janeiro 25, 2005

FÓRUM – Problemas e Desafios que se colocam à adopção em Portugal

No passado dia 22 teve lugar, na Parede (linha de Cascais) a primeira reunião deste fórum. Estiveram presentes a maioria das pessoas que constitui este grupo de trabalho.

Foram identificados os principais problemas ao nível da adopção em Portugal, nesta primeira reunião de trabalho.

O grupo propõe-se agora contextualizar e caracterizar de uma forma mais profunda os problemas identificados e sinalizar as soluções que podem obviar esses mesmos problemas.

Numa fase mais avançada será formalizado um documento que terá uma divulgação aberta como podem constatar no texto que se segue.

O grupo de trabalho gostaria, no entanto, de contar com a participação de todos os que frequentam o Blog, através da identificação de problemas e soluções para resolução dos problemas. Poderão enviar os vossos contributos para o seguinte endereço: ffscalabis@hotmail.com (Filomena Faustino).

Gratos pela atenção dispensada.

Enquadramento:
Este Fórum constitui uma acção do Observatório Opção + Adopção – Observatório On Line sobre a adopção. Pretende-se no final da acção sistematizar um documento que identifique os principais problemas e desafios que se colocam à adopção em Portugal. Pretende-se ainda que este documento possa servir de ponto de partida e de orientação para outras intervenções/acções que possam vir a surgir no âmbito da adopção.


Objectivos
 Identificar os problemas e os desafios que se colocam à adopção em Portugal.

 Difundir e partilhar os resultados pelas instâncias que directa ou indirectamente trabalham e que se interessam com a adopção em Portugal (serviços públicos de adopção (adopção nacional e internacional), partidos políticos, candidatos e pais adoptivos, instituições de ensino superior, etc.

Metodologia de trabalho (Fórum)
1ª. Etapa (Identificação de problemas e desafios)

 Reunião de lançamento do grupo de trabalho

 Reuniões entre o grupo de trabalho, antecedidas de trabalho de investigação, reflexão e preparação sobre as temáticas/problemas identificadas na primeira reunião de trabalho.

Produto: Documento preliminar sobre os problemas e desafios que se colocam à adopção em Portugal (documento de trabalho)

2ª. Etapa (Consolidação e validação dos problemas e desafios)

 Sessão de trabalho/ reunião com serviços de adopção de adopção

 Sessão de trabalho/reunião com Conselho Orientador da COLO

Produto: Documento Final sobre os problemas e desafios que se colocam à adopção em Portugal

3ª. Etapa (Divulgação de resultados)

 Seminário para apresentação de resultados alargado à comunicação social, serviços de adopção, instituições de ensino superior, partidos políticos, candidatos e pais adoptivos, …)

Constituição do grupo de trabalho:

Filomena Faustino (Coord.) candidata à adopção singular (adopção nacional e internacional).
Imma Agusti, mãe adoptiva (adopção internacional)
Cibele Pinto Cardoso, candidata à adopção (adopção nacional e internacional).
Sandra Cunha (futura candidata à adopção)
Maria João Barão, mãe adoptiva (adopção nacional)
Maria João Louro, mãe adoptiva (adopção internacional)
Nuno Ferreira, candidato à adopção (nacional e internacional)

Publicado por PauloS em janeiro 25, 2005 07:18 PM
Comentários

Olá,
eu ainda n coloquei os papeis para adopção, gostaria de o fazer ainda este ano, mas n sei se entretanto reunirei condições para o fazer (casa,etc).
No entanto estou a tentar manter-me informada porque desde sempre que quis adoptar uma menina chinesa, pelo que queria deixar aqui o meu apoio e gostaria de poder ajudar em tudo o que for preciso para que possamos ver o processo de adopção mais simplificado...
Qualquer coisa que possa ajudar contem comigo.
Marta

Afixado por: Marta em fevereiro 9, 2005 10:06 PM

obrigada marta.
faço votos que dê entrada rapidamente dos seus papéis. mas pela menina chinesa terá que esperar até que a DGSS se disponha a fazer um acordo com a china...
boa sorte

Afixado por: filomena em fevereiro 10, 2005 08:56 AM

Olá
Há cerca de 4 anos fizemos (eu e a minha esposa) a inscrição para adopção de uma criança.
Em Dezembro de 2004 fomos contactados pela Seg. Social com o fim de obterem o nosso acordo para a recebermos uma criança com 3 mêses de idade, após o qual nos entregariam o bébe num prazo de 3 dias. A nossa aceitação foi imediacta, mas passados 3 dias informaram-nos que demoraria mais algum tempo já que teria que haver um despacho do tribunal. Passados dois mêses o processo continua pendente no tribunal sem que nos sejam dadas quaisquer informações, nem pelo tribunal, nem pela equipa de adopção da Segurança Social a não ser coisas do genero: "... dois mêses?!! terão que esperar muito mais..." , "... o quê?!! O processo está com esse procurador do ministério público?... Então têm muito que esperar...mas não posso dizer mais nada..." etc. ...
O que devemos fazer? Obrigado

Afixado por: António Lima em fevereiro 12, 2005 07:55 PM

Olá,
Por muito angustiante que possa ser, essa demora parece-me habitual à luz da nossa legislação. O que eu estranho, embora possa estar errada, é que uma criança tão pequena possa ter sido dada como apta para adopção. Não terá havido nenhuma precipitação por parte da SS em contactar-vos? É que mesmo quando uma mãe quer entregar um recém-nascido para adopção há um prazo mínimo de seis meses (se não estou enganada)após o nascimento até poder de facto fazê-lo.
Seja como for, desejo-vos felicidades, que tudo se resolva rapidamente. Apesar de tudo, depois de 4 anos, o sonho está muito mais perto de se concretizar.

Cristina

Afixado por: Cristina em fevereiro 12, 2005 10:53 PM

Olá António, não estranhe esse procedimento, pois pela nova lei ele passou a ser usual. Isto é, quando a Seg. Social tem uma criança cujo processo para ser decretada a sua adopção ainda está em tribunal, mas é quase certo que a sua adoptabilidade vai ser decretada a Seg. Social indica o nome de um casal para esse processo a fim de que a criança, mal seja decretada a sua adoptabilidade, seja confiado judicialmente a esse casal com vista à sua adopção plena.
E se o bébé tem apenas 3 meses é quase certo que deve ter havido um consentimento prévio por parte da sua mãe biológica. Provavelmente a demora deve-se a alguma acção de investigação de paternidade,que pode realmente demorar até seis meses. É certo que este novo procedimento causa muito mais ansiedade ao casal. Há que ter paciência e confiar que tudo vai correr bem.
A mim aconteceu-me uma situação idêntica mas para chegar lá esperei quase cinco anos e acabei por não ficar com essa criança pois não estava a aguentar a ansiedade que o processo me estava a causar. Desisti dessa criança e não me importei de esperar mais algum tempo por uma situação que, doponto de vista legal já estivesse resolvida, isto é, que a criança que me propusessem já tivesse a sua adoptabilidade perfeitamente decretada.
Mas a situação que lhes propuseram não deve de certeza ser tão complicada como a que me tinham proposto a mim.
Muitas felicidades

Afixado por: Isabel M. em fevereiro 13, 2005 01:09 AM

Esqueci-me de referir que este novo procedimento no âmbito da nova lei tem por objectivo evitar que as crianças passem por instituições ou familias de acolhimento, sendo logo entregues ao casal que a irá adoptar.

Afixado por: Isabel M. em fevereiro 13, 2005 01:14 AM

antónio
porque não tenta que lhe deem confiança administrativa????
o bébé era-lhe entregue imediatamente pela ss,que o acompanharia,mas em vez de ficar à guarda de uma instituição ficava com vocês.
informe-se e se for caso disso contrate um advogado,às vezes os tribunais complicam coisas que são bem simples...enfim cada caso é um caso,não custa tentar saber se o seu pode ter esta solução.

muita sorte para vocês,


não se esqueçam que algures o vosso filho espera por vós....têm se ser fortes, porque a todo o momento podem precisar dessa força para lhe dar!

Afixado por: gibarao em março 17, 2005 02:57 PM

Olá!
Conheci o vosso espaço por causa de uma investigação académica que me encontro a desenvolver acerca de adopção de crianças em idade escolar e gostaria de, em primeiro lugar, enaltecer o esforço de entreajuda patente nos esclarecimentos e no apoio que proporcionam a pais adoptantes.
Gostaria também de esclarecer algumas dúvidas minhas acerca da fase de pós adopção, uma vez que não encontro suficientes referências sobre este assunto.
Assim, e de acordo com a vossa experiência, como é que sentiram a relação que se estabeleceu com as instituições, com os técnicos, ao longo do processo? Que apoio é/foi prestado pelas instituições no período pós adopção? Onde se verificam as maiores carências?
É certo que cada caso é um caso, mas seria possível descrever algumas das maiores dificuldades sentidas no estabelecimento da relação com as vossas crianças?
O meu trabalho ficaria incompleto sem esta colaboração, pelo que agradeço toda a atenção dispensada e coloco-me ao vosso dispor para esclarecimento de qualquer questão. Muito obrigada.

Afixado por: Elisa em março 22, 2005 11:23 PM

Olá Elisa!
Referiu que está a fazer um trabalho sobre adopção de crianças em idade escolar.
Eu adoptei um rapaz de 6 anos, já andava na escola, e pode contactar para o meu email se entender que a minha situação a pode ajudar.

Afixado por: Antonio em março 23, 2005 03:10 PM