No passado dia 22 teve lugar, na Parede (linha de Cascais) a primeira reunião deste fórum. Estiveram presentes a maioria das pessoas que constitui este grupo de trabalho.
Foram identificados os principais problemas ao nível da adopção em Portugal, nesta primeira reunião de trabalho.
O grupo propõe-se agora contextualizar e caracterizar de uma forma mais profunda os problemas identificados e sinalizar as soluções que podem obviar esses mesmos problemas.
Numa fase mais avançada será formalizado um documento que terá uma divulgação aberta como podem constatar no texto que se segue.
O grupo de trabalho gostaria, no entanto, de contar com a participação de todos os que frequentam o Blog, através da identificação de problemas e soluções para resolução dos problemas. Poderão enviar os vossos contributos para o seguinte endereço: ffscalabis@hotmail.com (Filomena Faustino).
Gratos pela atenção dispensada.
Enquadramento:
Este Fórum constitui uma acção do Observatório Opção + Adopção – Observatório On Line sobre a adopção. Pretende-se no final da acção sistematizar um documento que identifique os principais problemas e desafios que se colocam à adopção em Portugal. Pretende-se ainda que este documento possa servir de ponto de partida e de orientação para outras intervenções/acções que possam vir a surgir no âmbito da adopção.
Objectivos
Identificar os problemas e os desafios que se colocam à adopção em Portugal.
Difundir e partilhar os resultados pelas instâncias que directa ou indirectamente trabalham e que se interessam com a adopção em Portugal (serviços públicos de adopção (adopção nacional e internacional), partidos políticos, candidatos e pais adoptivos, instituições de ensino superior, etc.
Metodologia de trabalho (Fórum)
1ª. Etapa (Identificação de problemas e desafios)
Reunião de lançamento do grupo de trabalho
Reuniões entre o grupo de trabalho, antecedidas de trabalho de investigação, reflexão e preparação sobre as temáticas/problemas identificadas na primeira reunião de trabalho.
Produto: Documento preliminar sobre os problemas e desafios que se colocam à adopção em Portugal (documento de trabalho)
2ª. Etapa (Consolidação e validação dos problemas e desafios)
Sessão de trabalho/ reunião com serviços de adopção de adopção
Sessão de trabalho/reunião com Conselho Orientador da COLO
Produto: Documento Final sobre os problemas e desafios que se colocam à adopção em Portugal
3ª. Etapa (Divulgação de resultados)
Seminário para apresentação de resultados alargado à comunicação social, serviços de adopção, instituições de ensino superior, partidos políticos, candidatos e pais adoptivos, …)
Constituição do grupo de trabalho:
Filomena Faustino (Coord.) candidata à adopção singular (adopção nacional e internacional).
Imma Agusti, mãe adoptiva (adopção internacional)
Cibele Pinto Cardoso, candidata à adopção (adopção nacional e internacional).
Sandra Cunha (futura candidata à adopção)
Maria João Barão, mãe adoptiva (adopção nacional)
Maria João Louro, mãe adoptiva (adopção internacional)
Nuno Ferreira, candidato à adopção (nacional e internacional)
Olá,
eu ainda n coloquei os papeis para adopção, gostaria de o fazer ainda este ano, mas n sei se entretanto reunirei condições para o fazer (casa,etc).
No entanto estou a tentar manter-me informada porque desde sempre que quis adoptar uma menina chinesa, pelo que queria deixar aqui o meu apoio e gostaria de poder ajudar em tudo o que for preciso para que possamos ver o processo de adopção mais simplificado...
Qualquer coisa que possa ajudar contem comigo.
Marta
obrigada marta.
faço votos que dê entrada rapidamente dos seus papéis. mas pela menina chinesa terá que esperar até que a DGSS se disponha a fazer um acordo com a china...
boa sorte
Olá
Há cerca de 4 anos fizemos (eu e a minha esposa) a inscrição para adopção de uma criança.
Em Dezembro de 2004 fomos contactados pela Seg. Social com o fim de obterem o nosso acordo para a recebermos uma criança com 3 mêses de idade, após o qual nos entregariam o bébe num prazo de 3 dias. A nossa aceitação foi imediacta, mas passados 3 dias informaram-nos que demoraria mais algum tempo já que teria que haver um despacho do tribunal. Passados dois mêses o processo continua pendente no tribunal sem que nos sejam dadas quaisquer informações, nem pelo tribunal, nem pela equipa de adopção da Segurança Social a não ser coisas do genero: "... dois mêses?!! terão que esperar muito mais..." , "... o quê?!! O processo está com esse procurador do ministério público?... Então têm muito que esperar...mas não posso dizer mais nada..." etc. ...
O que devemos fazer? Obrigado
Olá,
Por muito angustiante que possa ser, essa demora parece-me habitual à luz da nossa legislação. O que eu estranho, embora possa estar errada, é que uma criança tão pequena possa ter sido dada como apta para adopção. Não terá havido nenhuma precipitação por parte da SS em contactar-vos? É que mesmo quando uma mãe quer entregar um recém-nascido para adopção há um prazo mínimo de seis meses (se não estou enganada)após o nascimento até poder de facto fazê-lo.
Seja como for, desejo-vos felicidades, que tudo se resolva rapidamente. Apesar de tudo, depois de 4 anos, o sonho está muito mais perto de se concretizar.
Cristina
Olá António, não estranhe esse procedimento, pois pela nova lei ele passou a ser usual. Isto é, quando a Seg. Social tem uma criança cujo processo para ser decretada a sua adopção ainda está em tribunal, mas é quase certo que a sua adoptabilidade vai ser decretada a Seg. Social indica o nome de um casal para esse processo a fim de que a criança, mal seja decretada a sua adoptabilidade, seja confiado judicialmente a esse casal com vista à sua adopção plena.
E se o bébé tem apenas 3 meses é quase certo que deve ter havido um consentimento prévio por parte da sua mãe biológica. Provavelmente a demora deve-se a alguma acção de investigação de paternidade,que pode realmente demorar até seis meses. É certo que este novo procedimento causa muito mais ansiedade ao casal. Há que ter paciência e confiar que tudo vai correr bem.
A mim aconteceu-me uma situação idêntica mas para chegar lá esperei quase cinco anos e acabei por não ficar com essa criança pois não estava a aguentar a ansiedade que o processo me estava a causar. Desisti dessa criança e não me importei de esperar mais algum tempo por uma situação que, doponto de vista legal já estivesse resolvida, isto é, que a criança que me propusessem já tivesse a sua adoptabilidade perfeitamente decretada.
Mas a situação que lhes propuseram não deve de certeza ser tão complicada como a que me tinham proposto a mim.
Muitas felicidades
Esqueci-me de referir que este novo procedimento no âmbito da nova lei tem por objectivo evitar que as crianças passem por instituições ou familias de acolhimento, sendo logo entregues ao casal que a irá adoptar.
Afixado por: Isabel M. em fevereiro 13, 2005 01:14 AMantónio
porque não tenta que lhe deem confiança administrativa????
o bébé era-lhe entregue imediatamente pela ss,que o acompanharia,mas em vez de ficar à guarda de uma instituição ficava com vocês.
informe-se e se for caso disso contrate um advogado,às vezes os tribunais complicam coisas que são bem simples...enfim cada caso é um caso,não custa tentar saber se o seu pode ter esta solução.
muita sorte para vocês,
não se esqueçam que algures o vosso filho espera por vós....têm se ser fortes, porque a todo o momento podem precisar dessa força para lhe dar!
Olá!
Conheci o vosso espaço por causa de uma investigação académica que me encontro a desenvolver acerca de adopção de crianças em idade escolar e gostaria de, em primeiro lugar, enaltecer o esforço de entreajuda patente nos esclarecimentos e no apoio que proporcionam a pais adoptantes.
Gostaria também de esclarecer algumas dúvidas minhas acerca da fase de pós adopção, uma vez que não encontro suficientes referências sobre este assunto.
Assim, e de acordo com a vossa experiência, como é que sentiram a relação que se estabeleceu com as instituições, com os técnicos, ao longo do processo? Que apoio é/foi prestado pelas instituições no período pós adopção? Onde se verificam as maiores carências?
É certo que cada caso é um caso, mas seria possível descrever algumas das maiores dificuldades sentidas no estabelecimento da relação com as vossas crianças?
O meu trabalho ficaria incompleto sem esta colaboração, pelo que agradeço toda a atenção dispensada e coloco-me ao vosso dispor para esclarecimento de qualquer questão. Muito obrigada.
Olá Elisa!
Referiu que está a fazer um trabalho sobre adopção de crianças em idade escolar.
Eu adoptei um rapaz de 6 anos, já andava na escola, e pode contactar para o meu email se entender que a minha situação a pode ajudar.