito na SS do seu distrito de residência...
o esquema processual varia de distrito para distrito. ou melhor é ligar para a SS do seu distrito que logo lhe dirão o que fazer...
boa sorte...
Gostaria de saber quais os locais possiveis a nivel nacional e sobretudo ao nivel da regiao centro (vivo em Coimbra), para candidaturas para adopcao de criancas.
Obrigado.
Lidia Simão
Afixado por: lidia em agosto 29, 2004 10:58 AMLídia:
Tem de contactar a Segurança Social da área da sua residência. Salvo erro, o contacto da Segurança Social de Coimbra é o seguinte: 239 410 700.
Felicidades.
Maria Joana
Afixado por: Maria Joana em agosto 29, 2004 03:19 PMLídia:
Tem de contactar a Segurança Social da área da sua residência. Salvo erro, o contacto da Segurança Social de Coimbra é o seguinte: 239 410 700.
Felicidades.
Maria Joana
Afixado por: Maria Joana em agosto 29, 2004 03:19 PMBoa Tarde. Gostaria que alguém me pudesse dar algumas informações sobre Adopção Internacional, nomeadamente alguém que tenha o processo algo adiantado ou que já tenha adoptado, já que a Segurança Social deu-me respostas algo vagas quando fomos à última entrevista. Muito obrigada.
Afixado por: Maria Mendonça em agosto 31, 2004 03:44 PMOlá a todos
Eu tenho 30 anos e a adopção consta no meu projecto de vida, a médio prazo.
Alguém tem uma opinião acerca da dificuldade/facilidade que me esperará enquanto adoptante singular? alguém daqui passou por essa experiência?
Muito obrigada.
angela,
eu tb. estou num processo de adopção singular, assim como a benedita que tb. escreve neste blog. até agora não senti qualquer dificuldade explicita no processo por esse facto...c
conheço outras pessoas que já adoptaram sozinhas, inclusive um homem, que em princípio poderia haver mais dificuldade...
o que lhe digo explicitamente não existe qualquer dificuldade, tudo de depende da mentalidade das técnicas que apanhar pela frente. na nossa cultura é natural que existam preconceitos a esse nível...
na minha opinião as dificuldades são mesmo depois de termos a filhota ou o filhote em casa. só contamos connosco para tudo, enquanto num casal as coisas são divididas, inclusive a conta do colégio, do pediatra, ...etc. são dois orçamentos a contribuir para as despesas. ao contrário do nosso caso...
força e boa sorte neste novo projecto de vida...
Boa tarde a todos tenho estado a ler todos os vss comentarios e sinto uma alegria enorme por saber que ainda ha pessoas com coracao e bons sentimentos,sou mae de 5 lindas raparigas com idades rntre os 16 e 25anos ja tenho 2 netinhos e outro a nascer no mes que vem.Faz 3 anos que penso adoptar como vivo na Inglaterra tentei um menino mae branca e pai afro-carabiano como sou branca nao me foi premitido.Neste momento estou a pedir informacoes sobre adoptar em Portugal. um forte abraco a todos e boa sorte.Nusha.
Afixado por: filomena(Nusha) em setembro 18, 2004 06:50 PMEu fui adoptada e sempre quiz adoptar um criança desde que soube que o era. Sempre pensei "se me deram a felicidade, também a quero transmitir a alguém que ainda não a teve".
Obrigada Ana Gabriela por teres passado por cá!
Um beijinho para ti.