Depois de estudar o dossier da adopção, percebi que o enfoque da minha reportagem tería que ser na forte Institucionalização de Crianças em Portugal...os tais "depósitos" de crianças de que fala o Dr.Vilas Boas... Assim optei por um discurso, ao longo da reportagem, na primeira pessoa através da voz do Jorge um menino de 15 anos que viveu dos 9 meses aos 9 anos de idade numa instituição até que foi libertado para adopção.
O depoimento do Jorge (inédito,penso eu porque dá uma visão de dentro da instituição) vai evoluindo e sublinhando algumas questões que acredito serem fundamentais....
1.INSTITUIÇÂO PORLONGADA
2.EXPECTATIVAS ADOPÇÂO
3.O TEMPO DOS TRIBUNAIS/O TEMPO DAS CRIANÇAS
4.OS LAÇOS DE SANGUE
5.A FALTA DE COLO
Juntamente com o depoimento do Jorge vão sendo divulgados os dados oficiais a que tive acesso, outras entrevistas que possa vir a fazer e que sejam ilustrativas da situação e ainda denuncias pontuais de outros casos que corroborem a prática de vida do Jorge (ex: quando ele falar que insistiram em recoloca-lo na familia biológica e que regressou à instituição meses depois com maus tratos...dar um caso extremo(de morte) da criança de Ermesinde).
Esta será a estrutura em que vou apostar e é nesse sentido que preciso da vossa ajuda para encontrar casos ou pessoas que os denunciem...agradecia igualmente que corrigissem esta estrutura, caso não concordem ou tenham alternativas válidas, acrescentem algo de importante aos 5 pontos acima indicados, me indiquem nomes e contactos de juizes capazes de assumir que há insensibilidade judicial aos tempos da crianças e juizes que forçam laços biológicos,etc.
Preciso da Vossa ajuda URGENTE.
Obrigado.
Alexandra
Alexandra P. Borges apborges@tvi.pt
Publicado por PauloS em março 21, 2005 06:41 PMERA BOM QUE TAL REPORTARGENS PUBLICADAS SERVISSEM PARA AJUDAR AS CRIANCAS E PAIS ADOPTANTES..........
Afixado por: C E C em março 23, 2005 12:10 AMAcho que todas as reportagens denunciando a forte institucionalição de crianças, ou de outros problemas relacionados com a adopção, ajudam sempre. Pelo menos dão a conhecer os problemas, eventualmente podem levar os responsaveis a sentirem-se incomodados, e fazem as pessoas pensarem no assunto.
Alexandra - avise aqui quando a reportagem for transmitida.
António
Olá, gostei muito da reportagem anterior (sobre a adopção internacional) e confio em si Alexandra, para mais uma vez dar um "empurrão" na adopção em Portugal. Sobre a anterior reportagem ouviram-se muitos comentários, foi vista por muita gente, que aos poucos tem vindo a ficar sensibilizada para as questões e dificuldades das famílias que lutam pela adopção.
Afixado por: IsabelP em março 24, 2005 04:33 PMOla Alexandra,sou assistente social( mas nao trabalho na Seg. Social nem na adopao) e eu propria estou com um processo de adopçao ha tres anos.Ha muita coisa a mudar neste campo,nem imagina!! E tanta insensibilidade, e coisas erradas.A culpa?Talvez da insensibilidade,das instituiçoes, das seguranças sociais,dos juizes, da Lei da Adopçao e da incapacidade ou desinteresse das pessoas que estao a frente da adopçao, da mentalidade deste pais,mas acredito mais na Lei da Adopçao.Foi revista a tanto tempo e porque ainda nao começou a funcionar???Porque e que os candidatos continuam a estar limitados ao seu Distrito,quando noutros estao quase ou sem candidatos?Era isso que era para ser mudado e ate hoje!Sei de um casal que estava a anos a espera de uma criança num certo distrito, ( por motivos pessoais ou profissionais nao sei bem),teve que mudar para outro distrito e pediu a transferencia do processo, passado nem um ano a Segurança Social do actual distrito atribui-lhes uma criança.Agradeco-lhe estar tao interessada no tema da adopçao...nao imagina como e importante estas entrevistas sobre a adopçao.Olhe,quando ouvi a sua reportagem sobre a adopçao internacional,eu e meu marido decidimos candidatarmo-nos tambem a adopçao internacinal.
Peço-lhe que va em frente por mim e por todas as pessoas que so querem dar colo e carinho as crianças.A Adopçao foi criada para dar uma familia a criança,mas sabe que nos fazem sentir o contrario?Estao a arranjar uma criança para quem nao tem filhos!
Sei de tres optimos profissionais que trabalham nesta area:Drª Maria Jose Gamboa -PAFAC do Porto-222087833 e Drº Maia Neto -Trabalha no Tribunal de Familia e Menores do Porto e claro a Drª Dulce
Rocha -Presidente das Comissoes Nacionais de Crianças e Jovens em Risco.Destes dois ultimos nao sei contacto.Por favor, avise do dia da reportagem.
Su
Gostava de dizer que nem sempre os processos de adopção são complicados e demorados. Tenho dois filhos, o mais velho vai fazer 3 anos e a mais nova vai fazer 2.
Estive 6 meses à espera do meu primeiro filho (tinha 20 dias quando o fui buscar à maternidade) e um ano e pouco à espera do segundo... por alguma razão que eu não sei explicar, mas que deveria ser regra e não excepção, foi tudo muito fácil para mim e para o meu marido.
Todas as pessoas com quem contactámos na SS de Lisboa foram simpáticas, eficientes e muito atenciosas.
Espero que algum dia todos os processos decorram assim, e mais pessoas possam dar um testemunho positivo e optimista.
Graciete
Afixado por: graciete em abril 5, 2005 12:15 AMGraciete
Sim é inexplicavel a diferença que existe nos processos, mesmo na mesma SS. Uma colega do meu marido está inscrita à 4 anos para adoptar uma menina de qualquer raça até aos 3 anos de idade na SS de Lisboa. Então com se explica que existam pessoas que esperam 6 meses e outras mais de 4 anos ?
Acho que este era um ponto que tambem deveria ser investigado. O porque de processos na mesma altura, na mesma Segurança Social demorarem quantidades de tempo tão diferentes! E é mentira que é por uma questão de as pessoas serem muitoe exigentes e só quererem bebes brancos. Isso é o que se tenta passar para a comunicação social. Mas os muitos casos que conheço, dizem-me que isso não é verdade!
Alexandra,
como disse na mensagem anterior, não sei explicar, mas posso garantir que não conhecíamos rigorosamente ninguém nos serviços (pergunta que muitas vezes nos colocam) e também não colocámos condição nenhuma na adopção. Só queríamos ser pais... não escolhemos sexo, cor da pele, nada...
A nossa segunda filha é irmã biológica do nosso primeiro filho, esta a razão de sermos pais pela segunda vez tão rapidamente, pois explicaram-nos que quando há irmãos biológicos tentam juntá-los, se os casais assim o desejarem.
Alexandra, tenho a certeza que não devemos ser caso único, pois não faria sentido... e quando aqui escrevi foi para deixar um testemunho de esperança e de confiança nos serviços de adopção. Sei que muitas vezes é difícil, pois são anos de espera e sem informação nenhuma... mas acredito que mais cedo ou mais tarde o telefone toca, como tocou o nosso.
Graciete
Graciete,
Obrigada pelo seu testemunho. Nós, continuamos à espera que o telefone toque!!!Talvez toque rapidamente também para nós (espero que para muitos mais).
aqui fica esta informação...
Exmo(a) Senhor (a)
"Relativamente ao assunto sobre o mail que dirigiu à Direcção-Geral e no
que reporta à criação de um sistema informatizado, a nível nacional, sobre
candidatos seleccionados para a adopção e de crianças e jovens em situação
de adoptabilidade (listas nacionais), informa-se o seguinte:
Encontra-se concluído o processo respeitante à estrutura, organização e
funcionalidades do referido sistema de informação, cujos trabalhos foram
coordenados por esta Direcção-Geral e no qual participaram representantes
dos diversos organismos de segurança social e o Instituto de Informática e
Estatística da Segurança Social.
Por se tratar de um sistema de âmbito nacional a sua operacionalização
coloca-se a nível dos Centros Distritais de Segurança Social do Instituto
de Segurança Social,I.P., da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, na
respectiva cidade e dos serviços competentes das Regiões Autónomas dos
Açores e da Madeira e ainda no que respeita à adopção internacional a esta
Direcção-Geral.
Trata-se de uma matéria que comporta alguma complexidade mas, estando já
concluídas todas as fases que suportam a operacionalização deste sistema, o
seu funcionamento aguarda apenas a respectiva legalização, cujo processo
foi desenvolvido no âmbito da aplicação da Lei nº 67/98, de 26 de Outubro -
Lei de Protecção de Dados Pessoais.
No que respeita à Comissão de Acompanhamento da Lei da Adopção informa-se
que a sua composição e competências encontram-se referidas no Despacho
conjunto nº 1067/2003, de 11 de Novembro, publicado no Diário da República
- II Série, Nº 276 - 28 de Novembro de 2003, que procedeu à sua criação.
Assim, a obtenção de quaisquer outras informações, designadamente sobre a
sua actuação, conforme referido no vosso mail, deverão ser dirigidas à
respectiva Comissão.
Com os melhores cumprimentos.
A Directora de Serviços
Maria Violete Morgado"
"" Peço-lhe que va em frente por mim e por todas as pessoas que so querem dar colo e carinho as crianças. ""
Também eu .. e sabes o que mais ? Ao meu próprio filho !!!
Pois , quero dar ao meu próprio filho, e não posso
Incrivel , né ??
Quando é que a TVI investiga isto ?
Pais verdadeiros, que tem provas e mais provas que são bons pais, e não podem dar amor e carinho aos próprios filhos !!
Isso, eu gostava de saber, Cara Alexandra.
Nem comento, as pessoas da adopção, dizerem que "só queremos dar amor e carinho às crianças" mas não terem a minima noção ( será preocupação) pelo que se passa com outras crianças .
Mas isso, é com essas pessoas
Agora a TVI, não ligar nenhuma , acho mal .
Muito
" A Adopçao foi criada para dar uma familia a criança,mas sabe que nos fazem sentir o contrario? "
Sério ?
Imagina que eras mesmo mãe ! Ou Pai ? E não podias estar com o teu filho ...
Que dizias ??
Que sofrias ?
Que sofriam os teus filhos , se não pudessem estar contigo, sabendo que tu os amavas ?
E quer a Alexandra testemunhos de Juizes ?
xiiii .. que fora
" Estao a arranjar uma criança para quem nao tem filhos! "
Outra vez ???
E os que tem ? e não os podem ver ?
Rapariga, como é que tu queres direitos sobre filhos dos outros, se os próprios pais não tem direitos em Portugal ???
Xii, nunca pensas-te nisso ?
Nunca te preocupas-te ?
"Sei de tres optimos profissionais que trabalham nesta area: (...)
claro a Drª Dulce
Rocha -Presidente das Comissoes Nacionais de Crianças e Jovens em Risco.
Destes dois ultimos nao sei contacto."
Eu sei ,,
Não sabia, era que a Dulce Rocha era uma grande profissional
mas ok.
Jorge Oliveira
obrigado@users.BonBon.net
ola alexandra, antes demais gostaria de felicitá-la pelo seu trabalho e empenho em cada reportagem que faz.Em seguida, gostaria que o meu nome não fosse divulgado para evitar represálias ou algum tipo de comentário por parte daqueles de quem eu vou falar...Em relção á repotagem que tanto causa polémica aos portugueses, eu tenho uma opinião que provalmente a vai surpreender,pois é bastante diferente de todos os outros.Isto porque falo na condição de adoptada, e porque hoje com 25 anos que tenho ,apesar de ter sofrido imenso,posso dizer ao mundo inteiro que sou feliz...que tenho uma familia e que posso provar a todos os que tanto ambicionam um filho, que não precisam de tanta burocracia para fazer feliz uma criança,basta sim ter amor para dar, mas mesmo muito amor para dar.Passo então a contar-lhe a minha história para que sirva de ajuda aos pais deste país ou simplesmente para reflectir...sobre o que é realmente ser pai e o que é ser filho.Tive uma mãe biológica até aos sete anos de idade,para além de mim existiam mais dois irmãos.Por amor ao pai desses meus dois manos a minha mãe biológica ,acho por bem bem dar-me a uns familiares ,que por ironia do destino não podiam ter filhos.E, assim foi, a pequena "alguém" lá foi para uma terra longínqua com um vestidinho de fazenda imundo, uns sapatinhos de lona e uma boneca de trapos nas mãos.Através da janela entreaberta do comboio, fiz adeus á minha mãe e prometi que voltava em breve, pois aquilo que me foi dito era que ia de férias.Assim que cheguei ao destino senti-me bem ,tudo mudou...o velho vestido e a minha boneca preferida ficaram no caixote do lixo mais próximo.Roupas novas e brinquedos,uma casa bonita e acolhedora, tudo me pareceu bem e o tempo foi passando,dias ,meses ,anos e a minha mãe não apareceu.Durante em longo tempo aquela familia foi tratando dos papéis da adpção, para eles tudo parecia perfeito,pois a sua nova aquisição,ou peça de porcelana como queiram chamar, estava prestes a ser deles.Quando só faltava um unico documento para assinar a mãe biológica arrependeu-se e decidiu voltar atrás, e assim tudo começou...o verdadeiro inferno não para eles, mas sim para mim que na altura tinha apenas 11 anos.Apartir desse dia tudo passou a ser diferente, amenina bonita deixou de ser adorada por aqueles que outrora tanto a desejaram,Começaram então os maus tratos e a confusão mental na minha cabeça.Estes diziam insistentemente que eu estava ali, porque eles tiveram pena de mim e que ,já que só tinham conseguido uma adopção restrita,quando eu atingisse a maior idade me punham na rua.E assim foi, aos dezoito anos , eu fui mandada para o olho da rua.Pedi ajuda a uma assitente social que curiosamente era amiga deles,que me respondeu que era bem feito o me estava a acontecer,pois eu era muito má e que nunca iria ser al´guém na vida.Arranjei então uma casa e tres empregos para puder sobreviver...consegui...até que um belo dia os"pais"pediram-me perdão e imploraram-me para voltar para casa.Pensei e talvez por amor de filha voltei.Mas tudo rapidamente se encaminhou para o mesmo inferno,quando lhes contei que tinha encontrado o meu verdadeiro pai e que o ia conhecer,pois eu achava que tinha todo o direito de connhecer as minhas origens,de onde vinha ,quem era....Fui,mas com um aviso,"QUANDO VOLTARES A PORTA ESTÁ FECHADA", e de facto para meu espanto,quando regressei a porta não se abriu,dormi, nas escadas do predio em cima daquele tapete que normalmente serve para limpar os pés,felizmente por uma noite porque uma amiga teve pena de mim.Apartir daquele dia, decidi que não queria entrar mais naquela casa e assim foi já lá vão sete anos.Mas a história não acaba aqui.Aluguei uma casa novamente e tentei lutar ,mas não consegui,caí em desespero, desisti pura e simplesmente.Já não tinha forças para lutar contra tanta humilhação ,tanto desprezo... .Tentei o suicídio,quando dei por mim estava no hospital, sentia-me perdida e infeliz.Estavam unicamente duas pessoas que mal me connheciam á porta do hospital, anciosas por notícias minhas.Uma amiga minha e a mãe dela.A mãe desta amiga foi a única que apareceu dentro do gabinete do médico ,quando este chamava por familiares ,oferecendo a sua ajuda.Olhou para mim com ar de pena e ao mesmo tempo com uma ternura própria de quem é mãe a valer e disse-me:-Se quiseres podes vir para a minha casa,vem eu ajudo-te.Parece,que naquele momento se fez luz ... abriu-se um caminho.Apartir desse dia ,passei a ter uma familia,ganhei um irmãozinho pequeno ,uma irmã, um pai e uma mãe,que em momento algum me fizeram sentir que eu não era ninguém, mas sim "alguém".Já lá vão seis anos e sinto-me em casa, como se tivesse nascido aqui,para mim eles são os pais,a minha verdadeira e única familia e faço questão que o mundo interio saiba que sou feliz.Mas para tudo isto não foi preciso assinar nenhum papel, aqui a dor de alguém que é realmente mãe,bastou para quer que jamais um filho se sentisse só.Um beijo grande,para si alexandra e espero que o meu testemunho a ajude , não a sofrer o que eu sofri, mas a sentir para o puder transmitir , o orgulho que eu sinto da minha familia.
que bom ouvir que algum pais so levam meses ate adoptarem pois eu e meu marido ja iamos em sete anos....sera que fazem difirenca nos casais???????????????
Afixado por: C E C em abril 30, 2005 10:22 PMEstou apta para adoptar uma criança desde 2003, aguardo todos os dias por um telefonema da segurança social que nunca chega, pois todas as vezes que fui informada sobre a minha posição na infinita lista de candidatos fui eu que liguei para saber. Desde o principio deste Ano que sou familia de fim de semana numa instituição de acolhimento, comecei por levar uma menina que já me chama de "mãmã" ,cuja verdadeira mãe a abandonou no hospital e está na instituição desde os 7 dias, neste momento fez o seu 1º Aniversário no dia 22 de Abril e continua no mesmo sítio, a instituição ainda fez diligências para o tribunal dando conhecimento que esta menina tinha um "projecto de vida" com uma familia apta para adopção mas o tribunal resolveu dar primazia à averiguação de mais familiares da menor que já aguardava um futuro muito risonho junto de nós, sendo assim encontrou-se um pressuposto pai, que passou a ter direito a visitar a menina uma vez por semana,foi marcado para dia 31 deste mês o teste de paternidade mas mesmo assim o mesmo sem ter qualquer tipo de relação afectiva com a menina, pois não é numa visita de 1 hora semanal que a mesma se adquire!! teve direito autorizado pelo tribunal a levá-la 2 noites para ficar em sua casa,mesmo não havendo certezas que este senhor seja mesmo o pai da menina!! Eu, diariamente durante cinco meses da minha vida fiz aquilo que o meu coração ditou e dei todo o amor e carinho que pude a esta menina mas não tenho qualquer direito sobre ela e uma menina de 12 meses supostamente não tem " querer" mas se tivesse acredito que ela me escolheria a mim para sua mãmã, ensinei-a a sorrir e a expressar todas as suas emoções e é a mim que ela lança os braços cada vez que me vê e chora quando me vou embora!!
Infelizmente o futuro destas crianças decide-se demasiado tarde, eu sinto que perdi uma filha pois isso é o que ela é para mim, mas eu tenho 36 anos sei me defender ! Mas...e as Crianças?? Quem as defende?? A vida é muito preciosa para elas viverem numa instituição 12 preciosos meses!! Obrigada por ter dado voz a estas crianças que vivem demasiado tempo institucionalizadas, afinal que crime é que elas cometeram???
C E C não desespere.Não acho mesmo nada que façam diferenças nos casais,penso sim que cada casal é um caso a analisar e que são todos diferentes uns dos outros. Eu sou uma candidata singular,e eu sim,penso realmente que sou descriminada em relação a um casal.Estou há 7 anos à espera de uma menina dos 3 anos aos 6 anos mais ou menos.Já muita coisa se modificou na adopçao mas a nova lei não me trouxe nada de novo,senão continuar a esperar.Devo ser dos poucos candidatos de 1998 que ainda está à espera mas nunca perdi a esperança e estou sempre à espera que o telefone toque com uma boa nova.
Afixado por: Maria em maio 6, 2005 08:43 PMC E C não desespere.Não acho mesmo nada que façam diferenças nos casais,penso sim que cada casal é um caso a analisar e que são todos diferentes uns dos outros. Eu sou uma candidata singular,e eu sim,penso realmente que sou descriminada em relação a um casal.Estou há 7 anos à espera de uma menina dos 3 anos aos 6 anos mais ou menos.Já muita coisa se modificou na adopçao mas a nova lei não me trouxe nada de novo,senão continuar a esperar.Devo ser dos poucos candidatos de 1998 que ainda está à espera mas nunca perdi a esperança e estou sempre à espera que o telefone toque com uma boa nova.
Afixado por: maria em maio 6, 2005 08:46 PMAlguém:
Acho que a sua historia é bonita. O nosso destino nem sempre é regulado por leis. Alguma coisa superior às leis e às vontades nos encaminha para determinados caminhos. Às vezes, revoltados, recusamo-nos a ver a nova estrada. Você soube encontrá-la e estou certo que será feliz se esquecer o passado sem recentimentos. De qualquer forma o seu testemunho é muito corajoso. Obrigado
António
acho que os dois programas da jornalista da tvi foram fantásticos, mas infelizmente nada vão resolver em que sejam mais celeres os processos de adopção. o depoimento do jorge foi fundamental, e quando ele diz que diviam por umas camaras ocultas nas instituições, digo-vos que e bem verdade, muita gente ia ficar totalmente escandalizada....
existem crianças que estão nas inst.ha 1/2/3/4 anos sem uma unica visita e ali vão ficando a apodrecer ( muitas delas totalmente saudaveis) e quem faz alguma coisa???????NINGUEM porque não interessa.................................
A adopção e quem tem os poderes na mão são muito complicados e caminhos com muitos labirintos muito dificeis de explicar, se e que me faço entender, vos garanto que sei do que falo.
mas não vamos perder a esperança e vamos continuar a lutar. Mas meus amigos vos digo que o nosso pais e uma vergonha e vão continuar a morrer crianças nas mãos dos seus fantásticos progenitores e as instituições grandes depositos, mas afinal o que e isso para os nossos juizes ou para as assistentes sociais.E pena que muitos mais deles não saibam o que querer um filho e não o ter, ter amor para dar e não poder porque alguem nos fecha TODAS as portas. Os filhos deles estão em casa, mas pode ser que quando alguns deles comece a sofrer na pele venha fazer algo.Muitas vezes tenho VERGONHA do meu PAIS, é um permanente deixa andar.
Eu iniciei este mês as necessárias diligências para um processo de adopção, no CDSS de Lisboa.Fiquei chocada quando me disseram que deveria demorar 5 anos. Tenho agora 33 e isso quer dizer que só vou ser Mãe lá para os 38! E sou voluntária num Centro de Aclhimento e sei bem que há crianças, de todas as idades, a precisar de uma família para lhes dar amor, carinho, educação e uma vida completa.Que pouca vergonha é esta de os processos levaram tanto tempo! Pedem para as pessoas darem o passo da adopção mas depois ninguém vem ao nosso caminho. E quem fica mal são todas as crianças que estão muitas vezes em situações precárias e depois acabam como a menina do outro dia: mortas! Acordem os responsáveis e tornem-se humanos.Podem vir ser os vossos filhos a passar por isso.
Afixado por: Cristina em maio 18, 2005 05:38 PMOla. Eu sou portuguesa mas vivo no estrangeiro e adorava ajudar e dar todo o AMOR a uma crianca, acho que seria algo que faria de bom na vida. Mas tenho medo que a lei nao proteja os pais adoptivos no caso de os pais biologicos entrarem com um processo para terem a crianca de volta ou algo assim. Sera isso possivel?
Afixado por: Joanna Flavia em maio 23, 2005 02:26 PMVou apenas contar-vos uma história da vida real.
A história que vos vou contar constitui para mim um verdadeiro drama, que poderá terminar numa tragédia. Trata-se de uma criança de 1ano e 10 meses de idade, retirada aos pais compulsivamente, há cerca de 2 meses, por negligência absoluta. O seu estado de subnutrição e atraso desenvolvimental era assustador. Esta criança foi sinalizada à nascença devido às histórias de vida do pai e da mãe. O pai nos seus 42 anos de idade, espancou selvaticamente todas as mulheres com quem se relacionou, a última das quais, a mãe da referida criança, com a ajuda de mais um amigo, acabando aquela por ter que receber tratamento hospitalar, encontrando-se actualmente numa casa abrigo. Este homem tem mais 2 filhos de um casamento (há 20 anos atrás), que foram igualmente vítimas de maus tratos. Felizmente neste caso, a mãe conseguiu com muita luta, afastar as crianças deste pai. Tenho também conhecimento que espancou à relativamente pouco tempo (cerca de 3 anos) uma menina de 3 anos, filha de uma mulher com quem esteve.
A mãe, com cerca de 30 anos, tem também outro filho que lhe foi retirado por negligência e por ter sido espancado por este mesmo homem. Segundo avaliação da segurança social, esta mulher não possui competências para cuidar dos filhos, o que é agravado pelo facto de ter mantido a situação em segredo, até que alguém percebeu e denunciou. Este filho, mantém-se desde há 2 anos em família de acolhimento.
Voltando ao início desta história da vida real, a criança referida inicialmente foi institucionalizada, tendo o pai numa 1ª fase autorização para a visitar. Estas visitas cessaram por ordem do tribunal, devido a ameaças e insultos constantes ao pessoal técnico acompanhante, chegando ao ponto de ser necessária a intervenção de agentes de segurança. Um mês depois, este homem com a ajuda de um advogado, consegue novamente a autorização do tribunal no sentido de recomeçar as visitas na mesma com a presença doa agentes de autoridade. Segundo informação das técnicas da instituição isto é preocupante, na medida em que nas visitas anteriores se verificou uma regressão por parte da criança. Esta informação não tem valor judicial( segundo as técnicas) porque a pessoa que acompanha as visitas do pai, não faz os devidos relatórios. Curiosamente, este pai propôs ao tribunal uma família de acolhimento das suas relações, para ficar com a criança, o que se fosse dramático, seria caricato. Pois a segurança social vai avaliar esta família como uma possibilidade. Parece-me que as suas intenções são óbvias.
Para terminar este texto que deixou muita coisa para contar, mas que já vai muito longo, quero dizer-lhe que sou tia desta criança e pretendia ficar com ela, mas o tribunal confere-me apenas a custódia e terei assim que me expor, bem como à criança a presença deste homem, que tem passado impune toda uma vida, porque tem usufruído da tranquilidade da indiferença dos responsáveis. Por favor ajudem-me para que esta menina não venha a tornar-se em mais um caso igual àqueles que tão bem conhecemos.