julho 06, 2004

Adopção: Listas de espera para candidatura "praticamente" eliminadas

Lisboa, 06 Jul (Lusa) - Os portugueses que queiram adoptar uma criança ficam agora a saber num prazo de seis meses se têm condições para o fazer, já que as listas de espera para avaliar os candidatos foram "praticamente" eliminadas.

Segundo um resumo do Relatório da Comissão de Acompanhamento da Lei da Adopção (em vigor desde 30 de Setembro de 2003) a que a Lusa teve acesso, "não há um tempo médio para adoptar, mas já há um tempo de Lei (que é de seis meses) para cumprir o tempo de candidatura, até agora não cumprido".

No documento, a comissão sublinha que a nova Lei da Adopção "agilizou, clarificou e criou uma nova ambiência expectante dos candidatos à +Paternidade/Maternidade do Coração+ - a adopção".

No documento enviado à ministra da Justiça, Celeste Cardona, a comissão afirma que, "de facto, desde a sua vigência, a 22 de Setembro de 2003, e até 30 de Junho de 2004, pode afirmar-se que a eliminação das lista de espera para avaliação das candidaturas está praticamente consumada".

De acordo com fonte do gabinete da ministra, havia candidatos à adopção que esperavam desde 1999 para serem avaliados para ver se tinham condições de adoptabilidade, tendo o país "recuperado 70 a 80 por cento das avaliações em atraso" e havendo actualmente mais de 2.500 candidaturas activas para adopção.

Em Lisboa (Centro Distrital de Segurança Social e Santa Casa da Misericórdia) foram recuperadas 99 por cento das avaliações. O universo de crianças internadas em instituições e famílias de acolhimento ronda os 15 mil, mas nem todas estão em condições para ser adoptadas.

Durante este período de vigência da nova lei, os serviços concluíram também a avaliação da situação de adoptabilidade das crianças entre os zero e os três anos, sendo que, das 800 crianças desta faixa etária internadas em instituições ou famílias de acolhimento, 200 estão em situação de possível adopção.

A fonte do Ministério da Justiça adiantou que está actualmente a proceder-se à avaliação da faixa etária entre os três e os 14 anos, estimando-se que até 31 de Dezembro deste ano possam haver mais de 1.000 crianças passíveis de serem adoptadas entre os zero e os 15 anos.

A comissão de avaliação sublinha que "importa mudar a mentalidade depositária de crianças para uma nova postura de direito à família, com internamentos temporários, cientificados e de elevada segurança".

"Isto implica uma alteração qualitativa e quantitativa no acolhimento de crianças em risco/perigo", acrescenta.

Segundo os dados, há cerca de quatro a cinco novas candidaturas por dia actualmente em Portugal, o que indicará mais de 3.000 a 31 de Dezembro deste ano.

"É igualmente de admitir com alguma sustentabilidade que, num período de três a cinco anos, Portugal possa lidar apenas com duas a três mil crianças em institucionalização prolongada (incluindo as portadoras de deficiência e abandonadas)".

A Comissão estima igualmente que o tempo médio para concretizar uma adopção (desde o início da candidatura à decisão) seja de 18 meses e que seja possível acolher, enquadrar e reencaminhar de forma precoce (abaixo dos seis anos), científica, temporária e segura as crianças em risco, "pondo fim à parentalidade institucional em favor da adopção".

ARA.

Lusa/Fim

Publicado por PauloS em julho 6, 2004 11:51 AM
Comentários

Eu sugiro que todos os participantes deste blog que estão há mais de 6 meses à espera para serem avaliados, escrevem para este blog (comentando esta noticia), indicando o número de meses que estão à espera e a araea da SS a que pertencem. Ao fim de 15 dias calculam-se os números e reenvia-se os números obtidos à ministra da Justiça Dra Celeste Carmona. Mãos há obra!

Afixado por: AlexandraP em julho 6, 2004 12:12 PM

Ouvi na rádio a notícia. Sinceramente (e eu sou optimista!) pareceu-me mais um bluff estatal, mas enfim, logo se vê. Entretanto, felicidades para os projectos (entre os quais o tal almoço em Outubro)!
Abraços!

Afixado por: Inês Alva em julho 6, 2004 07:26 PM

Eu estou inscrita desde Agosto de 2003:
1ª avaliação (entrevista social): Janeiro 04 (nesta altura disseram-me que só em Janeiro de 05 seria avaliada psicologicamente, o que achei um escândalo!)
...
mas afinal...
2ª avaliação (psicológica): Julho 04
3ª avaliação (visita domiciliária): espero que esteja também para breve...

Afixado por: Benedita em julho 7, 2004 01:54 AM

Gostaria de deixar aqui o apelo a quem se inscreveu na segurança social após a entrada em vigor da nova lei de adopção para contactar-me. Estou a redigir um artigo sobre adopção e gostaria de recolher alguns testemunhos. Obrigada. É urgente!

Afixado por: Paula Santos em julho 12, 2004 05:47 PM

seria importante antes de tudo dizer-nos com que objectivo e para que imprensa está a escrever o artigo...
apesar de tudo posso lhe deixar aqui o meu testemunho, dada a urgência. estava neste momento a ultimar de preencher o meu formulário para adopção enquanto candidata singular. há cerca de 2 meses tive a primeira entrevista informativa que foi marcada um mês e tal depois do envio da minha intenção de adoptar uma criança. nessa entrevista para além de me dizerem que documentos precisava de reunir, disseram também que a expectativa que tinham naquele momento, há mais ou menos 2 meses atrás, é que o processo de avaliação iria demorar cerca de 1 ano. portanto mais 6 meses do que o previsto na actual lei da adopção. esta situação aconteceu na SS de Leiria...confrontei-os com os motivos que se pretendiam com tal situação e disseram-me que era por falta de recursos humanos...
bom trabalho e espero que nos dê notícias sobre o artigo que está a escrever...
votos de bom trabalho...

Afixado por: turandot em julho 12, 2004 09:42 PM

Boa tarde,
Sou jornalista na revista Focus e estou a preparar um artigo sobre o novo regime de adopção. Gostava de perceber como se desenrola o processo e se este está mais rápido ou não. Para tal, gostaria de entrevistar pessoas que queira contar as suas experiências. Seria interessante conhecer a história de quem espera há anos para adoptar, de quem se candidatou já durante a vigência deste regime e já obteve resposta, e de quem já conseguiu adoptar uma criança recentemente.
Só com testemunhos posso escrever o artigo. Fico à espera dos vossos contactos.
Obrigado pela atenção.
Susana Lúcio
(tel.21 923 84 52)

Afixado por: Susana Lúcio em julho 27, 2004 06:58 PM

Meus amigos,
A minha família tem o processo de adopção concluído há mais de 6 meses. Aguardamos apenas pela criança. Não colocamos qualquer restrição relativa a raça e não queremos necessariamente um recém-nascido.
Custa-me a crer que não haja crianças para adoptar.
Podemos mudar a lei da adopção, mas nada mudará enquanto as instituições não funcionarem, como é o caso.
Afinal, se é preciso tanto tempo para se adoptar uma criança, então para quê gastar dinheiro em publicidade? Pelos vistos este país não crianças a precisarem de uma nova família.
Parem de gozar connosco.
Façam os assistentes sociais levantar o cu da da cadeira.
Lista nacional? Se os centros regionais nem conhecem a realidade distrital!
Será que as CAT's declaram sempre à Segurança Social o número de crianças que têm? Será que dizem sempre a verdade? Acreditam mesmo nisso?
Talvez seja melhor esperar que as crianças cresçam, completamente desintegradas dum seio familiar. Quando têm 10, 11 anos é que têm os seus processos concluídos. É assim, meus senhores? Entretanto a primeira infância foi vivida sem referências familiares estaveis.
Pior... se não houvesse ninguém interessado em as adoptar, mas há!
Só porque a "mamã" visita uma criança de 6 em 6 meses ela deixa de poder ser dada para adopção! Cabe na cabeça de alguém?
Vergonha de país.

Afixado por: solitoes em agosto 3, 2004 11:41 AM

Gostava neste meu regresso ao blog, fazer um bocado a advogada do Diabo. Em particular para o solitoes. Nós concluimos o mês passado o nosso primeiro processo de adopção plena, tivemos 7 meses á espera de decisão oficial sobre a nossa aptidão, mas quando preenchemos os questionários, algumas semanas depois a Assistente Social informou-nos de que tudo estava bem e bastava aguardar pelo oficio.
O que é certo é que a nossa filha, por ser mulata, e á altura revelar algum atrazo no seu desenvolvimento ( motor e linguistico), foi recusada por três casais nós fomos o quarto, e Graças a Deus a minha menina só precizava de alguem que a amasse incondicionalmente. Se me perguntarem se é justo as instituições estarem entupidas com crianças sem reuniram condições juridicas para a adopção, não é claro, que não justo. Mas dai a culparmos as Assistentes Sociais existe uma diferença. Já se questionaram sobre as condições que estas pessoas têm de trabalho. No meu caso e durante o periodo de acompanhamento quantas vezes a nossa Assistente Social fazia as visitas no seu carro particular por que os serviços não tinham nenhum disponivel, ou avariava etc... è mais facil "arranjarmos" culpados para a nossa espera que é sempre longa e as vezes desesperante. Na minha espera de 3 anos quantas vezes não me revoltei..... Mas com serenidade é mais facil ultrapassar, porque acreditem desde a inscrição até á audiência e decisão final muita calma temos que ter para o sistema e não para os operadores dos mesmos....

Afixado por: Ana em agosto 3, 2004 04:24 PM

ana
desculpa, mas concordo quase nada sobre o que diz. segundo a comissão há uma grande recuperação das listas de atrasos dos processos de avaliação. que eu saiba os recursos são os mesmos... mas foi preciso sair uma lei para que as listas fossem recuperadas...o que revela algumas, muitas, ineficácias no sistema de avaliação dos candidatos...
quando se fala em meter ao barulho advogados a acompanhar o processo as coisas andam logo mais depressa. porque será? alguma coisa não está bem no sistema para ficarem com receio. na minha opinião a ineficácia do sistema tem muito que ver a falta de competências das técnicas que fazem este trabalho. são pessoas incapazes de fazer qualquer planeamento da sua actividade por forma a responder aos candidatos quando é que irá ocorrer cada uma das etapas do seu processo. a meu ver isto só revela falta de competências em planeamento. por outro, o processo de avaliação não é muito complexo, pelo contrário. fazem nas três etapas quase as mesmas perguntas. vêm três vezes durante o processo de avaliação. que tipo de avaliação se pode fazer com estas condições? Para quê tanto tempo para avaliar um candadito quanto nos encontram apenas três vezes. uma delas, a visita de acompanhamento de uma forma rápida....desculpem mas o pouco tempo que tenho lidado com os serviços me permitem tirar estas e outras conclusões...

Afixado por: turandot em agosto 3, 2004 05:38 PM

turandot
Continuo a achar que a parte mais fácil é punir a face mais visivel do sistema. Não pense que não tenho reservas, e que acho o processo perfeito. Nada disso....
O que acho é que as assistentes sociais tentam cumprir as suas competências ou que alguem acha e lhes incute que são as suas competências. Tambem eu fui visitada 3 vezes, as perguntas parecem-nos ser as mesmas, mas não acha que a credebilidade das pessoas ( pais) se mede pela coereência das respostas. Acha que qualquer sistema no mundo dá sem mais uma criança sem saber o caracter de quem fica com ela, não acha que se um técnico ver a mesma criança 3 vezes espaçadas temporalmente não é capaz de verificar se a mesma é feliz, e se evoluiu do ponto de vista emocional.
Se acho bem, CLARO QUE NÃO, o que não concordo é no velho e continuado fado de ser Português que se resume á critica, critica e critica e especialmente ás pessoas que dão a face pelo sistema, mas não são elas o sistema. Tente falar com uma dessas técnicas, algumas são perfeitamente idiotas, mas como em tudo, tambem as há muito boas...
PS: A minha profissão nada tem a haver com o assunto.

Afixado por: Ana em agosto 3, 2004 06:07 PM

Ana,
não estou, não estamos, todos nós, que apresentamos aquu o que pensamos sobre o sistema, a punir qualquer pessoa. a punição cabe aos tribunais. mas enquanto cidadã que paga os seus impostos tenho o direito de criticar o sistema que se acho que ele me serve mal, nos serve mal ou com algumas ou muitas deficiências. só partir das críticas ao sistema é que este poderá evoluir no sentido de satisfazer melhor os seus clientes que somos todos nós. sabe ana já alguém dizia que "a sociedade não muda por decreto"; este pressuposto aplicado a nossa causa significa que pouco as leis poderão fazer se as pessoas que integram os sistema, do qual as técnicas e as seus superiores fazem parte, não mudarem de atitude. na minha opinião quem faz o sistema são as pessoas que lá trabalham...neste sentido é importante a crítica aos serviços de modo a que estes percebam que satifazem as expectativas de quem os procura...os serviços, tal como as empresas deveriam fazer a monitorização e avaliação da sua prestação, o que implicaria ouvir os pontos de vista de quem os procura. ás vezes ao contrário que a maior parte das pessoas pensa pequenas coisas, pequenas mudanças podem significar muito...mas a justificação é sempre a ausência de recursos humanos. às vezes é possível fazer omeletes sem ovos e ana como mãe saberá melhor do que eu que isto é possível...
digo-lhe ainda que iniciativas como a associação COLO e os encontros promovidos pelos pais e candidatos a pais adoptivos espelham em parte a insatisfação com o sistema. são forças que obrigam o sistema mudar mais depressa...assim como a atitude crítica de muitas pessoas...

é claro que é importante analisar a coerência das respostas dos candidatos, mas o que eu pergunto será isso suficiência para entregar uma criança a uma família? estou a pôr em causa o processo de avaliação que à primeira vista não me parece que seja eficaz na avaliação do canditado. acho que o processo deveria ser mais sólido, à primeira vista. mas também não sou uma especialista na matéria. gostaria que pessoas mais credenciadas se prenunciassem sobre o assunto. não sei como as coisas se passam noutros paises; se obedece ao mesmo perfil processual. ao que parece é que o processo também não é uniforme em todo o pais....neste contexto sou a favor,tal como a ana, que as crianças não devem ser entregues de qualquer maneira. não sou a favor do facilistimo, mas da solidez do processo de avaliação. o facto de se demorar mais tempo não significa, no processo actual, mais solidez das avaliações; as etapas e o número de vezes que as técnicas e os candidatos estão juntos são o mesmo...
é claro que como em qualquer lado há bons e maus profissionais...
a questão do acompanhamento que levanta é outra...também aqui defendo algum mais sólido, mais acompanhamento especializado, dos pais adoptivos, das crianças. como a ana sabe em muitos casos as crianças são entregues e o contacto das técnicas à família é quase nulo ou nulo...no caso das crianças mais velhas o sistema deveria oferecer acompanhamento especializado. como sabe os problemas de adaptação em crianças mais velhas é mais difícil...
gostei de conversar consigo, embora com uma posição contrária à minha. mas a crítica, o pôr em causa é fundamental para que as coisas avancem...
até breve

Afixado por: turandot em agosto 3, 2004 11:53 PM

turandot,
De facto é da diversidade que se cria a harmonia. Eu pertenço á SS de Santarém, e digo-vos que apesar de penoso o meu processo decorreu sem precauços.A avaliação foi feita por 2 pessoas, uma delas psicologa. Durante o periodo de acompanhamento tivemos 3 visitas domicialiárias que duraram cerce de 1H e 30 Min cada uma e as visitas com a excpção da ultima foram sempre feitas por uma equipa constituida por: 1 psicologa, 1 Assistente que acompanhou a minha filha no centro de acolhimento e a assistente social do nosso processo. Não posso criticar o sistema sem ter razões de queixa e só porque os outros o criticam.Durante as visitas houve sempre intereacção entre a criança, nós e a equipa. Se este procedimento não é solido, então....
Não se levante criticas gratuitas apresentem-se soluções mais sólidas, porque como diz o ditado "falar é fácil".
Da discussão se faz luz, até breve.

Afixado por: Ana em agosto 4, 2004 10:31 AM

Ana.

Não é uma questão de criticas gratuitas, no seu caso fala de um período de acompanhamento, entendo que é o período após a entrega da criança e até à adopção plena, é isso? Eu não sei como é nos outros casos, mas posso-lhe dizer que no meu caso, SS de Setúbal, após a entrega da criança eu não voltei a saber das assistentes sociais para nada, não tive visitas, não tive telefonemas, nada, exceptuando os contactos que tinham a ver com o andamento do processo de adopção, não existiu nenhum tipo de acompanhamento. Pior, ouve um dia em que a minha mulher se dirigiu a uma das assistentes sociais a pedir conselho e a resposta foi bem desagradável.

Felizmente as coisas correram bem, mas se tivessem corrido mal como é que era?

Tem razão, falar é fácil, fazer publicidade na televisão à lei é engraçado, mas como é que as coisas funcionam realmente?, eu posso falar por mim, eu já passei por todo o processo, e se quer que lhe diga, e já disse isto frente a uma das assistentes sociais, eu senti-me maltratado no processo, senti que só se lembravam de mim quando eu aparecia, senti que se eu não chateasse as coisas não andavam, todas as reuniões no processo de selecção eram marcadas para a semana a seguir a aparecer na segurança social, coincidência? Nunca soube qual era o numero do processo, nunca soube em que estado é que estavam as coisas, e só sabia qualquer coisa porque éramos chatos e aparecíamos, mesmo assim o processo demorou anos a estar concluído.

E depois um dia apareceram com uma criança que queriam deixar no mesmo dia, e não voltaram a aparecer, o que é que significa período de acompanhamento?

A minha opinião pessoal e depois de ter passado por todo o processo, é que a maior parte da culpa de que as coisas funcionem mal, é das pessoas que são a cara do sistema.

Afixado por: Jorge em agosto 4, 2004 11:47 AM

não são críticas gratuitas. é apenas um parecer de quem está há pouco com um processo de adopção e que é capaz fazer algumas críticas ao trabalho da SS...neste curto espaço de tempo de tempo que corre o meu processo já ocorreram factos inademissíveis, facilmente evitáveis, desde que se queira...
também já fiz ver à técnica que me acompanha o meu desagrado em relação às situações que aconteceram... há sempre uma desculpa para tudo. não há capacidade de reconhecimento de erro, de humildade, etc. essas críticas que se fazem ao sistema não deveriam cair em saco roto. a própria SS deveria procurar saber, através de mecanismos que são facéis de implementar, a qualidade do serviço que prestam. só assim poderão saber que o serviço que prestam não corresponde às expectativas dos candidatos, só assim poderiam procurar melhorar...
do meu ponto de vista, o problema de Portugal é exactamente não sermos capazes de criticar, de reclamar, etc.- não temos uma cultura da reclamação, pelo contrário somos submissos. a verdade é que o estado é para nos servir. é com os nossos impostos que os serviços estão a funcionar. enquanto contribuinte tenho o direito a reclamar se acho que as coisas não estão a funcionar bem. tenho sempre recorrer aos serviços do estado, não tenho alternativa, ao contrário quando vou a uma loja, um restaurante e sou mal atendida, nunca mais lá volto. há outras lojas e restaurantes. quanto ao serviço da adopção não há alternativa como sabe. portanto sinto-me no direito de reclamar, de criticar, etc. aqui e junto do serviço... os serviços só melhoram a sua prestação se o fizermos. até deveriam agradecer que assim fosse...estão a prestar um serviço. a lidar com pessoas que expõem a sua vida...portanto, muitas vezes, deveria haver mais cuidado...afinal estamos falar de questões do foro emocional...muito pessoais...

fico contente que no seu caso as coisas tenham sido diferentes...parece à primeira vista uma avaliação mais sólida...lembre-se que nem todos os casos são assim...já pertenci ao distrito de santarém. foi pena não ter avançado com o processo ai...mas agora resolvi fazê-lo...paciência

quanto ao que o jorge diz em relação ao acompanhamento ele tem toda a razão...as coisas não deveriam nunca funcionar assim...
.................................................................................................

Afixado por: turandot em agosto 4, 2004 01:06 PM

Jorge e turandot,
De facto cada caso é um caso, No meu tive sempre comunicação aberta em qualquer situação de duvida, fosse de comportamento da minha filha ou outro, com a equipa de acompanhamento. Sempre que tinha necessidade de falar com a psicologa ou com a assistente social era tratada sempre com simpatia e atenção. Inclusivé fiquei com os contactos particulares em caso de necessidade fora de horas ou ao fim de semana.

Proponho a todos que se rastrei aqui no blog quais os distritos onde as situações decorrem da maneira como estão a retratar. Porque é certo que o descontentamento leva a reclamações. Não quero acreditar que o meu caso é excepção á regra...
Mas se assim for contem comigo para um movimento nacional para melhorar as coisas.

Afixado por: Ana em agosto 4, 2004 01:28 PM

ana,
o encontro será um ponto de partida para discutir e axpôr situações destas...o programa é muito diversificado...contamos com a sua presença...
até breve...

Afixado por: turandot em agosto 4, 2004 02:36 PM

ana,
o encontro será um ponto de partida para discutir e axpôr situações destas...o programa é muito diversificado...contamos com a sua presença...
até breve...

Afixado por: turandot em agosto 4, 2004 02:36 PM

Ana

O seu contributo é realmente importante! Porque é importante relatar não só as situações que correm menos bem, mas também as que correm bem! Os processos que correm bem é o exemplo que é possivel fazer o trabalho bem feito, com profissionalismo e dedicação! Penso que as equipas que trabalham bem, também devem ser referenciadas!
Espero contar consigo e com a sua menina no Encontro de Outubro
Um abraço
AlexandraP

Afixado por: AlexandraP em agosto 4, 2004 10:51 PM

Ana:

Lamentavelmente o seu caso é a excepção, quando deveria ser a regra.

Depois de ter dado o meu testemunho aqui no blog não imagina as situações que já me foram relatadas. Inacreditáveis!!!!!!

Já adoptei uma criança (adopção internacional)e tive de lutar muito. Neste momento estou num segundo processo e por motivos pessoais pertenço a outro centro e digo-lhe que notam-se as diferenças. Mas isto não deveria de acontecer. Não se admite que um simples questionário de inicío de processo seja diferente de centro para centro, bem como toda a tramitação do processo. Mas o que é isto????? Mas cada um faz o que quer????Não há regras???? e não existem critérios uniformes????? Porquê????? Não há fiscalizações?

Felicidades para si e talvez a equipa que a acompanhou seja um exemplo a seguir e merecedora de reconhecimento.

Maria Joana

Afixado por: Maria Joana em agosto 4, 2004 11:20 PM

Olá,
Depois de algumas semanas em que estive ocupada com outro trabalho, retomei o artigo sobre a adopção.
Estou a ter alguma dificuldade em conseguir falar com pessoas que tenham já adoptado uma criança recentemente. Também gostaria de falar com um casal com mais de 45/50 anos que tenha adoptado ou seja candidato.
Obrigada pela a ajuda.

Susana Lúcio, da revista Focus
Tel.: 21 923 84 52

Afixado por: Susana Lúcio em agosto 25, 2004 11:41 AM

6 meses? mentira!!! Nós estamos aguardar a 14 meses!!!!

Afixado por: pedro em setembro 20, 2004 06:50 PM

Just sent in my paper work two days ago and received a call today confirming our first interview ,ten days from now!! Is this normal? I'm over the moon

Afixado por: adrienne em novembro 11, 2004 03:55 PM

Relativamente ao último parágrafo deste texto, gostaria que alguém me elucidasse sobre o seguinte:
Quando dizem que:
"A Comissão estima igualmente que o tempo médio para concretizar uma adopção (desde o início da candidatura à decisão) seja de 18 meses".
Gostava que alguém me explicasse a partir de que etapa das que abaixo enumero começam a contar os 18 meses, porque eu e a minha esposa estamos tentando adoptar uma criança e já passámos por várias etapas:
1-Ofício dirigido ao CDSSS de Faro oficializando o nosso interresse (Março/2003);
2-Reunião no CDSSS de Faro (apenas um ano depois do n/ ofício) para uma 1ª abordagem sobre o assunto e informando toda a documentação necessária entregar p/ oficializar a candidatura (Abril/2004).
3-No mês seguinte (Maio/2004)entregámos a documentação solicitada, oficializando desta forma a Candidatura à adopção.
4-Em Junho/2004, nova reunião desta vez na nossa habitação com uma Técnica de Adopções.
5-Em Setembro/2004, reunião no CDSSS de Faro com uma psicóloga.
6-Dia 01/11/2004, recebemos ofício com o Certificado de Selecção de Candidato a Adoptante, integrando a partir da presente data a "Rede de Candidatos a Adoptantes com Nacionalidade Portuguesa".
Muito Obrigado

Afixado por: Antonio Lopes em novembro 11, 2004 10:15 PM

O nosso processo de candidatura e até recebermos o certificado demorou 16 meses na Segurança Social de Leiria!!! E agora??? Quantos muitos mais meses!!!

Afixado por: Pedro em novembro 12, 2004 06:48 PM

O nosso processo de candidatura e até recebermos o certificado demorou 16 meses na Segurança Social de Leiria!!! E agora??? Quantos muitos mais meses!!!

Afixado por: Pedro em novembro 12, 2004 06:49 PM