Jornal A Capital
7 de Janeiro de 2005
Milhões de crianças e jovens em todo o mundo aguardam um pai e uma mãe que as ajude a reconstruir a vida.
Ao contrário de países como a Espanha, em Portugal, a adopção internacional ainda não é um recurso encarado como sendo comum.
A questão volta a colocar-se de cada vez que uma tragédia torna órfãos milhares de crianças. O maremoto do sudeste asiático não foi excepção e veio resgatar as interrogações de sempre. Que passos dar para adoptar uma criança estrangeira e porque razão é tão difícil consegui-lo, mesmo sendo um dado adquirido para todos que o que está em causa são seres não autónomos, a partir de agora à mercê da sua sorte?
A adopção internacional tem duas vertentes, sendo que cada país pode adoptar mas também dar à adopção crianças ou jovens sem família ou oriundos de lares desestruturados.
Em Portugal, a hipótese de adopção de meninos e meninas de outros países está longe de ser algo assimilado pela maioria dos potenciais adoptantes. Os casais ou singulares com disponibilidade para acolher uma criança optam quase sempre pela oferta nacional. Ou por falta de informação, ou por uma questão de proximidade, ou porque adoptar alguém que nasceu num outro país traz consigo a questão de uma língua e uma cultura diferentes.Por outro lado, entraves da legislação portuguesa tornam difícil que estrangeiros se tornem pais das nossas crianças e jovens à espera de uma família.
..(Continua na edição impressa)
CATARINA FIGUEIRA
Olá
Tenho 23 anos, faço 24 em Maio, o meu marido faz 26 em Julho, estamos casados há 4 anos e temos um filho com 2 anos e meio. Desde sempre que quis adoptar uma criança, dizia que queria adoptar um filho por cada filho que tivesse. Tenho procurado muita informação aqui na net, mas eu ainda não tenho os 25 anos que são necessários... Será que, uma vez q já estou casada há 4 anos e o meu marido já tem os 25, conseguirei meter o processo? E quanto tempo demorará o processo a estar concluído? Agradeço as informações que me possa prestar.
Vai ter de esperar mm até fazer os 25 mas já não falta muito...
E infelizmente tem de se mentalizar que a espera é sempre longa e um pouco difícil embora possa ser menor se optar por escolher uma criança com uma idade mais avançada (a partir dos 5).
Bjinhos e boa espera. Não desista!
Paula
Afixado por: PaulaP em janeiro 12, 2005 10:39 AMSempre falta mais de um ano... Outra coisa que queria perguntar é que, pelo que tenho lido, fiquei com a ideia que, para além do processo ser moroso ( mas isso eu já sabia), é que a "disponibilidade" das crianças ( o que li foi "crianças aptas para adopção") é muito inferior ao número de pessoas que querem adoptar... Não percebo como, se há tantas crianças em instituições... A minha vontade de adoptar não é por não poder ter filhos, uma vez que até já tenho um, e fiquei com receio de, ao inscrever-me, poder estar a ficar com a vez de alguém que não os possa ter naturalmente. Sempre julguei que houvesse poucas pessoas a querer adoptar, comparando com as crianças que estão para adopção, mas agora já não sei... Conseguem esclarecer-me?
Afixado por: Sandra Nunes em janeiro 12, 2005 04:04 PMcaríssima,
a procura é maior que a oferta. a infertilidade dos casais levou a que a adopção seja uma solução...
o tempo médio de espera deve rondar os 3/4 anos (contas minhas),tempo que pode ser maior ou menor em função dos critérios/características das crianças (idade, raça,...).
na verdade existem muitas crianças institucionalizadas mas nem todas estão para adopção. desde que as crianças recebam a visita dos pais, mesmo que irregular, as instituições não dão entrada dos seus processos para encaminhar as crianças para a adopção. a realidade é que também não interessa às instituições que as crianças sejam encaminhadas para adopção. sem crianças deixam de justificar a sua existência...infelizmente a realidade é está...
não desista...
caríssima,
a procura é maior que a oferta. a infertilidade dos casais levou a que a adopção seja uma solução...
o tempo médio de espera deve rondar os 3/4 anos (contas minhas),tempo que pode ser maior ou menor em função dos critérios/características das crianças (idade, raça,...).
na verdade existem muitas crianças institucionalizadas mas nem todas estão para adopção. desde que as crianças recebam a visita dos pais, mesmo que irregular, as instituições não dão entrada dos seus processos para encaminhar as crianças para a adopção. a realidade é que também não interessa às instituições que as crianças sejam encaminhadas para adopção. sem crianças deixam de justificar a sua existência...infelizmente a realidade é esta...
não desista...
Sandra
1º eu tb já tenho 1 filha e pensei exactamente o q está a pensar. Veja as coisas deste prisma: há algures 1 criança q não será mais feliz em nenhum lar do q no seu. Não quisemos ficar na lista nacional exactamente por isso mas quem sabe se ainda lá voltamos...
2º infelizmente a Turandot tem razão em relação a algumas (quase todas as instituições) mas há excepções e o problema não reside apenas nas instituições - há toda uma mentalidade a ser alterada. Tenho a felicidade de trabalhar numa instituição que apoia e defende a adopção a 100% mas sei quão raro é. No concelho onde estamos fomos a 1ª instituição a entegar crianças para adopção. Nós fazemos o melhor que podemos enqto eles estão connosco mas não há instituição, por melhor que seja (e a nossa é mm boa) que substitua uma família. Tudo o que os nossos meninos mais queriam era ter uma mãe e um pai só para eles! Em 2 anos de existência já entregamos crianças para adopção e algumas regressaram à família de origem. Não queriamos de todo que eles ficassem connosco mas que fossem para melhor.
A questão é que as crianças que estão para adopção têm entre 7 e 14 anos.
Agora falando de empeçilhos, às x são os pp juízes que não concordam com a adopção e entravam todo o processo (sei por experiência pp e pelos relatos da nossa AS do processo de adopção)
Bem , desculpem o testamento mas não me canso de dizer isto.
Bjinhos
Paula
Afixado por: PaulaP em janeiro 14, 2005 12:27 PMEste não é um comentário...
Este é um pedido de AJUDA!!!!!!!!!!
HELP!!! A quem adoptou e passou pelo mesmo e até outras situações, eu preciso de ouvir qq coisa....
Enfim: Aqui vai: Nós adoptamos dois irmãos de 2 e 5 anos, há 4 anos. Um TIO BIO`LÓGICO apareceu cá em casa HOJE!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
quer ter contacto com os meninos!!!!!!!!!! quer vê-los
e eu tive azar!!! Os miudos andavam a brincar na rua (eu moro numa aldeia e eles aindam brincam na rua... :-)) e ele (o TIO) viu-os!!!!!
Que fazer? Como agir???? Legalmente há algo a fazer????
Please..... digam qq coisa para o meu mail.
Florbela
Infelizmente não a posso sossegar, mas uma dúvida assaltou-me: como soube esse tio biológico onde estavam os meninos? essas informações não são sigilosas, isto é, o destino das crianças não fica salvaguardado?
Afixado por: manuela em janeiro 15, 2005 10:36 PMFlorbela, contacte a Segurança Social, as técnicas lá saberão aconselhá-la. Eu tenho uma amiga que é técnica da SS já há muitos anos e precisamente nos serviços de adopção, e sei que estes casos podem acontecer. Calma e serenidade, entendo a sua aflição, mas tente agir sem pânico. Ligue para a SS, repito, fale com a psicóloga do seu processo, por exemplo.
Maria Van Dijk
Florbela:
Diz que já tem os seus filhos há 4 anos. Houve sentença do juiz a seu favor e eles estão registados como seus? Se sim, não há nada a temer, até pode vir a mãe biológica... De resto, estou como a pessoa de um comentário anterior, o melhor é falar com os técnicos da sua área de residência.
Florbela, falei com a tal amiga minha dos serviços de adopção sobre o seu problema. Como é óbvio, os parentes biológicos dos seus filhos nada podem fazer legalmente contra si. Absolutamente nada. Sejam eles quem forem, mãe, pai, e por aí fora. O problema é que eles podem é fazer muitos estragos a outros níveis, e não preciso enumerá-los. Já aconteceram casos de pais adoptivos que tiveram de se mudar de cidade, alterar completamente as suas vidas, para se verem livres de perseguições, chantagens, etc. No seu caso em concreto, vamos pensar que esse tio irá desaparecer por si mesmo. E esteja atenta, claro.
alguém me sabe dizer como teve esse tio acesso à morada das crianças? volto a perguntar: essas informações não ficam reservadas para os técnicos? alguém que me esclareça, por favor.
Afixado por: manuela em janeiro 17, 2005 02:49 PMObrigada pelas palavras de apoio.
É a segunda vez que ele aparece em casa: a 1ª foi há exactamente dois anos (ele trabalha nos EUA!).
Na 1ª vez que ele lá foi levava a morada COMPLETA (os SETE dígitos do código postal!!!!!!!). Disse-nos que o irmão a conseguiu através de uma advogada amiga dele!!!! Fui ao procurador da república expôr a situação e fui "gozada", i.e., ela achou que a situação não era grave.
Enfim...
A adopção plena já foi decretada em Maio de 2003. Sei que legalmente não há nada que eles façam... mas emocionalmente, que estragos eles poderão fazer aos meus (!!!!MEUS!!!) filhos??? não sei e nem quero saber.....
O Tio não me pareceu má pessoa, e quando os viu (sim, ele viu-os, pq esles estavam na rua a brincar!!!) sorriu, comentou que eles estavam muito lindos e foi-se embora....
Não sei que pense nem sei q diga...
Quanto à SS, a equipa inicial já não está lá a trbalhar... e a 2ª equipa tb está desmembrada....
Obrigada a todos....
Afixado por: Florbela em janeiro 17, 2005 03:18 PMFlorbela,
O que li deixou-me muito revoltado. Pareceu-me óbvio que esse tio conseguiu a morada das crianças, e se o fez é porque tinha a intenção de as encontrar. Com que objectivos é que não se sabe, mas poderão até ser apenas razões do coração. Numa família desestruturada, nem todos os elementos o são. Mas é claro que também se pode pôr uma hipótese mais negativa. Acho que deveria falar com os seus filhos sobre este assunto.
Quanto ao facto de a procuradoria da república não se ter mostrado interessada no caso, julgo que poderá insistir e pôr o assunto por escrito, tal como apresentar queixa na ordem dos advogados.
Para terminar, parabéns por ter adoptado 2 crianças. Eu já adoptei um e se tivesse mais desafogo financeiro adoptava outro.
Florbela,
Do que li e percebi parece-me que deverá apresentar queixa, por escrito, na Procuradoria-Geral da República. Trata-se de uma grave violação de regras legais e como tal a Procuradoria não poderá, em circunstância alguma, ficar alheia. Se precisar de ajuda, pode enviar-me um mail.
Maria Basto
florbela
até gelei,com essa do tio aparecer sem ser sequer convidado.
eu se fosse a si, pedia uma providencia cautelar,de modo a que ele por ordem do tribunal não possa chegar a menos do que alguns metros das crianças,visto vocês os pais,não quererem contactos com essa familia,e pensarem que não é de todo recomendavel,nem bom para a estabilidade psicológica das crianças,esse tipo de intro
beijos
gimissão.
não os deixem aproximar,nem contactar com eles,porque nunca se sabe as intenções,e para mais se vivem no estrangeiro,depois não se conseguem localizar.
eu se fosse vocês não facilitava.